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Operadoras escondem a verdade por trás dos planos 3G

Expressões como "navegue sem limites" induzem o consumidor ao erro, diz Idec

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7 anos atrás

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) realizou um estudo com as quatro principais operadoras de telefonia móvel e constatou um grave problema: todas elas escondem de seus consumidores como é realizada a operação de pacotes de internet móvel. A falta de informações na hora da contratação induz o consumidor ao erro.

A principal queixa é em relação à franquia de uso: muitas vezes as operadoras destacam planos “ilimitados”, que, na verdade, são limitados. Acontece que as teles oferecem uma franquia de dados e, após o consumo integral, a velocidade é reduzida até o fechamento da fatura. Tem vezes em que a velocidade é pior do que internet discada.

De acordo com o instituto, expressões como “navegue sem limites” induzem o consumidor ao erro.

Atualmente, todas as operadoras trabalham com esse modelo de planos de dados, principalmente quando falamos dos planos para modens. Por mais que o 3G seja uma tecnologia destinada para internet móvel, a tecnologia chegou ao Brasil como a única alternativa de banda larga para muita gente, pois o sinal chegava a lugares onde cabo e DSL não alcançam. E mais: as operadoras contam isso como vantagem. Isso causou um congestionamento muito grande na rede, de forma que a redução de velocidade foi a maneira encontrada para não prejudicar todos os clientes.

Também foram apontadas irregularidades nas operadoras Claro e Oi. De acordo com o instituto, as duas bloqueiam o acesso de serviços VoIP como o Skype. Entretanto, realizamos testes com as duas operadoras e as chamadas aconteceram normalmente, tanto com o Skype como o Viber.

A Vivo proíbe a utilização de serviços de Voz sobre IP (veja o item 4.2 do contrato de prestação de serviços padrão da operadora).

Redução de velocidade não é uma prática realizada apenas no Brasil. Diversas operadoras da Europa e América Latina também aplicam a diminuição da conexão. Como forma de tentar desafogar a rede de dados celular, as operadoras estão investindo em redes Wi-Fi.

Com informações: Exame