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Anatel libera plano Infinity Day da TIM

Operadoras estão liberadas para fazer novas promoções

Lucas Braga Por

Em novembro, a Anatel impediu que a TIM realizasse a comercialização de um plano chamado Infinity Day. O plano permite que o cliente realize chamadas ilimitadas para telefones da mesma operadora, cobrando por dia de uso e não por chamada, que é o caso do atual Infinity Pré. A alegação da Anatel era de que a operadora não conseguiria assegurar a qualidade do serviço, prejudicando o cliente. Entretanto, os dias de impedimento acabaram.

Um despacho de um superintendente da Anatel no Diário Oficial da União alega que, como o plano seria aplicado apenas em regiões específicas dos estados do Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo, a agência deu o sinal verde para que a TIM comercialize o Infinity Day por lá, contanto que exista uma contínua análise que demonstre que o acréscimo do tráfego é compatível com a capacidade real da rede.

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Durante o período do bloqueio, a TIM tentou recorrer da medida da Anatel, alegando que esse tipo de situação prejudica a livre concorrência. A operadora chegou a mencionar, inclusive, que operadoras concorrentes ofereciam ofertas ainda mais agressivas do que o Infinity Day.

Vale lembrar que a TIM já possui um plano similar ao Infinity Day que não foi bloqueado pela Anatel, o TIM Beta. Para participar do plano, é necessário ser convidado. Com ele, as ligações não têm cobrança por chamada, e sim por dia, ao custo diário de R$ 0,25 para falar sem limites com qualquer TIM. No Rio Grande do Sul, o plano pré-pago da TIM também tem ligações ilimitadas com cobrança por dia: é o caso do Infinity Tri.

A Anatel também removeu a proibição imposta no fim do ano passado. Devido ao aumento de reclamações no setor de telefonia móvel, as quatro operadores do país foram impedidas de fazer novas promoções. Segundo o G1, a Anatel impediu promoções de pelo menos uma operadora, a Claro.

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Thanara Corrêa
A banda vai ser sobrecarregada e mais ligações irão cair, simples assim!
lucassandoval
"Tanto é que a Anatel passou 10 anos investindo esforços para massificação da oferta e agora se volta para a qualidade." "Por sinal, existem mais de 3.000 empresas concorrendo com banda larga pelo brasil. A Anatel já regulamentou há anos a oferta de MVNO e ele não vingou." - Eu moro no interiorzão de SP. Tenho apenas uma opção para banda larga e telefonia fixa: telefonica. Oras, que massificação é essa? "Em resumo, no Brasil, o investimento é MUITO maior e é BEM MENOS rentável. Na Inglaterra, o investimento é MUITO MENOR e MAIS RENTÁVEL." Vejamos o exemplo do Canada. Lá a população é bem menor que a do Brasil, ou seja, menos rentável. Canada e Brasil são quase do mesmo tamanho. LÁ SIM, o retorno seria menor e, mesmo assim, a banda larga fixa deles é muito melhor e, telefonia móvel, nem preciso contestar né? Será que lá o empresário não é ganancioso? Lembrando que lá a agência reguladora NÃO controla preço e nem QUALIDADE dos serviços e nem faz a alocação de espectro. "Hoje, qualquer adensamento com 100 pessoas tem direito a ter um orelhão por causa da regulação do Estado. Faz assim. Dá uma Googlada em “Fique Ligado Anatel” e acesse o sistema de geolocalização de orelhões. Faça uma busca no estado do Pará, Município de Altamira pela localidade “Aldeia Koatinemo” e mande localizar. Troque a visualização para “satélite” e começe a dar “zoom out” até encontrar uma cidade. Demorou, né? Você acha que alguém iria fazer esse investimento sem o Estado presente? quem mora ali é subcidadão e não merece acesso mínimo a telecomunicações?" -Merece, mas não existe almoço grátis. É claro que quem mora no meio do mato tem que entender que, por morar tão distante, o preço dos serviços será um pouco maior. Oras, já imaginou se eu quisesse enviar um malote para manaus pelo mesmo preço de um envio para São José do Rio Preto? Sendo que eu moro no interior de SP? " Você faz um raciociocínio simplista e reducionista: o investimento privado é mais eficiente. Isso pode, talvez, quem sabe, até ser verdade para mercados como São Paulo/SP e outras grandes e adensadas cidades. Mas duvido que qualquer empresa sem obrigações regulatórias faria o investimento necessário para atender comunidades de baixa renda afastadas dos grandes centros." - Engano seu. Com livre mercado, sempre aparecerá alguma empresa disposta a atender uma determinada região. Uma empresa não precisa ter 10 milhões de clientes para se manter no mercado. Lembrando que a ANATEL obrigava a gente a pagar um provedor de acesso discado ao contratar banda larga. Ou seja, acreditar na bondade do estado é bobeira. Pura inocência. O investimento no Brasil é maior, porém o nosso país é enorme. Muuuuitas empresas podem atuar aqui mantendo a lucratividade. As empresas só funcionam quando sabem que não estão protegidas, quando quem comanda a empresa trabalha sob a pressão "A qualquer momento um concorrente pode chegar e me esmagar". Como o governo poderia realmente ajudar? Preço da energia elétrica é MTO alto...Não dá pra manter uma empresa de telefonia sem energia. Se o governo barateasse de verdade(não esses 20% duvidosos da assaltante dilma), já ajudaria. Tirando as regulações. Simples. Conversa com o pessoal do google, diga pra eles colocarem o google fiber aqui; Imposto sobre o setor....que pode chegar até 46%. ICMS aparece como um vilão(assim como na conta de energia). Tem que baixar; Imposto zero sobre os equipamentos necessários. Nem que seja por um determinado período apenas. Se o Brasil seguir com esse intervencionismo, em 2020 teremos políticos prometendo melhorias que já foram prometidas 10 anos atrás hahahaha anatel é inútil.
DevlonBR
- Eu demonstrei para você que a infra necessária para cobrir o brasil é MUITO maior do que a necessária para cobrir a Inglaterra e lá essa operação ainda é rentável. - Não falei de cobrir 100% do Brasil. Meu exemplo ligava Manaus a São Paulo com um backbone de fibra optica. De lá ainda teriam que existir uma série de investimentos para cobrir outras regiões. Não quero nem imaginar os custos de cobrir 100% do Brasil com fibra optica. - Você faz um raciociocínio simplista e reducionista: o investimento privado é mais eficiente. Isso pode, talvez, quem sabe, até ser verdade para mercados como São Paulo/SP e outras grandes e adensadas cidades. Mas duvido que qualquer empresa sem obrigações regulatórias faria o investimento necessário para atender comunidades de baixa renda afastadas dos grandes centros. - Hoje, qualquer adensamento com 100 pessoas tem direito a ter um orelhão por causa da regulação do Estado. Faz assim. Dá uma Googlada em "Fique Ligado Anatel" e acesse o sistema de geolocalização de orelhões. Faça uma busca no estado do Pará, Município de Altamira pela localidade "Aldeia Koatinemo" e mande localizar. Troque a visualização para "satélite" e começe a dar "zoom out" até encontrar uma cidade. Demorou, né? Você acha que alguém iria fazer esse investimento sem o Estado presente? quem mora ali é subcidadão e não merece acesso mínimo a telecomunicações? Você acha que iniciativa privada iria bancar isso? Muito provavelmente a manutenção desse orelhão nessa localidade causa prejuízos à empresa. Se fosse opção dela, ela retiraria ele daí com TODA a certeza. - A tributação reduz investimentos sim, assim como em qualquer outro setor produtivo. Mas sinceramente, os tributos diretamente incidentes sobre telecomunicações são pequenos (FUST/FISTEl/FUNTTEL), quase irrelevantes ante ao faturamento das empresas. A tributação "geral" é que afeta o setor produtivo e isso não tem nada a ver com a Anatel. Falácia sua. - Nunca disse que o Estado está certo em manter o IPI importado mais alto e nem essa é minha lógica. Você está generalizando e afirmando que querer alguma regulação de um setor privatizado é o mesmo que querer interferência máxima do estado no setor, o que nem de longe acontece.
lucassandoval
Discordo completamente. O Brasil é muito mair? Sim, mas quem disse que o Brasil é 100% habitado? Ou seja, não há necessidade de se implantar infraestrutura em 100% da área. Forte regulação só gera setor engessado. O atraso no leilão do 3G e agora do 4G prova isso. Você esquece de citar que o imposto sobre o setor no Brasil reduz investimentos. Com mais concorrência(o Brasil é grande, dá pra ter mto mais empresas aqui) e menos impostos, esse medo seu não se justificaria. Seguindo a sua lógica, o governo tá certo em manter o IPI do importado mais alto. Mas na prática, o que ele gera: carroças nacionais de baixa qualidade por um preço absurdo. O investimento necessário é muito maior no Brasil: sim. Mas com mais concorrência e menos imposto, tudo se resolve. Entenda, não é o governo que vai melhorar. Não é.
DevlonBR
Além da rede estatal em unbundling, outro fator importante é que a Grã-Bretanha tem o tamanho do Estado de São Paulo. A necessidade de investimento em infra para cobrir o país todo é MUITO menor do que o Brasil. Só a título de exemplo, precisamos de +- 4.000km de fibra optica para ligar o centro de São Paulo ao Centro de Manaus diretamente. Detalhe: passando por regiões rurais inteiras. As maiores cidades no caminho seriam Cuiabá, Ji-Paraná e Porto Velho (o cabeamento normalmente segue ladeando rodovias). Uma ligação equivalente na Bretanha (Londres/Glasgow) corresponderia a 650km de fibra e passaria por cidades como Manchester, Birmgham, e Liverpool. Em resumo, no Brasil, o investimento é MUITO maior e é BEM MENOS rentável. Na Inglaterra, o investimento é MUITO MENOR e MAIS RENTÁVEL. Hoje a Anatel tem que criar concorrência artificial (ex.: Você só explora 4G em SP se atender o Norte com 3G) para atender regiões do Norte do país com o básico em telecomunicações. Só um alienado para desconsiderar esses fatores e achar que uma empresa iria concorrer de bom grado em regiões afastadas e de difícil acesso no país sem uma regulação forte. Tanto é que a Anatel passou 10 anos investindo esforços para massificação da oferta e agora se volta para a qualidade. Outra coisa: a monografia peca absurdamente ao generalizar os poderes de regulação da anatel quanto ao único serviço público de telecomunicações (STFC das concessionárias) para TODO O MERCADO DE TELECOM. Exemplo: A Anatel não regula os preços da GVT na telefonia fixa ou mesmo da Embratel na telefonia local (Autorização). A Anatel não regula preços de banda larga. Esses mercados são de livre concorrência. Por sinal, existem mais de 3.000 empresas concorrendo com banda larga pelo brasil. A Anatel já regulamentou há anos a oferta de MVNO e ele não vingou. O maior problema para a entrada de mais concorrentes é a necessidade de investimentos em infra no Brasil e isso livre concorrência não resolve.
lucassandoval
Rodrigo, leia atentamente. Depois, se quiser, volte e diga o que achou.
@kadugaspar
A Vivo tem estrutura para atender seus clientes de forma satisfatória exatamente por não fazer promoções assim, pois se fizesse certamente sua rede também estaria sobrecarregada.
Rodrigo Fante
Li o comentário e não vi o link, lerei agora, vlw
Rodrigo Fante
Você leu a monografia? tem link? queria saber se ele esqueceu mesmo e ver se tem mais pontos importantes.
lucassandoval
Você ao menos leu o trabalho? O cara explica que a BT sofre concorrência. Leia o trabalho primeiro. Depois, se quiser, podemos debater.
Yago G. Oliveira
Só falta a Oi pra entrar nesse tipo de promoção. O que é mais importante é oferecer promoções onde é possível oferecer. A TIM, por exemplo, pode pisar na bola, não sei se a rede vai aguentar a demanda em SP e ES. Já no amazonas é tranquilo, a maioria é Vivo lá. O maior problema é quando não fazem muitos estudos, não escolhem corretamente onde deveriam lançar suas promoções, a Oi teve essa dificuldade, quando lançou o Oi Ilimitado, colocou a promoção onde há mais demanda que a rede suporta (CE, PB, PE), aposto que se lançasse no Piauí, Maranhão, Pará, Acre ela não enfrentaria nenhum problema desse tipo.
Yago G. Oliveira
A Vivo tem aqui no Nordeste o Vivo Sempre Ilimitado, você faz chamadas por 0,25cents/dia e sms grátis pra mesma operadora.
othon
E pra entrar nessa brincadeira? Tenho o costume mais de ligar que mandar mensagem, então isso me interessa e muito.
Diego F. Duarte
O rapaz da monografia só esqueceu de um detalhezinho idiota: A maior parte do sistema de telefonia do reino unido é estatal, e as privadas usam a rede da estatal em unbundling. Como ele não teve a monografia invalidada? Uniesquina?
daviddiniz
Mauricio a Vivo nunca teve muito interesse no pré-pago. Se não fosse obrigatório acho que ela nem teria plano pré-pago.
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