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Adobe, Apple e Microsoft têm de explicar altos preços de software e hardware na Austrália

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Altos preços para itens de informática e tecnologia passam longe de ser uma exclusividade do Brasil e seu custo Brazil. A diferença fica por conta das autoridades mesmo. Lá na Austrália, um comitê permanente para assuntos de TI na câmara federal de deputados decidiu convocar três gigantes da tecnologia para explicarem os altos preços. Adobe, Apple e Microsoft têm de se explicar diante dos deputados do país.

Pelas notícias que nos chegam até agora, sabemos que os australianos não se conformam com os preços cobrados por lá quando comparados com os valores que a Apple e a Microsoft, duas gigantes da tecnologia, além da Adobe, praticam nos mercados mais maduros da Europa. O parlamento pretende investigar também o motivo pelo qual os preços se diferenciam mesmo para os chamados bens digitais, aqueles distribuídos sem depender de cadeia de suprimentos e linhas de montagem – software, para resumir as coisas.

Não é de hoje que os australianos se debruçam sobre o assunto. Em outros tempos e investigando a mesma questão, obtiveram uma resposta formal, por escrito, da Microsoft informando que os custos de trabalho e de locação no país-continente são altos demais. Também citam a cadeia de suprimentos e as regulações locais. Sim, países conseguem elevar custos quando impõe certas legislações distintas das adotadas em especial nos Estados Unidos e na Europa. Torna mais cara a produção e, consequentemente, o produto.

Valores do Creative Cloud na Austrália

Valores do Creative Cloud na Austrália

As companhias deverão levar funcionários para testemunharem no parlamento em 22 de março. Além do software, também terão de explicar o alto custo do hardware. O comitê publicou uma página que centraliza todas as informações sobre a investigação.

A Adobe não perdeu tempo e já reduziu os preços de seus produtos. O Creative Cloud com Photoshop e outros aplicativos, incluído também o armazenamento na nuvem, custava próximo de 63 dólares australianos por mês na assinatura de 12 meses. Agora, no site oficial, sai por 50 dólares australianos – preços equivalente aos cobrados nos Estados Unidos.

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Fernando Santos
Analisando superficialmente, os preços praticados em nossas terras tupiniquins realmente são (muito) distoantes de outros lugares. O colega Alex mencionou que o Windows custa $ 119 no USA, e aqui custa por volta de R$ 600. Já o Mountain Lion, da Apple, custa $ 19, para qualquer lugar do mundo. Qual a diferença entre os dois? Meio de distribuição. A Apple distribui o sistema por meio digital, enquanto a Microsoft ainda vende a velha caixinha, com manual bonito e um DVD... O custo que a Microsoft tem para produzir as caixas, manuais e DVDs - se for produzido no Brasil - pode causar a diferença nos preços. Colocar o OSX para download tem o mesmo custo para o mundo inteiro. O mesmo poderia ser aplicado às músicas disponíveis para venda no iTunes, quando comparadas aos CDs vendidos no shopping (risos). Mas isto só se aplicaria à software. Já o hardware... Minha suposição para o elevado (absurdamente) custo de hardwares - Macbooks - é a importação. Nossa amada república instituiu módicos 60% sobre a importação de qualquer item que ultrapasse os $ 50. Além disso, temos ICMS, e outros impostos. No final, você paga quase 100% de impostos na importação. Numa hipótese de um Macbook Air custar $ 1000, a Apple pagaria $ 900 pela importação deste. A saída é subir o preço final do produto... Não acredito que empresas cobrem mais por seus produtos, só para tentar lucrar mais. Se assim o fosse, os produtos também seriam mais caros lá fora. Acredito mesmo é que existam tantas taxas e impostos em nosso país, que as empresas se vêem obrigadas a aumentar o valor final.
Alex Figueiredo
Concordo com o Mauricio. Como você bem disse, tratava-se de uma promoção. O Windows custa $ 119.00 lá nos USA. E não é uma promoção.
Gabriel
Comparando com os preços da Apple, acho bastante caro sim, mesmo desconsiderando o preço do hardware. O volume de vendas de Windows é absurdamente maior que o de Mac OS X, mas o custo para desenvolver o OS X e o Windows não muda na mesma proporção. O mercado é mais de 10 vezes maior. Além disso, o preço OEM, que constitui boas partes da venda da Microsoft, é muito mais baixo que o preço cobrado pela licença pessoal. É conveniente para ambas as empresas: se a Microsoft cobrasse esse preço alto no Windows, os fabricantes poderiam tentar outras alternativas e o preço alto no varejo faz a compra de um novo equipamento ser muito mais vantajosa do que a atualização. Em resumo, o preço é 10 ou 20 vezes maior para um mercado 10 vezes maior e a maioria deles (OEM) é vendido por um preço bem baixo. Além disso, não acho totalmente correto afirmar que o preço dos Macs é inflado (sem considerar o Brasil, claro). Os MacBooks são caros, mas quando os fabricantes foram forçados a nivelar a qualidade de acabamento e espessura/peso dos MacBooks Air (os Ultrabooks) a Apple mostrou um preço competitivo. Os fabricantes estavam tão atrás da Apple nesse aspecto que a Dell lançou ano passado o Inspirion 14z, um ultrabook que pesa o mesmo que o MacBook Pro 13 lançado em 2008.
twi_126467840
Ja sei, vamos criar um orgão estatal que tabela os preços de bens e serviços, daremos o nome de SUNAB
Rick
Seria taxa de câmbio se o valor fosse em reais, mas ao invés de cobrar US$ 49,99 aqui ela cobra US$ 94,99 o dobro praticamente sem justificativa. Se eu tivesse grana eu processava por não cobrar e não emitir nota fiscal uma vez que vende seja um serviço sem emitir nota alguma e também por abuso de mercado.
Thássius Veloso
O Windows 8 está num preço bem elevado agora, é verdade, mas até janeiro custava na casa dos 70 reais. Não considero um valor caro por um sistema operacional. Quem aproveitou o preço promocional fez bom negócio.
Mauricio Junior
É por isso que existe a pirataria, e sempre vai existir enquanto houverem estes abusos. A microsoft está cobrando R$ 610,00 por uma atualização para o Windows 8 pró. Isto é um tremendo e inimaginável absurdo. Uso windows 8 pq comprei meu note com ele incluído, mas logo estarei instalando o Ubuntu, que muito melhor, além de ser gratuito. Essas empresas merecem sim a pirataria. A maior prova de que preços justos reduzem a pirataria está nos smatphones. Os aplicativos custam muito baratos e o índice de pirataria é muito menor. http://windows.microsoft.com/pt-BR/windows/buy
petterrafael
Taxa de câmbio meu amigo, taxa de câmbio.
Neto Carlos
Não é apenas o custo Brasil que infla os preços por aqui. No caso de hardwares, mesmo aqueles produtos feitos aqui são excessivamente caros. A questão é também social. Jogam um preço e há entre o povão besta quem pague, no velho estilo "se colar, colou". E, se nosso congresso chamasse essas grandes corporações para pedir esclarecimentos dos preços elevados, seria capaz de subirem ainda mais. rsrsrs. Vai que os prodígios deputados e senadores da república das bananeiras começam a praticar o esporte "suborno ao estilo livre" =S.
Everton Favretto
Enquanto isso, por aqui a Adobe continua cobrando o dobro dos valores nos EUA sem ninguém reclamar...