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Gravadoras reclamam de pirataria nos resultados de busca do Google (de novo)

"O que quer que tenham feito, não parece estar funcionando"

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6 anos e meio atrás

Sim, a RIAA voltou a fazer o tradicional alarde relacionado à pirataria em resultados de busca nas páginas do Google. O grupo que reúne as maiores gravadores musicais americanas diz – sente só o nível – que os esforços do buscador para reduzir a quantidade de links com material de terceiros na rede não estão satisfatórios o suficiente e ainda tem muito conteúdo pirata no índice do buscador.

Eles vão além: reclamam que lojas virtuais de música não aparecem com o devido destaque nas páginas de pesquisa. “O que quer que o Google tenha feito com seus algoritmos de pesquisa para modificar a posição dos sites infratores, não parece estar funcionando”, esbraveja o comunicado distribuído à imprensa.

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O site americano Verge bem lembra que, a partir de agosto do ano passado, o Google tomou uma série de medidas para reduzir a presença de conteúdo ilegal nos resultados. As atualizações no algoritmo foram projetadas para priorizar conteúdo qualificado. Desde que colocaram no ar a tecnologia chamada de Google Panda, por exemplo, o buscador dá preferência a análises musicais do que a links para download quando o internauta pesquisa pelo novo álbum, digamos, do Justin Bieber.

Ainda assim, ainda com o Panda valorizando material autoral, não é suficiente para a RIAA.

Os representantes do grupo soltaram um estudo feito internamente no qual rastrearam os resultados para álbuns e canções na lista das mais ouvidas da revista Billboard, referência para este tipo de top 10. Eles reclamam em especial dos “infratores seriais”, domínios que são alvos de diversas denúncias devidamente protocoladas junto ao Google, com todo o procedimento legal envolvido. Diz a RIAA que 98% dos sites reclamados continuam aparecendo nas pesquisas.

Ainda de acordo com os cálculos da RIAA, serviços como iTunes, Amazon e Music (nunca tinha ouvido falar deste) “só aparece nos dez primeiros resultados em pouco mais de metade das pesquisas”. A organização esbraveja que sites pirateiros de marca maior têm oito vezes mais chance de aparecer no horário nobre da internet.

Por que a RIAA só fica em cima do Google? Porque estamos falando do maior buscador do mundo, com mais de 90% das pesquisas feitas nos Estados Unidos. E por que o Google se dá ao trabalho de responder, mesmo sem ser obrigado por lei? Porque preza pela boa relação com as gravadoras. Elas têm comparecido tanto ao YouTube quanto à loja virtual Google Play, que vende conteúdos legais para Android e outros sistemas.

 

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