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Pai hackeia Donkey Kong para que a filha possa jogar com a Pauline

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Encontrar jogos com personagens femininas que fujam do estereótipo "bunda-peito" é difícil, e quase impossível se estivermos falando de jogos mais antigos. Mas como vivemos em uma época de grandes avanços tecnológicos e pais bacanas, isso pode ser resolvido facilmente: um pai hackeou o Donkey Kong para que sua filha pudesse jogar com Pauline, a garota indefesa do jogo original.

A história é simples: Mike Mika tem uma filha de três anos de idade que é viciada em jogos antigos e vive jogando-os com o pai. O problema é que depois de se acostumar com a opção de jogar com a princesa no Super Mario Bros. 2, a filha de Mike não gostou de saber que em outros jogos não havia opção de jogar como a garota. Isso acontece, por exemplo, no clássico Donkey Kong, onde a única personagem feminina do jogo é uma prisioneira do gorila.

Mas convenhamos, isso não é exatamente um problema se você tem as ferramentas e o conhecimento necessário para hackear um jogo. E foi isso o que Mike fez, redesenhando os personagens e substituindo o Mario pela Pauline, além de outros detalhes bobos, como trocar o "M" do lado da pontuação por um "P". O resultado vocês podem ver acima, uma substituição praticamente perfeita.

Interessados em jogar essa versão devem primeiro ter a versão 2010 do ROM do jogo Donkey Kong, e depois aplicar o patch "DK Pauline", disponibilizado pelo próprio Mike Mika. E, se você acha que é só no Donkey Kong que as personagens femininas não tem vez, vale muito a pena ver a primeira parte do projeto "Tropes vs. Womens in Games", que trata justamente desse clichê da donzela em perigo.

Com informações: Mashable.

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Daniel Neves
Muito bom! Mas poderia colocar pra filha jogar Metroid depois ;)
Anny Figueira
Que amor de pai! Acho que ele tá mais do que certo <3 Por isso gosto tanto de Pokémon, por exemplo, que tem a opção de ser menino ou menina desde o Crystal sem alterar nada no jogo.
RamonGonz
caramba isso é o que praticamente podemos chamar de "super-pai" sensacional
Leandro Soares
Joinha para seu comentário!
Jacqueline Lafloufa
Uma info bacana é que Mike Mika também já fez isso em outro jogo - no The Legend of Zelda, ele trocou o gênero do Link, que passou a ser uma garota. O ponto principal dele pra fazer essas modificações é o que mais me chamou a atenção. "O passatempo favorito do papai não pode tratar as meninas como cidadãs de segunda classe". ISSO sim é comportamento de pai preocupado com a percepção da filha em relação ao mundo. Tomara que isso dê um 'empoderamento' psicológico na garotinha pra ela poder enfrentar as agruras do mundo real no futuro.