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Samsung Galaxy S4 sobe a barra dos smartphones high-end

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6 anos e meio atrás

A família Galaxy é grande e engloba tablets, smartphones, foblets (essa palavra horrível que a gente evita usar para falar de dispositivos que misturam tablet e smartphone) e até câmera. Um dos membros mais novos dela é o Galaxy S4, smartphone topo de linha que foi apresentado no Brasil na semana passada.

Passei os últimos dias usando o Galaxy S4 como smartphone principal e explorando seus recursos para dizer se ele pode ser considerado membro de uma nova geração de smartphones ou se é apenas um Galaxy S III com umas coisinhas a mais.

Design

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Em comparação com seus predecessores, o S4 parece mais com o S III, mas dá para notar diferenças mesmo com as dimensões praticamente iguais: ele mede 136,6 x 69,8 x 7,9 mm (contra 136,6 x 70,6 x 8,6 mm do S III) e pesa 130 gramas, apenas 3 gramas a menos que o antecessor. Visualmente, os cantos são menos arredondados e as bordas da tela são mais finas.

Eu sempre defendi a tal traseira de plástico da Samsung. Tenho um Galaxy S II há algum tempo e nunca me incomodou; a meu ver, se for bem trabalhada para não destoar do visual premium do aparelho, não há problemas. Mas, ao ver o S4, há algo na traseira de plástico que não cai bem. Apesar do acabamento espelhado e do logo da Samsung prateado em alto relevo, ela deixa muito a desejar em comparação ao LG Optimus G e sua traseira de vidro, por exemplo. Ainda mais quando lembramos que ele custa mais de 2 mil reais. Merecia um acabamento mais refinado.

A S View, capinha que acompanha o aparelho, é mais que uma proteção. Ela passa a fazer parte do S4, já que é preciso remover a parte traseira para colocá-la. E ela é ainda mais "pobrinha", sem o escrito em relevo e o efeito espelhado. A aba que protege o aparelho é emborrachada com um visor na parte superior que mostra o horário, as notificações e se há alguma chamada sendo recebida. É possível atendê-las sem abrir a aba, mas param aí as interações possíveis. Ao fechar a aba, a tela é bloqueada; ao abri-la, o visor acende para ser desbloqueado.

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No fim, a tal S View é mais uma encheção de saco do que algo realmente efetivo. Ainda mais quando lembramos que o vidro do S4 é Gorilla Glass 3, ou seja, bastante resistente a riscos.

Mesmo não sendo um aparelho pequeno, com tela de 5 polegadas, não chega a ser tão enorme a ponto de atrapalhar a pegada, ainda mais para quem tem mãos grandes. O dedão alcança até os ícones dos cantos, então dá para mexer com uma só. A única reclamação é em relação aos botões sensíveis ao toque na parte inferior, de "menu" e "voltar", que ficam numa faixa bem estreita e causam vários toques acidentais em outros ícones na tela. O botão físico, por sua vez, está mais centralizado que no S III.

Tela

A tela do S4 tem tudo do bom e do melhor: Super AMOLED e resolução de 1920×1080 pixels, cores saturadas, preto profundo e muito brilho. Não por acaso, ela arranca suspiros de quem a vê pela primeira (e segunda, terceira...) vez.

Apesar disso, utilizá-lo ao ar livre em dias ensolarados pode ser bem chato. A visibilidade, mesmo com o brilho no talo, não é das melhores, especialmente em cenas escuras. E, como o vidro é brilhante, é fácil ver seu próprio reflexo misturado com os ícones.

Com resolução Full HD, dá para assistir vídeos com uma qualidade incrível para um dispositivo portátil. E, como ele tem 16 GB de memória interna (na teoria; na prática, o espaço total para o usuário é de 9,15 GB, expansível via microSD de até 64 GB), dá para levar algum entretenimento em vídeo que ocupe esse espaço.

Hardware

O smartphone que recebemos é o que tem compatibilidade com 4G, ou seja, é o de processador Snapdragon 600 de quatro núcleos de 1,9 GHz (há outro modelo, sem 4G, com processador octa-core). O sistema operacional que vem instalado é o Android 4.2.2 Jelly Bean e também há 2 GB de RAM.

Como resultado, ele é muito agradável de usar. Extremamente fluido e responsivo, sem dar nenhum trabalho para abrir apps ou navegar entre eles pelo gerenciador de aplicativos. Mesmo as tarefas que fazem com que ele demore um pouco mais, como iniciar a câmera ou tocar um vídeo, não chegam a ser lerdas e demoram menos de dois segundos para serem concluídas.

Como era de se esperar, os testes de benchmark tiveram resultados astronômicos. Com o Quadrant Standard, foram 12.316 pontos; com o AnTuTu, 24.694; e com o Vellamo, 2.099. Em comparação, o Sony Xperia ZQ, que terá um review publicado aqui no Tecnoblog em breve, obteve 7.413 pontos no Quadrant, 20.724 no AnTuTu e 2.186 no Vellamo.

Multimídia

A Samsung incluiu players nativos de vídeo e música no S4, mas se esqueceu de colocar rádio FM. Essa não é uma ideia nova, mas uma tendência que, infelizmente, está crescendo cada vez mais nos smartphones, como se as empresas trocassem o rádio FM por infravermelho.

O player nativo de música tem, no menu Configurações, algumas funções interessantes. Por exemplo, há 15 opções pré-definidas de equalização do SoundAlive, sendo quatro delas disponíveis apenas para fones de ouvido (efeito de amplificador da válvula, 7.1 canais virtual, externalização e reforço de graves), além do equalizador personalizável. É possível aumentar ou diminuir a velocidade da música e definir um nível padrão de volume, para o qual o aparelho ajusta todas as faixas que forem tocadas.

Outra função bacana é a Salão de Música. É um diagrama com 25 quadradinhos, cada um "escondendo" uma música, que fica classificada entre entre Apaixonada, Excitante, Alegre ou Calmo. Dá para dizer que monta playlists de acordo com o humor de quem está ouvindo.

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O player de vídeo é bem mais simples e praticamente se limita à função de... reproduzir vídeos. Ele reúne todos os vídeos do aparelho automaticamente numa galeria, o que facilita na hora de escolher o que assistir. Para assistir enquanto mexe em outras funções do celular, o player vira uma janelinha flutuando  em primeiro plano - uma mão na roda para quando precisar abrir o email enquanto assiste um seriado, por exemplo, sem ter que pausar e minimizar o aplicativo.

Sobre os formatos aceitos, o S4 rodou sem problemas áudio em MP3, FLAC e AAC. O player de vídeo aceitou MP4, AVI, MKV e WMV, formato para o qual ele converte vídeos transferidos pelo computador.

Sensores

Uma das maiores graças do S4 são seus sensores, que permitem controlá-lo sem o toque. Eu esperava que eles fossem mais precisos, mas, de modo geral, não decepcionam.

Todos os sensores ficam na parte superior, então não espere que eles funcionem se tentar fazer os gestos na parte inferior.

Dois deles reconhecem movimentos da cabeça: o que permite rolar a tela para cima ou para baixo apenas com o movimento dos olhos e o que pausa o vídeo quando o usuário desvia sua atenção, e volta a tocá-lo quando ele volta a olhar para a tela.

Já começo dizendo que, apesar de funcionarem, os dois são uma mentira. Eles não reconhecem o movimento dos olhos, mas da cabeça. O de rolagem é um pouco difícil de dominar, já que, mesmo que a tela seja grande, não é necessário movimentar a cabeça para ler até o fim da página. Portanto, o sensor não se aproveita de um movimento natural.

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Além disso, não consegui utilizá-lo em uma situação do dia a dia, apenas na página de teste. Estranho.

O sensor de pausar vídeos, por sua vez, é bastante responsivo e natural, mas pode ser bem inconveniente às vezes. Duas situações nas quais o desabilitei: uma quando quis ver um vídeo com o celular abaixado e a cabeça encostada na parede, com apenas os olhos no aparelho, e outra em que o deixei tocando o vídeo ao meu lado enquanto eu almoçava. Nas duas, ele reconhecia que eu não estava olhando e pausava o tempo todo.

É possível também controlar o smartphone com as mãos sem tocar a tela, apenas aproximando e fazendo os gestos certos na vertical e na horizontal. Dá para controlar a rolagem vertical de páginas da internet e passar por itens na galeria.

Mas, no fim, todos esses sensores parecem ter uma função muito mais cosmética que útil. A impressão que fica é a de que serão ativados para mostrar para alguém e desativados ou ignorados logo em seguida.

O S4 pode ainda medir a temperatura e umidade do ambiente. Creio que isso seja para a própria proteção do aparelho, mas um dos apps nativos, o S Health, utiliza essas medições para dizer se o ambiente está confortável o bastante para praticar atividades físicas.

Interface e aplicativos

O S4 vem com uma porrada de aplicativos que podem ou não ser úteis. São praticamente três telas no menu que já chegam lotadas de coisas dele mesmo, como alguns jogos da Gameloft, Dropbox, Trip Advisor, Flipboard e vários da própria Samsung.

Como a própria empresa fez questão de apresentá-los junto com o S4, é bom falarmos deles na prática. Já comentei sobre o S Health, que tem a intenção de ser um personal trainer que conta seus passos e calorias para te deixar em forma. Há outros:

Story Album: que faz álbuns virtuais de fotos, com legendas e formatos personalizados. Dá para compartilhar em JPG ou PDF e, se tiver mais de 10 páginas, solicitar a compra (!!!).

S Memo: para escrever notas utilizando texto, fotos e rabiscos. É possível exportar em JPG, PDF ou no S Memo, além de adicionar a um compromisso no S Planner.

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S Planner: calendário que sincroniza com o do Google para as contas que você escolher. Não tem nada de mais, mas o visual é bonito.

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S Translator: tradutor que promete ser uma mão na roda para quem viaja para um país de língua desconhecida. Na prática, fica a dúvida se é, de fato, tão eficiente. Testei de português para inglês, e vice-versa, que são as línguas que falo. O resultado, digamos, não foi muito perfeito.

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S Voice: comando de voz. Só reconhece e responde em inglês. É preciso saber exatamente quais comandos são aceitos e quais palavras dizer, porque a inteligência é bem artificial. Mas dá para trocar umas palavras de amor.

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Além desses apps, outro app legal é o WatchON, que utiliza o infravermelho para transformar o smartphone em controle remoto para TV, DVD, Blu-ray, projetor e outros. Queria ter testado o Group Play, que foi o que mais gostei na apresentação do smartphone, mas é necessário ter amigos com o S4 para utilizar. Esse app permite compartilhar músicas, fotos, documentos e jogar com mais pessoas. O compartilhamento de músicas parece ser bem legal: cada um dos celulares assume um canal.

Câmera

Um dos maiores destaques do S4, se não for o maior, é a câmera. Ela tem 13 megapixels, praticamente igual a uma compacta, e produz fotos muito bonitas com resolução de até 4128x2322 pixels. No tamanho normal, dá para ver alguns ruídos até em cenas com boa iluminação. Por exemplo, as copas de árvores não têm muita definição, mas não chega a ser um grande problema.

Falando primeiro das fotos, quem assistiu ao evento de lançamento viu que há inúmeros modos de fotografia. Lembrando que o S4 é um smartphone pensado para acompanhar a família em todos os momentos, há alguns bem legais para fazer registros de passeios. Outros, parecem apenas uma ideia que não deveria ter passado o brainstorming.

É o caso da captura de imagem que utiliza a câmera frontal e a traseira ao mesmo tempo, perfeita para, por exemplo, fazer com que toda a família saia numa mesma imagem sendo que quem bate a foto aparece em um quadradinho que lembra um selo. Sério que é tão incômodo pedir para alguém bater a foto?

Como deveria ser usada X melhor uso

Como deveria ser usada X melhor uso

Enfim, seguindo em frente para falar dos modos de disparo. São os seguintes:

Automático: modo padrão, escolhe automaticamente as melhores configurações para a cena. Mas, se quiser fazer ajustes manuais, vai ficar querendo; como é de se esperar para uma câmera de smartphone, pode-se arrumar pouca coisa, como os valores de ISO ou exposição.

Embelezar rosto: um Photoshop rápido e automático, que tira imperfeições da pele e dá uma iluminada.

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Melhor foto: faz uma sequência de oito capturas e salva apenas as que você escolher como melhores. Bom para capturar cenas movimentadas.

Melhor face: mesma coisa do anterior, mas serve para tirar fotos de um grupo. Faz cinco disparos contínuos, para o usuário selecionar as melhores faces e montar uma foto em que todo mundo ficou bonito.

Foto com som: após tirar a foto, permite gravar até 9 segundos de áudio. Curiosamente, o arquivo fica salvo em JPG.

Ação: tira várias fotos de um mesmo objeto em movimento e as combina em uma única.

Foto animada: captura alguns segundos de imagem animada (não em vídeo, em GIF) e permite fazer uma edição rápida: diminuir o tamanho da gravação, deixá-la em loop, selecionar uma região para não mexer... É como o Cinemagraph, mas sem a parte social.

Brilhante (HDR): combina várias fotos com exposições diferentes para criar uma com efeito HDR.

Apagador: faz cinco imagens para remover automaticamente objetos que estejam em movimento; por exemplo, alguém que passou na frente da câmera na hora da foto.

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Panorama: modo panorâmico com o trunfo de manter o foco ao longo de toda a imagem e não causar distorções bizarras, como cortar um pedaço da paisagem na hora de encaixar as fotos.

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Esportes: para fotografar movimentos rápidos.

Noturno: em ambientes com baixa luminosidade, faz fotos com mais brilho sem utilizar o flash. Pela câmera frontal, o resultado num quarto fechado durante o dia é incrível; pela traseira, nem tanto. No tamanho original a foto, claro, fica com bastante ruído e falta definição. Mas dá para o gasto.

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Os vídeos têm resolução máxima de 1920x1080 pixels (Full HD) e a captura de áudio é bastante sensível - o que por um lado é ótimo, porque grava vozes com bastante fidelidade, sem a necessidade de falar alto; por outro, nem tanto, porque captura ruídos do ambiente e, dependendo do lugar, fica uma barulheira.

A filmagem também tem suas frescurinhas. Dá para selecionar limite de gravação para MMS (mensagem multimídia; alguém ainda usa isso?), movimento lento (câmera lenta, com quatro velocidades possíveis) e movimento rápido (câmera acelerada, três velocidades). Também é possível fazer fotos durante a filmagem e utilizar o zoom.

A instabilidade comentada no vídeo é muito visível enquanto você grava; assistindo o vídeo depois, fica imperceptível.

Conectividade e acessórios

Nesse quesito, o S4 não ousa além do obrigatório. Ele tem uma P2 para fone de ouvido e uma microUSB, que é a porta que faz a conexão com o computador por um um cabo e carrega a bateria. Também é um infravermelho, item presente na maior parte dos topo de linha da atualidade, para usar o smartphone como controle remoto.

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Na caixa, acompanham o cabo, o carregador de bateria e um fone de ouvido que têm controle de volume e um outro botão que pode pausar músicas e atender ligações.

Curiosamente, todos os acessórios são brancos, mesmo se o comprador optar pelo smartphone na cor preta - perdão, Black Mint. A outra se chama White Frost.

Bateria

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A bateria do S4 tem 2.600 mAh e a colocamos à prova com o teste de bateria padrão do Tecnoblog. Nos dois tipos de teste, que simulam o aparelho em situações de uso moderado e uso intenso, ele começou com 100% da carga.

Ele terminou com 75% no primeiro teste e 54% no segundo - mais da metade da carga total. Ou seja, aguenta bem o tranco de um usuário que utilize diversas funções e dependa do celular o dia todo. Isso combina com a campanha publicitária do S4, que o coloca o tempo todo como um aparelho que acompanha a família em viagens, ocasiões especiais e no dia a dia.

Pontos negativos:

  • Preço abusivamente alto;
  • Recursos legais, mas de utilidade duvidosa.

Pontos positivos:

  • Câmera muito boa;
  • Longa duração da bateria;
  • Muito rápido;
  • Suporte a 4G brasileiro.

Conclusão

O Galaxy S4 veio para subir a barra dos smartphones high-end. Com processador quad-core, conectividade 4G, 2 GB de RAM, uma série de sensores que permitem controle por movimento e uma bateria poderosa, não há como negar: é um smartphone difícil de ser superado.

Ele espanta pela velocidade de resposta aos comandos, vem cheio de recursos diferentes, o design é bonito, a câmera é um show à parte, a tela hipnotiza. Tudo isso vem com um preço que, convenhamos, é ridiculamente alto: 2.499 reais (com 4G) e 2.399 (com 3G). Digno de objeto de desejo, e é difícil não desejar um depois de brincar um pouco com ele.

É difícil falar se é uma compra que vale a pena ou não. Talvez seja dinheiro demais para investir em um celular, mas o preço dos aparelhos topo de linha, atualmente, está nesse valor. E, como estamos falando de um aparelho que definitivamente é um topo de linha (talvez o topo do topo), o preço se justifica nesse contexto.

No entanto, apesar da configuração bruta, é difícil combater a sensação de que boa parte das novidades que o tornam tão especial estão mais para frescura do que algo que irá, de fato, fazer uma grande diferença na sua vida. Apagar pedestres da foto, sério? É tão difícil tirar uma outra foto ou pedir para as pessoas esperarem dois segundos enquanto você fotografa?

Enfim, o S4 tem o objetivo de ser um companheiro da família, o "registrador" de todos os momentos, seja pelas mãos dos pais ou dos filhos. Mas há momentos que não precisam ser registrados ou compartilhados com todo mundo.

Especificações técnicas

  • Bateria: 2.600 mAh.
  • Câmera: 2 megapixels (frontal) e 13 megapixels (traseira).
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11 a/ac/b/g/n, GPS, Bluetooth 4.0, NFC e USB 2.0.
  • Dimensões: 136,6 x 69,8 x 7,9 mm.
  • Kit contém: Samsung Galaxy S4, fone de ouvido (3,5 mm), carregador, cabo USB, manuais de instrução.
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 64 GB.
  • Memória interna: 16 GB.
  • Memória RAM: 2 GB.
  • Peso: 130 gramas.
  • Plataforma: Android 4.2.2 (Jelly Bean).
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 600 quad-core de 1,9 GHz.
  • Sensores: acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola, barômetro, temperatura, umidade.
  • Tela: Super AMOLED de 5 polegadas com resolução de 1920x1080 pixels e proteção Gorilla Glass 3.
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