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Cale-se e tome o meu dinheiro: Plug, o Dropbox de bolso

Dongle baratinho promete sincronizar os arquivos entre diversas máquinas: Windows, Mac, iOS e Android

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6 anos atrás

Sincronizar arquivos de um lado para o outro, entre diversas máquinas, é muito chato. O Dropbox facilita um tanto ao sincronizar qualquer coisa que seja colocada em uma pasta específica. Ainda assim, um grupo de desenvolvedores pensa que estamos longe do ideal. Eles criaram o Plug, um dispositivo que replicará os arquivos entre todos os computadores vinculados à sua conta. O projeto pintou no Kickstarer com o objetivo de arrecadar 69 mil dólares. Até agora, conseguiram quase 700 mil obamas (e subindo).

Pois é, parece que muita gente concorda com a visão deles: esse monte de nuvens está complicando em vez de facilitar.

Plug, o dispositivo que quer ser o novo Dropbox

Plug, o dispositivo que quer ser o novo Dropbox

O Plug nada mais é do que um dispositivo para ser conectado ao roteador da residência. Em seguida, ainda é preciso conectar nele um pendrive ou disco rígido para que o dispositivo comece a utilizar o espaço livre como forma de armazenamento.

O que acontece a partir do momento em que o Plug está conectado à rede e ao HD externo é quase mágica. Na demonstração, os criadores afirmam que os arquivos na Mesa de um Mac automaticamente são replicados na Área de Trabalho (Desktop) de outra máquina rodando Windows. O dispositivo sabe onde colocar cada um dos arquivos, para que o usuário não tenha o trabalho de ficar organizando mil pastas dentro da pasta raiz, como ocorre no Dropbox ou qualquer outro serviço de nuvem, como SkyDrive, Box.net e muitos outros que existem por aí.

Alguns leitores já sabem disso: o Dropbox permite criar espécies de atalhos para que pastas distintas, fora da raiz chamada "Dropbox", também sejam sincronizadas. Entretanto, não é um processo exatamente prático. Eu mesmo não confio nele: desde que troquei a SugarSync pelo Dropbox, me acostumei a colocar meus arquivos dentro da pasta padrão. Você se acostuma depois de algum tempo.

Pelo que eu entendi na descrição publicada via Kickstarter, o Plug é um dispositivo e também um serviço de nuvem. Os usuários poderão compartilhar os arquivos com colegas de trabalho, por exemplo. Também poderão acessá-los de qualquer lugar no mundo em que exista uma conexão – isso não inclui aqui no apartamento logo cedo, pois todo dia a banda larga sai do ar por volta das 6h (valeu, Telefônica/Vivo!).

No computador...

No computador ...

... e no tablet

... e no tablet

"Com o Plug, seus dispositivos funcionam como um grupo. Eles contêm exatamente os mesmos arquivos. Como se eles fossem um único dispositivo". E o que dá pra fazer com a tecnologia? Ainda segundo a promessa dos criadores: reproduzir exatamente o mesmo conteúdo, não importando em qual aparelho o usuário está; colocar "milhares de vídeos no seu iPad", mesmo que ele tenha capacidade de armazenamento menor; assistir fotos da família na TV conectada, sem precisar transferir os arquivos.

Na semana passada o Chromecast foi anunciado como um dongle que, por ser superbarato, deve atrair a atenção de muita gente (inclusive, nós passamos um TB Cast inteiro praticamente falando só dele, então ouça). O Plug tem tudo pra ir pelo mesmo caminho: um complemento supersimples, que dependerá de um HD externo ou pendrive, para realizar uma tarefa que a gente está esperando há muito tempo.

Eles queriam 69k. Eles já têm 700k.

Eles queriam 69k. Eles já têm quase 700k.

O Plug será vendido por aproximadamente 150 dólares no mercado. Por enquanto, para quem financiar o projeto no Kickstarter, sai por 69 dólares. Só não digo que é troco de pinga porque o câmbio está desfavorável ao nosso real. Mas que vale o seu financiamento, isso vale.

Não menos importante: o dispositivo tem tudo para ser multiplataforma. Funcionará com Windows, OS X, Linux, Android e iOS. Windows Phone está nos planos, mas não para o grande lançamento.

Algumas perguntas foram enviadas aos criadores do projeto porque alguns pontos permanecem nebulosos para mim. Caso respondam, este artigo será complementado.

Colaborou: Marcel Müller