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O News Feed do Facebook mudou

Rede social aposenta o algoritmo EdgeRank

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5 anos e meio atrás

Sempre que você abre o Facebook, cerca de 1.500 posts são potencialmente interessantes aos seus olhos. O algoritmo adotado pela rede social precisa definir o que exatamente é mais bacana para cada usuário, levando a uma série de modificações com o tempo para fazer com o que o resultado seja amplificado. O que exatamente o Facebook deseja? Que você veja mais coisas interessantes no começo, de modo a interagir mais e consequentemente ficar ainda mais tempo no site. A equipe de engenharia do Facebook anunciou nesta terça-feira (6) uma série de novidades para que esse ranking fique mais eficiente.

Primeiro de tudo, a empresa deu adeus ao algoritmo conhecido como EdgeRank. Sim, caros analistas de social media: é hora de deletar da mente tudo o que vocês sabiam a respeito do funcionamento desse recurso. Ele foi desativado para que recursos como o chamado “Último Ator” começassem a funcionar.

A mudança mais importante diz respeito ao período de tempo que o News Feed considera ao exibir os posts em destaque. Antes do anúncio de ontem, o entendimento era de que o Facebook fazia um recorte de momento, do que estava acontecendo naquele instante, com o objetivo de decidir o que tinha mais ou menos peso na escala de interesses do usuário. Eles levavam em consideração o número de likes, de compartilhamentos e de comentários em cada post. Com o tempo, a equipe percebeu que essa não é a melhor forma de mostrar os assuntos em destaque, embora seja uma boa forma de detectá-los.

Mural do Facebook no escritório em Palo Alto; inception

Mural do Facebook no escritório em Palo Alto

Agora o News Feed leva em consideração também o que foi interessante para o usuário nos demais acessos ao site. O exemplo básico, dado pelo próprio Facebook, é o seguinte: quando você está almoçando, uma determinada notícia pode não ser tão interessante, mas passa a sê-lo quando você retorna ao computador do trabalho. O News Feed passa a considerar o que foi importante nos acessos anteriores, para repetir alguns desses itens até que você os veja. Provavelmente a novidade tem a ver com os posts que aparecem mais para o meio do News Feed, visto que — também provavelmente — todo mundo olha os primeiros itens da lista.

A rede social conduziu testes do tipo A/B para verificar como essa mudança afeta o comportamento dos internautas em relação aos posts. O engajamento (likes + compartilhamentos + comentários) avançou 5% em relação às atualizações de amigos e 8% em conteúdo de páginas oficiais.

Toda a funcionalidade descrita acima recebeu o nome de Story Bumping.

Coloque nesta mistura o “Último Ator” também. O algoritmo foi programado para considerar as suas mais recentes interações com outras pessoas que estão na rede social. Curtiu muitas fotos de uma mesma pessoa? Pode ser que o News Feed passe a mostrar com mais destaque novas atualizações daquele usuário. Para tanto, o sistema considera as últimas 50 interações entre os dois.

O “Último Ator” é considerado como mais um signo que o algoritmo reconhece. É mais ou menos como o sistema do Google: são mais de 200 características analisadas em uma página para decidir quão bem ela deve aparecer nos resultados do buscador. Esse ator pode não ser determinante, mas certamente ajuda a compor melhor o News Feed.

Story Bumping foi implementado no News Feed da versão web do Facebook. Em breve, chegará também aos aplicativos oficiais em dispositivos móveis. O Facebook não especificou quais plataformas vão recebê-lo. Entretanto, é bom lembrar que todo o cálculo do News Feed é feito diretamente nos servidores da rede social. Não vejo motivos para que essa ou aquela plataforma fique sem a novidade. Por sua vez, o “Último Ator” já está em funcionamento tanto no site como nos apps.

E aproveitando a data e os anúncios, a rede social também apresentou um blog para discutir os assuntos relacionados com o algoritmo e a forma de apresentar as atualizações. Parece que eles perceberam que este campo continua um tanto nebuloso. Quanto mais informações puderem dar às pessoas que trabalham com mídias sociais, melhor será o resultado deles. Por consequência, do próprio Facebook.

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