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BlackBerry, enfim, admite a possibilidade de ser vendida

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4 anos atrás
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A semana começou em clima de “nos rendemos” na BlackBerry. Em comunicado emitido na manhã desta segunda-feira, a companhia anunciou a formação de um comitê que se encarregará de avaliar “alternativas estratégicas” para o seu futuro. Entre elas, está a (por muitos esperada) possibilidade de a BlackBerry ser vendida.

Não é novidade para ninguém que a companhia canadense enfrenta uma crise das bravas. Entre os seus esforços mais notáveis para tentar se reerguer está a mudança do seu nome de Research In Motion (RIM) para BlackBerry como forma de reforçar a marca e, principalmente, a aposta na plataforma BlackBerry 10 (BB10), até o momento representada pelos aparelhos Z10 e Q10.

Z10: fazer apenas um bom aparelho não basta

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Além da possibilidade de venda, o anúncio da companhia menciona abertura de espaço para parcerias, formação de joint-ventures (tal como fora um dia a Sony Ericsson) ou qualquer acordo semelhante. Faz sentido, uma vez que a raiz dos problemas da BlackBerry parece mesmo ser estratégico e não técnico: a plataforma BB10 em si agrada em inúmeros aspectos.

Em vários países (como no Brasil), por exemplo, a empresa falhou em sua política de preços: o Z10 ou Q10 podem ser excelentes smartphones, mas para muita gente não vale a pena pagar o seu valor se o ecossistema da plataforma é tímido quando comparado às plataformas rivais. Outros exemplos incluem o fiasco da companhia no segmento de tablets e a demora no lançamento do BB10.

Esta avaliação de “alternativas estratégicas” não quer dizer, no entanto, que as coisas mudarão prontamente na BlackBerry, o próprio comunicado frisa este aspecto. A mensagem que a empresa quis transmitir é que ela está ciente do problema e, portanto, disposta a tomar novos rumos.

Parece, na verdade, uma maneira de acalmar os ânimos do mercado por algum tempo. Se é isso, a empresa tem que ser rápida em suas decisões, por mais radicais que elas sejam. Se o lema “em time que está ganhando não se mexe” não funcionou quando a BlackBerry estava em seu auge, imagine agora.

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      • valeriabarros

        O Windows Phone não tem nada de péssimo cara. Ele atende um público diferente, assim como o BB. A questão é que esses smartphones não são focados em fazer smart pra todo mundo. Ele é bom no que ele foi criado pra fazer. E se o desenvolvedor for inteligente, ele começa ontem a desenvolver pra wphone.

  • trovalds

    Uma pena que tenham chegado a esse ponto. O ecossistema de aplicativos pode ser pequeno em vista do usuário comum, mas a BB ainda é imbatível em matéria de mercado corporativo.

    O que deveria acontecer com a BB (opinião): desfazer-se da parte de hardware (que aliás nunca foi o forte da empresa) e focar em soluções corporativas para as outras plataformas. Isso significaria “matar” o BB 10 na “ponta” do usuário e manter somente a parte dos servidores e afins.

    O curioso é ver que mais uma empresa foi vítima de seu “comodismo” de liderança, apesar dos inúmeros exemplos de outras empresas que se extinguiram por acreditar que por estar por cima nada as afetaria.

  • Atrair devs? Só se consegue isso com uma boa base de usuários. E como se consegue isso? Ou você tem um produto ultra-inovador/espetacular OU reduz sua margem de lucro por um tempo e joga o preço no chão. A BB não parece disposta a fazer o segundo, e não arriscou o suficiente para conseguir o primeiro. Aí ficou difícil.

  • Tiago Coimbra de Araújo

    Em minha opinião: Blackberry 10 é fantastico, não sinto falta de nenhum app que a concorrência tem, até mesmo porque o BB10 é compativel com 70% dos apps Android da Google Play.

    Infelizmente não só no Brasil, mas em todo o mundo, o “consumo em massa” é feito por pessoas que passam a vida valorizando o que de fato não é o mais importante, que o diga quem prefere “retina display”, “milhares de apps” (quantidade em detrimento da qualidade), “MP em câmeras”, “Números do processador” e etc.

    Não estou dizendo que as tecnologias acima citadas não são importantes… só estou dizendo que em minha opinião, mesmo o processador do BB não sendo quad-core, ou a tela não havendo tantos apps disponíveis como nos concorrentes, acredito que a utilidade, segurança e qualidade do sistema, assim tambem como os apps principais que estão disponíveis para todos os sistema, são o suficiente para me fazer escolher um BB.

    Para meu uso, que inclui acesso a bancos, controle financeiro, proteção de senhas e outros recursos que exigem segurança e utilidade máxima, os Blackberrys ainda são imbatíveis.

    É lamentável ler uma notícia como esta.

    Eu realmente gostaria muito que os Blackberrys permanecessem no preço em que estão, e que fossem vendidos sob encomenda apenas para líderes, grandes políticos, grandes empresários e pessoas que sabem o que realmente é importante para prosperar na vida.

    Continuo seguindo o lema: Blackberrys para homens e mulheres…. iPhone e Androids para meninos e meninas.

  • Fer

    NÃO… NÃO!!!! Já tô até vendo a história da Palm se repetir… Uma empresa com um sistema incrível, mas mal das pernas, é vendida pra uma empresa imbecil, que f*de com tudo e no fim adota o Android. Não quero ver isso acontecer!