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Breaking Glass: como eu quebrei três Google Glass

Os óculos de US$ 1,5 mil do Google ainda não estão muito resistentes

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6 anos atrás

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Há dois meses, publiquei aqui no Tecnoblog o meu review do Google Glass. O que ninguém esperaria é que nesse meio tempo já foram três glasses quebrados (e contando). Antes que me chame de descuidado, calma, é um protótipo e faz parte do processo a surpresa de um aparelho que não faz mais nada.

Glass I: A Ameaça Fantasma

Peguei meu primeiro Google Glass em Los Angeles em junho, logo depois da E3 deste ano. O que eu não contava era que no último dia de viagem, no aeroporto, a caminho de casa, eu reparei um detalhe pequeno na junta entre o touchpad e a armação: uma rachadura. Era uma rachadura pequena, do tamanho de uma unha e aparentemente inofensivo.

Nos próximos dias de uso a rachadura se desenvolveu a um ponto que ficou preocupante, principalmente quando comecei a ver casos parecidos internet afora. Foi então que tive minha segunda interação com o suporte do Google. Segunda, porque no primeiro dia de uso ele travou em uma atualização do sistema e ficou preso por algumas horas em uma tela de erro do Android.

Depois de enviar algumas fotos para o time do Glass avaliar, o veredicto foi substituir o aparelho por outro dentro da garantia. Eu não seria cobrado pela troca, mas teria que escolher uma de duas opções:

  1. eles enviariam um novo aparelho para algum endereço nos EUA, junto com uma cobrança de US$ 1.500,00, que seria estornada quando recebessem meu antigo Glass em Mountain View;
  2. agendar e ir pessoalmente em um dos Glass Basecamp, em Nova York, Los Angeles ou San Francisco.

Por sorte, estava com uma viagem marcada para perto de NY na ocasião e agendei.

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Glass II: O Ataque dos Clones

Exatamente um mês após pegar o falecido Glass I, chego no escritório do Google em Chelsea, no coração de Manhattan. O processo foi bem simples: entreguei o primeiro glass e trouxeram um zerado na caixa exatamente igual. De bônus ainda vinha um carregador extra. A alegria porém, duraria pouco. Menos de uma semana depois de retirar o Glass eu inventei de ir conhecer Washington, DC exatamente no pior dia da onda de calor que passou pelo nordeste americano. Nesse dia, eu aprendi duas lições: 1) 106ºF equivale a 41ºC, ou seja, muito quente; e 2) o Google Glass não foi feito para temperaturas extremas.

Após algumas horas andando pelo The National Mall, aquele gramado que inclui todos os monumentos famosos de DC, o touchpad do Google Glass parou de responder. O botão separado para tirar foto e o de ligar/desligar funcionavam, mas o touchpad não queria mais dar sinais de vida.

No final do dia liguei para o suporte do Glass e lá vamos ao terceiro problema, em um mês sendo um Explorer. Depois de vários testes e diagnósticos, o veredicto foi o esperado: substituir o aparelho. Por sorte, eu voltaria a NY na mesma semana e já agendei a troca do Glass.

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Glass III: A Vingança dos Sith

A ida ao escritório do Google em NY foi quase exatamente como da vez anterior, dessa vez com o bônus de topar com um dos Senior Project Manager do time do Glass. Nada de mais, não fosse o fato de ter tido a oportunidade de ver de perto, e brincar um pouco, com um dos novos protótipos do Glass que permite o uso de lentes para quem precisa usar óculos de grau. Infelizmente não deixaram eu publicar aqui a foto do gadget, mas essa foto publicada na comunidade dos Glass Explorers retrata bem o aparelho.

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Depois de receber o novo Glass e terminar minha estadia em NY, voltei para casa e a vida seguiu como esperado. Até que há duas semanas eu fui carregar a bateria do aparelho e nada acontecia. Deixei alguns minutos ele ligado na tomada, mas nada acontecia. Pluguei direto no notebook e a pequena luz que fica na parte de trás do touchpad deu uma piscada de vida. Para apagar e nada acontecer. Deixei um dia carregando, dois e nada acontecia.

Acionei o suporte do Glass novamente e depois de tentar diversos procedimentos de reset, não resta uma solução: substituir o aparelho.

Agora, só me resta esperar por uma nova esperança e um novo par de Google Glass. Enquanto isso, posso pelo menos dizer que tenho feito um bom trabalho em fornecer feedback sobre a fragilidade do aparelho.

Semana que vem no TB: testamos o Google Glass como peso de papel

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