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Preview: em Mighty Quest For Epic Loot, o que você procura está em todos os castelos

E não é nenhuma princesa esperando para ser salva. Eba!

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6 anos atrás

mighty quest

Na E3 deste ano, a Ubisoft surpreendeu todo mundo ao anunciar o até então desconhecido Mighty Quest For Epic Loot, um jogo free-to-play cheio de humor no qual o objetivo é saquear castelos e impedir que façam o mesmo com o seu.

Assim que fiquei sabendo da lista para o closed beta, me inscrevi para tentar fazer parte dele. Algum tempo depois, chegou o convite para… Um open house - alguns dias em que o jogo, no momento disponível apenas para os felizardos do closed beta, é liberado para mais gente. Foi meu primeiro contato com Mighty Quest e foi uma excelente primeira impressão. Confesso que já comecei o jogo disposta a gostar, mas decepções poderiam ocorrer. E, de fato, ele não é perfeito - lembrando: nem está finalizado ainda.

Mais algumas semanas se passaram e chegou o email avisando que a Ubisoft me acha muito legal e, portanto, eu fui selecionada para o closed… alpha (para quem não está familiarizado, o estágio alpha é um antes do beta nos testes de um jogo). \o/

alpha mighty quest

Após escolher ser um guerreiro - pelo simples fato de tê-lo achado engraçado no trailer; também é possível optar pelo arqueiro e, futuramente, pelo mago - , comecei as missões em forma de tutoriais que ensinam como a coisa funciona.

Há duas moedas no game: o ouro e a força vital. Como não quero me adiantar em traduções e a Ubisoft não falou nada sobre uma adaptação do idioma do game, “gold” e “life force”. Ambas são obtidas tanto ao produzi-las no seu castelo quanto ao saquear os outros castelos flutuantes do reino de Opulencia. Como todos são, na verdade, outros jogadores, o seu também será invadido e é preciso investir na segurança com criaturas mágicas e armadilhas que pelo menos atrasem a chegada deles à câmara que guarda seus tesouros.

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Também não há nada que impeça cavaleiros bem mais avançados de invadir o seu castelo. Covardia! Injustiça!

Há duas maneiras de falhar miseravelmente durante uma invasão: a primeira, mais óbvia, é morrer. A segunda é chegar ao fim do castelo após o decorrer do tempo; se isso acontecer, não será possível saqueá-lo e o invasor também perderá coroas (que não servem para muita coisa além de mostrar que você é muito bom em roubar castelos alheios). Só é possível entrar na câmara que guarda os tesouros após derrotar todas as criaturas que te atacarem; então, se o castelo for bem "equipado", o invasor pode acabar sem nada por demorar muito para matá-las.

Ainda falando da defesa, é nela que fica um dos pontos sensíveis do game. É preciso investir em novos elementos para segurar os invasores e fazer o upgrade do herói. Isso demanda o dinheiro adquirido e muito, mas muito tempo; para melhorar todas as estações, a unidade de medida de tempo é horas - repito: muitas. Até dá para acelerar, mas é aí que entra a parte paga do free to play - e que deixa o jogo com muita cara de ter sido produzido pela Zynga. Lembra quando era necessário gastar dinheiro de verdade em Farmville para acelerar as plantações e o jogo se tornar novamente divertido? Ocorre em Mighty Quest, também.

Enquanto as estações sofrem upgrades, você pode continuar saqueando outros castelos, mas não há uma sensação de avanço real no jogo quando seu herói está quatro níveis acima do castelo do qual é dono. A aí rola toda uma auto-sabotagem, já que você passa a atacar castelos de níveis maiores e que dão recompensas maiores porque seu personagem é forte o bastante para isso… E seu próprio castelo não aguenta a revanche depois.

#WINNING

#WINNING: cheguei à câmara sem morrer e dentro do tempo máximo 😀

#NOTWINNING

#NOTWINNING: cheguei à câmara depois do tempo limite 🙁

O jogo mistura multiplayer e single player, de modo que uma coisa dependa da outra, mas de maneira totalmente independente. Ou seja, você joga sozinho, mas com outras pessoas que também jogam sozinhas. Finalizando as tentativas falhas de explicação abstrata, é assim: você nunca irá trombar com um jogador em outro castelo. No entanto, você praticamente só invade castelos controlados por outros jogadores, ou seja, o jogo depende de mais pessoas conectadas ao servidor para acontecer.

A rotina básica de Mighty Quest ao abrir o jogo é realizar a coleta de gold e life force, tanto os deixados pelos invasores derrotados quanto os produzidos pelas suas minas; assistir o replay dos que foram vitoriosos (o jogo grava as partidas para analisar quais são os pontos fracos da sua defesa) e, se necessário, remanejar as armadilhas; iniciar os upgrades nas suas estações; e, finalmente, partir para o ataque. De vez em quando, abrir o inventário para se livrar dos itens adquiridos de outras classes e equipar novos também é necessário.

As doses de comédia são um pouco mais discretas do que se imaginaria. Não há, por exemplo, falas engraçadinhas in-game como em Team Fortress 2 (aliás, o visual do jogo lembra o da Valve, que também é free-to-play). Receber catarradas de um sapo gigante ou ser agredido por esqueletos-marionetes controlados por seres mágicos que parecem o Cubone de Pokémon é engraçado a princípio, mas se torna repetitivo. Os momentos que mais arrancam risinhos são as falas de Cornelius Richling, o RP do reino de Opulencia, que têm algumas tiradinhas divertidas. Mas ele aparece cada vez menos, quanto mais você evolui ou desencana de cumprir as missões (que na verdade estão mais para achievements) que ele propõe.

cornelius

Ainda bem, ao contrário do que esperava, que Mighty Quest não se apoia tanto no humor para conquistar. Ele empresta elementos de dungeon crawl, hack’n’slash, RPG e até dos social games do Facebook para compor sua própria fórmula. Ao mesmo tempo que não tem nada de extremamente inovador, é muito divertido. E ainda estou jogando sozinha; imagino que, com amigos, seja ainda mais divertido deixar recadinhos se glorificando após um loot bem-sucedido.

Mighty Quest For Epic Loot ainda não tem uma data de lançamento prevista e, como está na fase alpha, vai um bom tempo para isso. Quem quiser garantir o acesso na fase de testes pode adquirir um dos pacotes (que custam US$ 9,99, US$ 39,99 e US$ 99,99 e contam com algumas regalias para expulsar as invejosas do seu castelo e subir no ranking de Opulencia mais rapidamente) ou ficar na lista de espera do closed beta. Além disso, vale ficar de olho no site: sempre tem um open house rolando e é uma boa oportunidade para dar uma olhada no game por alguns dias.