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Eis uma nova forma de ganhar dinheiro com o Android

Amazon inventa (antes do Google) a venda in-app de produtos físicos

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6 anos atrás

A Amazon revelou nesta terça-feira (27) mais uma forma para os desenvolvedores de aplicativos ganharem dinheiro no Android. O conjunto de APIs chamado de “Mobile Associates” permite que os devs ofereçam produtos físicos tradicionais por meio de compras in-app. Segundo a Amazon, a novidade abre um imenso leque de oportunidades para ter fama e fortuna diretamente da Google Play e da loja do Kindle Fire.

São três modalidades distintas para se utilizar do novo conjunto de APIs:

  • Vender um produto específico da Amazon a partir do app/game. Por exemplo, se o chefão ao fim de uma do jogo é um lobo gigante de três cabeças, a recomendação da Amazon é vender “a popular camisa” de lobo gigante de três cabeças. Agora imagina isso aplicado a títulos megapopulares: “chegou ao fim? Ótimo! Agora compre o boné do Mario ou o novo boneco do Angry Birds.
  • Exibir uma vitrine com produtos de um departamento da Amazon. No exemplo dado por eles, um app de nutrição poderia tranquilamente oferecer uma série de produtos de suplementação alimentar. O usuário escolhe qual quer e faz a compra.
  • Associar a venda de um produto físico a um item digital. O jogador de um game que compra um action figure poderia automagicamente ter uma cópia digital do boneco para usar como avatar ou personagem no jogo.

A tecnologia está disponível para todo mundo que participa do programa de afiliados da Amazon. De acordo com a companhia, a comissão pode chegar a 6% do valor do produto (desconsiderando taxas/impostos). Até que está bom… Claro que, até para ganhar dinheiro dessa forma, o ideal é ter algum volume na quantidade de usuários.

Ao menos a Amazon está tentando integrar-se com mais eficiência à realidade deste mundo de milhões de aplicativos muito bons que não rendem quase nada para os desenvolvedores. Sim, sim: há alguns casos muito bem sucedidos, mas a gente sabe que a maioria não é assim.

E o mais bacana: o conjunto de APIs funciona com o recurso de compra com um só clique (já falei que a Amazon e o próprio Jeff Bezos são detentores da patente sobre o botão?), para tirar proveito das compras imediatas e por impulso. É meio capitalista falar assim, mas vale lembrar que a Amazon é uma empresa com origem na América. Não estão nem aí se você comprou porque bateu aquela vontadinha. Mas tudo bem, a devolução posterior à compra continua valendo.

Dá para ver claramente que a Amazon está indo para cima do Google em um terreno que deveria ser dominado pelo buscador, o principal mantenedor do sistema Android. Entretanto, o Google sequer permite a venda de itens físicos. Eis o que diz a página do Android para desenvolvedores: “Você pode usar o pagamento in-app para vender somente conteúdo digital. Você não pode usar o pagamento in-app para vender bens físicos, serviços particulares ou qualquer coisa que necessite de entrega física. Diferentemente de aplicativos pagos, uma vez que o usuário comprou um item via compra in-app, não há período de desistência.”

A diferenciação fica ainda mais gritante quando o Google afirma que a loja virtual “não fornece nenhuma forma de entregar o conteúdo. Você é responsável pela entrega do conteúdo digital que vende em seus aplicativos.” Embora não estejamos falando de bens físicos, neste ponto a Amazon também leva a melhor, pois as APIs também funcionam com o serviço de nuvem Amazon AWS. Não duvido que haja muitos devs vendendo coisas na Google Play, usando a infraestrutura da Amazon.

Então, o que os devs leitores deste site acharam da ideia? Agora vai? Conforme defende a gigante do varejo online, antigamente existiam três maneiras de ganhar dinheiro com software para celular: vendê-los, o modelo freemium, e a exibição de anúncios físicos. Agora há mais uma maneira: vender itens físicos.