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Slate 7, o tablet da HP para quem ama música

Voltado para entretenimento, o foco deste tablet é o áudio da BeatsAudio

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O tablet Slate 7 da HP entrou em pré-venda no Brasil na semana passada. Ele tem a premissa de fazer com que suas músicas, vídeos, games e documentos caibam na palma da sua mão e que o aparelho caiba no seu orçamento – não no bolso. Mas ele não é tão grande, então, dependendo da roupa, pode até caber.

Com tela de sete polegadas e preço de R$ 699, o Slate 7 é uma opção interessante para quem procura um tablet compacto para usar principalmente para entretenimento: ouvir músicas, assistir filmes ou ler alguma coisa a caminho do trabalho.

Multimídia

Já começando o review com o pé na porta, a funcionalidade mais legal do Slate 7 existe graças à parceria com a BeatsAudio. É uma melhora no áudio com o selo da empresa. Para ativá-la, é só abrir as configurações, selecionar o BeatsAudio e mudar a “chavinha”.

Então, coloque seus fones de ouvido, qualquer música ou vídeo para tocar e pronto: você está apaixonado pelo Slate 7.

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O reforço que esse recurso dá no áudio é muito valioso. Sem ele, a música fica com aquele aspecto “flat”, com batidas bem fracas e sem muita definição nos instrumentos e faixas. Ao ativá-lo, a qualidade melhora tanto que até em músicas que eu ouço diariamente consegui notar detalhes que, antes, sempre passaram despercebidos, como aquela linha de baixo bem baixinha ou o artista “puxando ar” para começar a cantar um refrão.

Esse é um ponto muito positivo do Slate 7, talvez o mais positivo deles, mas, claro, é preciso mais que uma qualidade de som espantosa para segurar uma compra.

Continuando a falar sobre os aspectos multimídia, o player padrão de vídeos não rodou o formato AVI, mas o MKV e o MP4 rodaram sem problemas. O de música reconheceu MP3 e FLAC.

O reforço de áudio da BeatsAudio é aproveitado em todas as reproduções de áudio, seja música, filmes ou vídeos do yYuTube, então a dica é mantê-lo sempre ativado.

Tela e interface

Já vi telas melhores, mas isso não significa que a do Slate 7 seja ruim. É comum. Com resolução de 1024×600 pixels, ela fica abaixo da do Nexus 7 (1280×800 pixels) e empata com a to Galaxy Tab 2 de mesmo tamanho. As cores são lavadas e pouco vibrantes; dificilmente você será maravilhado pelo display do Slate 7.

Outro ponto que considero negativo é a inexistência de atalhos com mais de um dedo. Não é algo essencial e, neste ponto, minha negativa é estritamente pessoal; me acostumei com os do iPad Mini, que se tornaram extremamente úteis conforme me acostumei, e senti falta no Slate 7.

Mas a interface merece elogios. Por rodar uma versão bastante crua do Android 4.1.1, ele tem pouquíssimas personalizações e só um aplicativo que o acompanha de fábrica, o ePrint da própria HP, que permite fazer impressões sem fio. Mas, meio que por acidente, acabei desinstalando-o.

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Ao contrário do que costuma ocorrer com esses aplicativos que as empresas nos enfiam goela abaixo, não há nada que impossibilite que você se livre dele. O caminho é Configurações, Aplicativos, HP ePrint e “desinstalar”. Pronto: agora só aplicativos do próprio Android estão no tablet.

Com isso, o menu de aplicativos tem somente uma página (claro, conforme você instala outros, mais páginas surgem) e a tela inicial é extremamente limpa, pronta para ser personalizada; veio só com o widget para ativar conexões sem fio e o atalho para Configurações.

Um aplicativo nativo que senti falta foi algum para tomar notas, já que esse é um dos principais usos do meu tablet. Mas não é nada que não possa ser resolvido fazendo o download de algum app, como o popular Evernote.

Câmera

A gente não espera um grande desempenho de uma câmera num tablet, então vamos tentar aliviar para o Slate 7 e seus 3 MP. Mas não vai ser fácil; até para o padrão de tablets, ela é fraquinha.

O primeiro problema é a presença de bastante ruído na foto com tamanho natural, mesmo com boas condições de luz. Também falta um tantinho de definição nas imagens. Mas o maior defeito aparece nas de objetos próximos: focá-los é impossível. E, ao distanciar o tablet e fazer outra foto, é visível uma distorção grave: o objeto fica mais “esticado” do que quando está próximo. Isto é mais visível no próprio tablet que nas fotos transferidas para um computador.

Dá para fazer alguns ajustes na câmera, mas eles são bem básicos: cinco opções pré-definidas de balanço de branco e ativação do modo noturno. Faz bastante falta a opção de tocar na tela e arrumar o foco; isso é automático.

Falando em automático, os ajustes que o próprio tablet faz para se adaptar à iluminação são bastante satisfatórios. As fotos abaixo comprovam: a primeira foi tirada no modo automático e a segunda, no noturno. As diferenças são bem discretas.

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A gravação de vídeos é um problema. Segundo o GSM Arena, eles são filmados HD e a 30fps; talvez essa seja a configuração do internacional. O vendido no Brasil não tem todo esse poder e a qualidade é muito sofrível. As imagens ficam extremamente sem definição, a captação de áudio praticamente se resume à dos ruídos do ambiente em vez de se focar na voz – o microfone é omni-direcional – e a função parece estar ali apenas por obrigação, mas é totalmente dispensável porque, sinceramente, dificilmente será utilizada.

Mas vamos ser justos: as câmeras dos tablets pouco servem para fazer fotos. Por outro lado, elas são requisitadas e mais utilizadas para videoconferências, que não necessitam de uma excelente qualidade de imagem por conta do envio de vídeo pela internet: quanto melhor a qualidade, mais lento será. Então, a câmera frontal VGA é o bastante para isso. A imagem não é ótima, mas nessas situações é suficiente, com bastante nitidez e pouco ruído.

Hardware

O processador do Slate 7 é um ARM A9 dual core de 1,6 GHz com 1 GB de RAM e que roda Android Jelly Bean.

Nada de espantoso, mas o desempenho dele é satisfatório: não notei nenhum engasgo ou crash de programa durante o uso. Para um tablet compacto que se propõe a ser uma solução de entretenimento portátil, não precisa de mais que isso.

Por curiosidade, rodamos os mesmos testes de benchmark que fazemos nos smartphones. Os resultados foram:

  • Vellamo: 1.490
  • AnTuTu: 10.876
  • Quadrant Standard: 3.961

O armazenamento interno é de 8 GB. Pessoalmente, me é suficiente para um tablet, ainda mais contando com uma boa rotatividade de conteúdo. Se não for, é expansível via microSD de até 32 GB.

Nas conexões sem fio, Bluetooth 2.1 e Wi-Fi. Não há versão 3G do Slate 7.

Bateria

Nas especificações, consta que a bateria do Slate 7 é de 3.500 mAh e aguenta até cinco horas de reprodução de vídeo. Numa situação que totalizou 130 minutos intercalando reprodução de vídeo e músicas, navegação na web e jogos, ele ainda tinha 36% da carga e duas horas e 57 minutos de vida sem precisar de uma tomada. Em outra ocasião, ela indicava 48% – praticamente a metade – com quatro horas e 5 minutos de força. É o esperado para um tablet, mas acredito que, por ser voltado para entretenimento, que gasta bastante bateria, poderia ter recebido um reforço para durar ainda mais e se destacar nesse ponto. Ainda mais porque a bateria é inacessível, então não há a possibilidade de trocar por uma completamente carregada quando essa esvaziar.

Visual e kit

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O visual do Slate 7 é descolado. O tablet está disponível em duas cores, prata e vermelho, e ambas tem um acabamento emborrachado atrás, que dá mais segurança na pegada. O que veio para o Tecnocenter é o prata, mas vi o vermelho pessoalmente e achei mais bonito.

Apesar de não ser tão pequeno quanto um smartphone, ele se encaixa muito bem na palma da mão, até de quem tem dedos curtinhos. A traseira com bordas arredondadas ajuda a deixá-lo confortável e, mesmo não sendo extremamente fino, com 1,07 centímetro de espessura, isso não incomoda nem faz desejar que fosse mais magrinho. As bordas também têm o tamanho ideal para apoiar o polegar enquanto mexe nele.

Um detalhe bonito é a lateral em aço inoxidável fosco. Nela, ficam as conexões físicas e botões do aparelho. Em cima, a P2 para headphone, slot de microSD e botão para ligar o aparelho e travar a tela; na lateral, os controles de volume; na parte inferior, a microUSB, que serve tanto para transferência de arquivos como para carregar a bateria, e os dois alto falantes, que são dispensáveis – o áudio é bem baixo e a qualidade, incomparável à de fones de ouvido, mesmo com o BeatsAudio ativado.

Na caixa, acompanham o tablet o cabo USB, o carregador e os manuais. Um fone de ouvido seria bem vindo e coerente, visto a ênfase em entretenimento, mas creio que todo mundo um tenha em casa para emprestar ao Slate 7.

Pontos positivos

  • Tamanho confortável
  • Visual bonito
  • Áudio com reforço da BeatsAudio

Pontos negativos

  • Poderia ter uma tela melhor
  • Duração da bateria razoável
  • Fotos e vídeo de qualidades sofríveis

Conclusão

O Slate 7 é um tablet simpático. Não há nada de muito espantoso em relação a ele: as especificações são comuns, sem sair da média ou puxar um novo padrão. O tamanho da tela tem feito sucesso no mercado. O sistema operacional limpo pode agradar quem é mais ligado em tecnologia mas, para um consumidor comum, não importa tanto. Tanto que os pontos negativos mencionados logo acima podem nem ser tão negativos assim, dependendo da pessoa.

Mantendo-se dentro de uma zona de conforto um tanto quanto segura, a HP conseguiu criar um tablet consistente, que não deve deixar nada a desejar para quem procura um aparelho com preço acessível para uso moderado e voltado para entretenimento, seja dar uma olhada nas notícias no café da manhã ou assistir o último episódio de Breaking Bad antes de dormir sem arriscar derrubar o aparelho na cara, já que qualquer um consegue segurá-lo com segurança.

Por ser o primeiro tablet com Android da HP, é compreensível que ela tenha preferido ver a temperatura da água antes de se jogar de cabeça nesse ramo; então, nem dá para considerar o Slate 7 sorte de principiante. Acredito que uma escolha interessante para a próxima geração do tablet seria manter o foco no entretenimento, mas melhorando detalhes como a duração da bateria e a resolução de tela sem estourar o preço, para que o tablet se destaque mais no mercado. Fica a sugestão do desafio.

Ficha técnica

  • Bateria: 3.500 mAh.
  • Câmera: VGA (frontal) e 3 megapixels (traseira).
  • Conectividade: Wi-Fi 802.11 b/g/n, Bluetooth 2.1, USB.
  • Dimensões: : 19,7 x 11,6 x 1,07 cm.
  • Kit contém: HP Slateb 7, carregador, cabo USB, manuais.
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 32 GB.
  • Memória interna: 8 GB.
  • Memória RAM: 1 GB.
  • Peso: 0,79 kg.
  • Plataforma: Android 4.1 (Jelly Bean).
  • Processador: ARM A9 dual core de 1,6 GHz.
  • Sensores: acelerômetro.
  • Tela: 7 polegadas com resolução de 1024×600 pixels.’

Comentários

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Comentários com a maior pontuação

xuxinha50
Típico tablet que não vale mais de 400 reais, mas chega aqui custando 700 pq é para brasileiro...
portela.thiago
Pois é, o Poweramp faz isso em qq Android.
Diogo Ramos Gutierre
Olha o carro da minha chefe estacionado no CCO =P
Alex Rodrigues
Me diz uma coisa... Desses 8gb, quanto fica para instalação de apps/jogos? Pois já me bati com vários que, apesar de espaço aparentemente de sobra, deixava isso limitado e, pra mim, é um #epicfail sem precedentes.
Eliézer José Lonczynski
Câmeras ruins em tablets são um favor que as fabricantes fazem.
Alison Rangel
Se o aprelho não tiver um hardware de audio copetente e não tiver fones Beats ou um de boa qualidade, logicamente que o melhoramento não deixará de ser um simples software!
odiegoneves
Até que está com um preço...
Eduardo S. Bertazzo
Beatsaudio em aparelhos celulares (como aqueles da HTC) e nesse tablet, é jogada de marketing... existe uma melhora superficial sim, mas nada é através de hardware... é 100% software... na verdade, é só um equalizador de áudio que enfatiza os graves e talz...
Henrique Dourado
ótimo aparelho !! deve vender bastante !!!