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Com esta nova tecnologia de gravação, a Seagate promete lançar um HD de 5 TB já em 2014

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6 anos atrás

Discos rígidos estão se tornando coisa do passado depois da chegada dos SSDs? Pode até ser, mas, no que depender da indústria, este cenário vai demorar muito, mas muito mesmo para se tornar realidade. O exemplo mais recente deste esforço vem da Seagate: quase ao mesmo tempo em que revelou uma disco rígido pensado para tablets, a companhia prometeu também lançar um HD de 5 terabytes já em 2014.

A gente começou a encontrar unidades com 3 ou 4 TB com alguma facilidade somente agora, então o anúncio de um HD que rompe esta barreira nos pega mesmo de surpresa. Mas a dúvida é: como a Seagate conseguirá espremer mais um terabyte ali dentro? A própria companhia responde: com uma tecnologia de nome Shingled Magnetic Recording (SMR).

O truque está em aumentar a densidade dos discos reduzindo o espaço entre as suas trilhas, mas de maneira tão significativa que estas ficam praticamente empilhadas umas sobre as outras, de uma forma que lembra o encaixe das telhas no topo de uma casa.

Gravação tradicional versus gravação SMR

Gravação tradicional x Gravação SMR

Desta forma, a Seagate conseguiu inserir mais trilhas no disco sem aumentar o seu tamanho físico, ampliando a capacidade de armazenamento de cada prato de 1 TB para 1,25 TB. Como cada HD possui quatro discos, tem-se então um HD de 5 terabytes. E se o SMR se mostrar tão promissor quanto promete, poderemos encontrar unidades com 20 TB em meados de 2020, prevê a empresa.

Trata-se de uma tecnologia realmente relevante porque, no método de gravação tradicional, as trilhas dos discos são espaçadas para evitar interferências de ordem magnética entre elas, o que poderia comprometer seriamente a integridade dos dados.

Com o SMR, estes intervalos são aproveitados, você já percebeu. Mas, como nada é perfeito, há uma perigosa armadilha aqui: não havendo mais lacunas, o cabeçote de leitura e gravação pode acabar sobrescrevendo a faixa seguinte ao tentar gravar dados em uma trilha. A solução então seria regravar estes dados, mas esta ação também afetaria as trilhas seguintes.

Para lidar com o problema, a Seagate dividiu as trilhas em blocos, de forma que a regravação de dados se limite apenas às faixas que fazem parte do conjunto afetado. Não é o ideal, mas com esta técnica a companhia terá tempo de estudar uma solução mais eficiente, talvez envolvendo um novo tipo de cabeçote.

A Seagate apenas prometeu seu HD de 5 TB para 2014, mas não revelou data exata de lançamento, tampouco preço. Será que, até lá, algum concorrente também anunciará uma unidade com tamanha capacidade? Com tantas tecnologias previstas para este tipo de dispositivo, eu não duvido.

Com informações: AnandTech

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