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Bradesco e Itaú bloquearam pagamento em real de compras internacionais com cartão de crédito

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6 anos atrás

Pelo menos dois grandes bancos brasileiros decidiram mudar a forma como lidam com as compras internacionais. O Bradesco e o Itaú não permitem mais que os consumidores façam o pagamento de compras estrangeiras com a conversão imediata para o real, seguindo uma diretiva da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A decisão afeta diretamente os geeks leitores deste site porque o bloqueio vale para compras feitas pela internet.

O assunto entrou em pauta na última semana porque os usuários da PlayStation Store receberam uma cartinha eletrônica da Sony avisando sobre as mudanças. Ela não está sozinha nessa, pois diversas lojas online com operação no Brasil utilizam o pagamento em dólar. É assim com a Google Play, por exemplo: os valores teoricamente em reais são, na verdade, referenciais, pois o pagamento no fim das contas ocorre em dólar mesmo.

Email enviado pela Sony

Email enviado pela Sony

Houve uma modificação em torno do Dynamic Currency Conversion, conhecido como DCC. De acordo com a Abecs, trata-se de um serviço por meio do qual alguns estabelecimentos comerciais no exterior oferecem a opção de converter o valor da compra para reais (R$) no momento da transação com o cartão. Entretanto, por se tratar de uma venda realizada fora do país, a liquidação dela significa a transferência de recursos ao exterior, com incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

A associação diz que a informação sobre o pagamento de IOF nem sempre é repassada aos consumidores, causando reclamações nos órgãos de defesa do consumidor e no Banco Central. Só aí já tem um motivo para desistirem de oferecem o serviço.

Além disso, o emissor do cartão paga ao estabelecimento em moeda local. A conversão do valor é feita no momento em que a fatura é fechada, o que pode gerar divergências entre o valor do câmbio fechado no momento da transação e o do momento do fechamento da fatura.

A Abecs fez um alerta ao responder as minhas perguntas: “Cabe destacar ainda que não há garantias sobre a transparência no valor do câmbio cobrado por certos estabelecimentos comerciais no momento da transação.”

Portanto, minha gente, a história é a seguinte: não acredite em lojas sabidamente baseadas no exterior que vendem os produtos com preços em reais. Você corre o risco de ser passado para trás porque aquele valor pode não ser o do fechamento da fatura. E sabe como é, Murphy está aí para fazer com que o câmbio exploda bem depois daquelas comprinhas na Amazon, na PSN, na Google Play, no Xbox e daí por diante.

A Abecs ainda não tem um balanço de quantas operadoras de cartão de crédito aderiram à diretiva, mas confirmou que o Bradesco e o Itaú já avisaram os clientes da mudança.

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