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Você deveria parar de prestar tanta atenção nas especificações de hardware dos smartphones

Comparar especificações técnicas faz cada vez menos sentido

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Nota do editor: O Gabriel Arruda é leitor de longa data do TB e sempre aparece na área de comentários dos posts para dar seus pitacos. Neste artigo, aproveitando a euforia do Apple A7 de 64 bits, além do nosso desejo por números cada vez maiores nas fichas técnicas dos smartphones, ele explica por que você deveria parar de prestar tanta atenção em especificações de hardware. (Paulo Higa)

O termo heurística é bastante utilizado em computação e se aplica muito bem a análise de especificações técnicas. Grosseiramente falando, a heurística é uma espécie de chute criterioso, um atalho para encontrar a solução de um problema mais rapidamente. Entretanto, esse atalho nem sempre resulta na melhor solução e quem o utiliza precisa ter consciência dessas falhas.

Comparar especificações de computadores é uma heurística. Ela já funcionou muito bem na era dos PCs mais simples, mas está ficando cada vez mais falha e desnecessária no universo heterogêneo dos smartphones e tablets. Além disso, poucos se preocupam com as falhas ao fazer essas comparações.

Temos duas opções para resolver o problema: estudar arquitetura de computadores ou utilizar outras formas de comparação, como benchmarks e reviews. O que você prefere não sei, só espero que as pessoas parem de comparar smartphones através de núcleos do processador.

IBM-PC: época de ouro das especificações

Até os anos 2000, qualquer geek que tivesse o mínimo de respaldo deveria montar o seu desktop escolhendo peça por peça: processador, memória, placa mãe, placa de vídeo, fonte, etc. Nessa época, praticamente tudo se resumia às especificações técnicas.

Não era uma ideia ruim: apesar de ser uma plataforma aberta a qualquer fabricante, os PCs nunca diferiram muito entre si. A esmagadora maioria roda Windows, processador Intel ou AMD e placa de vídeo Nvidia (3Dfx, dependendo da época) ou AMD. Comparando as especificações técnicas entre esses componentes, era possível comprar um bom computador.

O problema é que algumas dessas comparações deixaram de funcionar com o tempo, principalmente com o crescimento do mercado móvel e parece que ninguém ligou. Vou dar minhas suposições do porquê de algumas especificações terem se tornado tão importantes e explicar por que elas não fazem mais sentido.

O clock dos processadores

A comparação de processadores através de clock faz muito sentido, mas apenas se pertencerem a mesma "família" e possuírem os demais números razoavelmente equivalentes. Tentarei explicar o conceito de clock através de uma analogia simples: uma bomba manual para encher pneus.

Suponha que tenhamos duas pessoas com bombas exatamente iguais. A primeira pessoa consegue bombear 30 vezes por minuto, a segunda consegue bombear 60 vezes por minuto. A segunda pessoa será duas vezes mais rápida. Mas e se as bombas forem diferentes entre si?

Imagine que a bomba da primeira pessoa seja mais eficiente, ou seja, a cada bombeada mais ar seja expelido. Nesse caso, não podemos considerar apenas o número de vezes que a pessoa bombeia, medida que seria equivalente ao clock do processador. Ao comparar o clock de processadores distintos, você está cometendo o mesmo erro de comparar bombas distintas.

Apesar de processadores possuírem desempenhos diferentes com o mesmo clock, ele funcionou como métrica por muito tempo porque, a cada nova geração de processadores, o clock aumentava junto. A frequência de um processador novo costumava ser maior que a de um processador antigo. Isso foi verdade até chegarmos aos 3 GHz, quando as frequências maiores não se "popularizaram" no mercado doméstico.

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Esse "limite" chegou porque mais clock significa mais calor dissipado e mais energia consumida: ruim para desktops e inaceitável para dispositivos móveis. Desde então, a indústria passou a investir em outras formas de aumentar desempenho. As recentes disputas entre Intel e AMD mostram que a comparação de clocks já não funciona mais, mas isso é muito pior nos dispositivos móveis.

Os processadores da Intel e AMD são compatíveis entre si, ou seja, compartilham de arquiteturas similares para o qual o Windows é compilado. Isso não é verdade para processadores que equipam smartphones e tablets, eles podem ser muito diferentes entre si. Retomando a analogia, as "bombas" que Intel e AMD fabricam são muito mais parecidas do que as bombas que Qualcomm e Samsung fabricam. Isso pode deixar a comparação de clock mais frágil ainda.

Além disso, mais clock em seu smartphone deveria ser entendido mais como um problema do que vantagem: quanto será que esse aparelho irá esquentar e quanto minha bateria irá durar? Querer números grandes em seu smartphone como no seu desktop pode ser uma burrada.

Os famosos núcleos

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Eu disse que a indústria optou por outras estratégias para aumentar o desempenho dos processadores, a mais famosa delas é o paralelismo. Essa é uma questão mais sensível que o clock. A quantidade de núcleos não deve ser comparada nem entre processadores da mesma família, pois é possível que a sua aplicação não aproveite um incremento de paralelismo.

O maior problema dos núcleos é encontrar como separar o processamento entre eles. Isso não é simples, passamos gerações programando com apenas um processador. É muito mais complexo pensar em vários processadores. Além disso, há tarefas que não podem ser paralelizadas: não adianta colocar 9 mulheres para fazer um filho em um mês. O review do Moto X feito pelo AnandTech mostrou que seu processador de dois núcleos consegue se sair muito bem em algumas atividades que não se beneficiam do paralelismo, mas sim de seu clock mais elevado (provavelmente possibilitado pelos processadores auxiliares).

Além dos softwares precisarem ser bem adaptados para o paralelismo, a diferença entre processadores se agravou. Os processadores Core 2 Duo de 1,86 GHz eram mais rápidos que os Pentium D de 3,4 GHz, ambos com dois núcleos de processamento. A diferença era uma arquitetura muito melhor, desenvolvida para processadores paralelos. O Pentium D era baseado em dois processadores Pentium 4 que, no final das contas, nunca foi uma boa arquitetura. Ainda há outro detalhe para complicar mais a situação: existem outros tipos de paralelismo, como o famoso hyper-threading da Intel, que funcionam de forma diferente dos múltiplos núcleos.

Comparar clock entre processadores diferentes é errado, comparar núcleos então é uma insanidade. Ambas são medidas importantes de desempenho, mas que possuem muitas variáveis extras a serem observadas em conjunto. Ainda assim, melhor comparar quantidade de núcleos que o tamanho de registradores dos processadores.

Os bits dos processadores

iPhone 5s: primeiro smartphone com chip de 64 bits (Foto: TechCrunch)

O tamanho do registrador é uma característica muito importante do processador, mas não justifica o rebuliço e o destaque que a Apple deu a isso na apresentação do seu novo processador A7. Havia várias informações naquele slides que são impactantes, mas ninguém deu a mínima bola. Acredito que há alguns motivos para essa atenção exagerada aos registradores: servidores, Athlon 64 e o limite de endereçamento do Windows.

Antes de chegar aos desktops, arquiteturas com registradores de 64 bits tinham o status de "coisa para servidores". O Intel Itanium de arquitetura IA-64 (que a Intel queria utilizar para substituir o x86), processadores SPARC da Sun e os Opteron da AMD trabalhavam com 64 bits. As vantagens dos maiores registradores, inclusive o limite de 4 GB para alguns tipos de endereçamento de memória, são importantes para servidores.

A AMD adaptou a arquitetura x86 para 64 bits em seus processadores Opteron, por isso conseguiu sair na frente e lançar o primeiro processador com arquitetura de 64 bits para desktops: o Athlon 64. Sendo um bom processador, corroborou com o status das arquiteturas de 64 bits. Além disso, se eles eram bons no Windows de 32 bits, imagine quando chegasse o Windows de 64 bits!

No final, não se observou uma grande diferença no desempenho no dia a dia com os sistemas operacionais compatíveis com a nova arquitetura da AMD. Nessa mesma época, os computadores comuns começaram a ultrapassar a barreira dos 4 GB, fazendo com que alguns achassem que a utilidade de uma arquitetura de 64 bits fosse apenas endereçar mais memória.

Na realidade, soa bem complicado afirmar qualquer coisa sobre as vantagens disso para o novo iPhone, apesar de abrir espaço para muitas suposições. Minha opinião é que isso veio naturalmente com a ARMv8 (versão da arquitetura ARM utlizada pelo A7) para que os processadores ARM ampliem suas possibilidades: a AMD já está desenvolvendo processadores Opteron com arquiteura ARM de 64 bits para servidores. O ciclo se fecha: arquiteturas 64 bits se tornaram famosas por serem utilizadas em servidores, a ARM adaptou sua arquitetura pensando nesse mercado e a Apple aproveitou a fama dessa especificação técnica para promover seu aparelho.

O A7 realmente parece ser um senhor processador, como a Apple prometeu. Esse review do iPhone 5s explica com bom grau de detalhes as vantagens do novo chip. O review mostra que 64 bits é muito mais que uma questão de memória e que um bom processador é mais do que números grandes.

Esqueceram da GPU

Se estamos analisando especificações, por que a GPU raramente é destaque nas tabelas de especificações técnicas de smartphones e tablets? A placa de vídeo sempre foi um componente essencial para o desktop gamer, mas a parte gráfica parece ter sido deixada de lado no mercado de smartphones e tablets. A Apple sempre dedica algum tempo de suas apresentações às GPUs, mas eu acho estranho a apatia do marketing e dos consumidores ao lidar com um componente tão importante, ao mesmo tempo que fico aliviado.

A placa de vídeo é um dos componentes mais complexos, é um computador completo especializado em processamento gráfico. Por isso, comparar suas especificações é bastante falho e elas são o exemplo mais simbólico do mau uso das especificações. Os jogos sempre destacaram a memória necessária nos requisitos mínimos da placa de vídeo, meu palpite para isso é que placas de vídeos não podem utilizar memória virtual: se não tiver o mínimo de memória, o jogo simplesmente não funciona.

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Por isso, as pessoas assumiram que a memória é a característica mais importante de uma placa de vídeo e os fabricantes se aproveitaram disso. Placas de vídeo de baixo custo com absurdos 2 GB de memória DDR2 passaram a ser comercializadas, memória essa que provavelmente nunca será utilizada em sua totalidade.

Nos smartphones, a GPU possui um papel importantíssimo: o sistema operacional pode utilizá-la para renderizar a interface e os navegadores as páginas web, além do óbvio: os jogos. A relativamente fraca GPU que equipava o Galaxy Nexus só entrou em destaque depois de algumas reclamações, mas se soubéssemos olhar as especificações importantes corretamente, esse ponto teria sido levantado desde o início da comercialização do aparelho. Além de nos importamos com coisas pouco importantes, deixamos de lado algumas outras mais importantes.

PCs eram apenas hardware

Provavelmente, esse é o ponto mais importante para ignorar as especificações técnicas. Na época em que eu montava meus PCs, a questão era fazer o computador mais rápido pelo menor preço e ponto final. O design era considerado apenas no gabinete, a energia era mais uma questão de ventoinhas barulhentas do que o próprio consumo e a maioria rodava exatamente o mesmo sistema operacional: Windows. Hoje em dia, os gadgets mais populares consideram esses fatores antes ignorados.

Atualmente, tenho um MacBook de 2010 e não troco por um notebook qualquer com melhores especificações. Eu gosto do OS X, gosto do design do aparelho e o trackpad continua sendo o mais legal que já usei. Ele foi caro pelos componentes que tem, mas se eu prefiro os softwares da plataforma OS X, não faz muito sentido balizar a compra só pelos componentes.

Além da questão funcional do sistema operacional, o Android, por exemplo, sofre adaptações na camada de comunicação com o hardware (Android Kernel) pois os aparelhos não seguem um padrão. Nesse caso, o desempenho pode ser impactado por dois pontos: as funcionalidades extras que uma interface personalizada traz e diferentes implementações das camadas inferiores. Sistemas operacionais diferentes utilizam o mesmo hardware de forma diferente.

Não importa quantos bits têm no processador A7 do iPhone, importa se o sistema operacional e aplicativos da plataforma te atendem bem. Hardware só existe para rodar um software, o hardware se tornou apenas critério de desempate na minha escolha.

Solução: benchmarks e reviews

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Os benchmarks são uma solução intermediária entre as especificações técnicas e o review focado em usuários. Continua sendo uma análise quantitativa e objetiva, mas abstrai toda a complexidade do processador para um ponto: o quão rápido ele processa. Os benchmarks não são perfeitos, eles não representam as condições de uso perfeitamente e as empresas podem otimizar seus produtos especificamente para esses testes, mas ainda assim é bastante objetivo e útil.

Os benchmarks mostram cenários interessantes. Por exemplo, o modesto Motorola RAZR M bate o famoso Galaxy S III devido a um processador dual-core poderoso combinado com uma menor resolução. O processador do RAZR M era o Qualcomm Snapdragon S4 que equipava outros aparelhos "não-flagships" como o HTC One S, mas que batia de frente com os badalados quad-core da época, como Samsung Exynos e Nvidia Tegra 3.

Apesar de benchmarks serem legais, não estamos comprando processadores e sim produtos completos. Para isso, há reviews em todos os cantos da internet. Naturalmente, são menos objetivos que as especificações e benchmarks, mas no cenário atual da tecnologia não há muita escapatória. Uma boa experiência com um gadget acaba sendo composta de vários critérios subjetivos.

Conclusão

Não é simples analisar especificações técnicas e temos opções bem melhores para analisar um gadget, mas as empresas continuam batendo nessa mesma tecla. Ligar para especificações técnicas só fomenta esse marketing vazio das fabricantes, mas meu maior medo é que os produtos passem a ser norteados por isso. Afinal, se o que vende é especificação, vamos entregar isso para os consumidores, certo?

A movimentação quase instantânea da Samsung em responder aos 64 bits da Apple é um exemplo. É natural que eles colocassem uma arquitetura de 64 bits em seus novos smartphones, mas não duvido que tenha se tornado uma prioridade mesmo que seja irrelevante por ora.

Não quero acabar com a curiosidade em compreender melhor seus aparelhos, mas as especificações são números complexos e desnecessários para o consumidor. Entender bem de arquitetura e organização de computadores é muito complicado e admiro quem realmente manja do assunto, mas aprendi o suficiente para saber que nada é simples como parece. Eu vejo as especificações da mesma forma que o uso indiscriminado da física quântica: não é a física que está errada, e sim o mau uso por parte nossa.

gabriel-arruda

Gabriel Arruda

Programador, graduado em Sistemas de Informação e mestrando em Inteligência Computacional. Escrevo raramente em meu blog com um vergonhoso domínio blogspot.

Atualizado às 19h14. O artigo dizia que o Intel Atom Z2480, processador do Motorola RAZR i, suportava instruções de 64 bits, uma característica que a Intel não anunciou oficialmente. O texto foi modificado para remover essa informação.

Comentários

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Comentários com a maior pontuação

Ueverton Santos
Ai eles aumentam os mAh da bateria e aumentam a resolução, clock do processador...etc e no fim das contas tem um smartphone que não dura mais que um dia.
Celio Hermoso
MERCENÁRIO!
Alexandre Monteiro
parabéns amigo pela ótima matéria
Flavio Henrique
Pedro Augusto exatamente, dá pra pensar em software e hardware como uma coisa só, a harmonia entre os dois é fundamental. Por isso, se eu te dizer que o processador do meu celular tem 1.8GHz com 8 núcleos isso apenas diz que ele tem boa capacidade de processamento e "alto nível de paralelismo" (entre aspas porque o negócio funciona bem na teoria já na prática...) porém se o software não conseguir tirar proveito de toda essa especificação de nada vai adiantar tudo isso (inclusive pagar o preço). Penso que analisar reviews e vídeos de usuários ainda é a melhor prática, lá você encontrar muitas informações importantes que não estou nos manuais técnicos. Lá você pode ver o casamento entre software e hardware, e tirar suas próprias conclusões se essa casamento vai ou não terminar em divórcio :)
Pedro Augusto
achei interessante seu comentário cara..mas olhar pra quais outros dados? Por exemplo esse casamento entre SO e hardware? Segurança?
acsjrmobile
Parabéns, Gabriel, pelas observações. Quanto ao número de bits do registrador, mais bits significa poder mais, mas infelizmente, nem sempre, isso é constatado, ou sequer chega a ser utilizado, por fatores diversos de ineficiência. É fundamental considerar a consistência geral da arquitetura, que engloba, dentre outros, a forma como esses bits serão utilizados, e inclusive a separação interna dos barramentos de endereço e dados, bem como a possibilidade de tratamento da instrução em um único ciclo do clock (caso da arquitetura Havard de microcontroladores, só como exemplo, em que um único registro carrega instrução, endereço e dados, tendo como ganho o fato de que, principalmente, não ocorre multiplexação temporal de um único barramento). Num cenário ideal, estariam "equalizados" os fatores arquitetura do processador e periféricos, gerenciamento de núcleos, clock, otimizações de sistema operacional e, finalmente, o próprio software para o usuário final...
Enfim, cansei de trocar de PC's e notebooks ao longo dos anos, e perceber que a cada grande passo de evolução de hardware, havia também um grande peso do sistema operacional, e o resultado final sempre foi... decepcionante!
Quanto aos mobiles android (ainda não toquei no IOS), fiquei surpreso ao jogar F18Carrier há uns meses, e perceber o que é possível hoje fazer com um tablet bem mais enxuto que o note com o qual escrevo nesse momento, dado o grau da citada "equalização", que parece bem mais eficaz na atual arquitetura ARM (que ainda não conheço) dos mobiles em geral... Abraços
João Pedro
Mozart Rozendo Gráfico!!!
João Pedro
Eu fico gastando toneladas de tempo com esse vício de spec! *-*
João Cagnoni
Quem foi que disse que processadores 64 bits não são mais rápidos? Eles tem uma capacidade muito maior, e não é só o dobro não. Lembre-se que para o processador a conta dos registradores é 2 elevado a 64, e não 2 "vezes" 64. Processamentos mais pesados, como descompactação de arquivos ou conversão de vídeos são MUITO beneficiados - Benchmark: http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=ubuntu_1204_3264&num=3 - Mas os programas 64 bits por sua natureza usam mais memória, o que acaba deixando alguns aplicativos mais lentos do que 32 bits em caso de insuficiência de memória (vc usa windows 7 com 2gb de ram? prefira a versão 32 bits). Quer fazer um teste simples? Vá em http://www.rarlab.com/ e instale o WinRAR 32 bits e depois o 64 bits, e faça a comparação. Contra fatos não há argumentos, novamente tentaram espetar a Apple e mais uma vez eles mataram a cobra e mostraram o pau, podem esperar que os testes aparecerão.
gatobelo16
Quero atualização para sii lite

HARD RESET: SAMSUNG GALAXY Y (S5360) Tutorial
http://detudoandroidplay.blogspot.com.br/2013/10/hard-reset-samsung-galaxy-y-s5360.html
gatobelo16
Quero atualização para sii lite

HARD RESET: SAMSUNG GALAXY Y (S5360) Tutorial
http://detudoandroidplay.blogspot.com.br/2013/10/hard-reset-samsung-galaxy-y-s5360.html
Alexandre Tanaka Hirata
Sei que o artigo foca a maioria, mas isso depende muito do nível de conhecimento de hardware, software e sistema operacional da pessoa. Eu mesmo tenho uma porção de amigos que verificam sim o hardware de cada aparelho e sabem exatamente se o telefone é bom ou ruim. O que realmente não recomendo é que pessoas leigas fiquem se atendo a configurações de hardware para comprar seu telefone.

Bom, no caso da Apple/Samsung entrarem com processadores 64 bits no mercado de smartphone, isso me preocupa um pouco, pois quando o Linux entrou nessa onda, teve diversos problemas de estabilidade e também em alguns casos, alguns cálculos retornando resultado errado. Então, sinceramente, nesse quesito, estou esperando bastante problemas quanto a essa migração de arquitetura.
Francisco Editoria
Oi Gabriel, muito bom. Parabéns pela sua abordagem.
Paulo Rettamozo
Talvez preciosismos de mais, mas por que não?
E é claro que a resolução do celular é maior do que da maioria dos notebooks e PCs. É uma tendência normal , o PC vai sempre ficar mais distante dos olhos. Diferente do celular. que na maioria das situações vai se encontrar mais próximo.
Não é só o DPI que tem que ser considerado, mas também a distância em que se fica do display. Pessoas querem assistir seus filmes, seus seriados prediletos. Mostrar para seu futuro cliente, de uma maneira prática e rápida, seu portfólio publicitário no meio do bar. Onde não há espaço para pastas.
Acho super válido a busca por uma resolução mais perfeita. Agora, se você vai só usar para ligação, então volte para o celular e saia do smart.
Gewissen Des Fraktale Einfluss
Fantástica Materia Gabriel.

Realmente é bom ouvir de quem entende, e não somente publicações tendenciosas que ficam puxando sardinha para marcas mais famosas.

A SAMSUNG, por exemplo, nunca é citada pela péssima qualidade dos seus componentes, que simplesmente páram de funcionar nas mãos de usuários mais exigentes. Na briga do "mais poderoso" pelo menor preço, a SAMSUNG ganha em marketing, mas quem conheçe sabe que a APPLE, NOKIA e Motorola são imbatíveis. É uma pena que ainda não temos a HTC no Brasil, que tem ótimos hardwares também. Ainda não experimentei o Windows Phone, mas posso afirmar que Android, só com Root (desbloqueado), senão esqueça...

Palavras de um frustrado possuidor do Galaxy S3 e nostalgico pelos AMIGA 500 (isso sim era Computador).
Adson Monteiro
Olha que interessante Fernando Ribeiro Garioli Daniel De Paula Souza Filipe Obolari
Christiann Denys
foi so eu q tentei tirar a mosca da foto dele? '-'
Irineu Todos
iphone 4s tem internet sim
Luis Otavio Perroni Sarmento
Sobre as estruturas dos processadores, só li merda em cima de merda...Decepcionado.
Galeno Lima
Curti a análise. Mas tem um errinho de português: " irrelevante por hora" (o correto nesse caso é "ora", sem agá).
Renan Felipe
apple usa processador 64 bits que é da samsung
Max Giudice
Excelente matéria...bastante informativa...quando eu digo que modelos antigos de smartphones até hoje são excelentes, ninguém acredita...as pessoas hoje vivem numa obsessão concernente a especificações e nunca usam o potencial máximo, total, dos seus dispositivos, por que os mesmos não contam com aplicativos para tal...sou mais o meu iPhone 3GS, Motorola Atrix & Lumia 710 em detrimento há muitos dispositivos atuais...hahaha...
Max Giudice
Excelente matéria...bastante informativa...quando eu digo que modelos antigos de smartphones até hoje são excelentes, ninguém acredita...as pessoas hoje vivem numa obsessão concernente a especificações e nunca usam o potencial máximo, total, dos seus dispositivos, por que os mesmo não contam com aplicativos para tal...sou mais o meu iPhone 3GS, Motorola Atrix & Lumia 710 em detrimento há muitos dispositivos atuais...hahaha...
Ismael Pini Gonzales
Bem, concordo com a visão de que análise de hardware é algo muito mais complexo do que parece. Entretanto, não creio que deva ser totalmente desconsiderada.
Na verdade acho que deva ser feita, só que considerando o perfil de quem irá usar o aparelho. Será que uma pessoa que usa o telefone só para fazer e receber ligações, mandar mensagens e ouvir rádio realmente precisa de um S4, ou de um iPhone?! Não, pois, além de desnecessariamente caros, estes aparelhos nem contam com rádio fm...
Outro exemplo, será que um Nexus 4 é uma boa opção para um usuário aficionado por games e multimídia?! Acho que não, porque menos de 16 GB para jogos e filmes em alta definição está longe do ideal...
Resumindo, temos sim que nos atentar para o hardware dos dispositivos antes de fazer uma compra. Pesquisar extensivamente as vantagens e desvantagens e procurar por aquele que melhor se ajusta as nossas expectativas e necessidades.
portela.thiago
Ótima matéria! highlight: "Além disso, há tarefas que não podem ser paralelizadas: não adianta colocar 9 mulheres para fazer um filho em um mês." eu ri!! pq foi ótima a comparação!
portela.thiago
Compartilho da mesma opinião. algo entre 200 e 300ppi é o suficiente.
portela.thiago
Hackintosh mobile, uiahsiusaiaushiaushiusa.
Marlon Anjos
Especificações valem ainda menos preo Windows Phone, já vi alguns Lumia de entrada rodando com fluência, mesmo com 512mb de RAM
Tiago Coimbra de Araújo
Excelente post, muito interessante, realmente vejo muita gente cantando vantagens com um smartphone de processado cheio de núcleos e etc etc etc... Mas o bonitão não aguenta nem um único dia completo de uso. Rsrsrsrsrsrsrsrsrsr.

Esse negócio de tela retina display em minha opinião é uma grande besteira, a APPLE lança um tablet e quatro ou seis meses depois lança outro.... diferenças ??? Tela com retina Display e mais alguma besteira.
Gabriel
Acredito que haja várias compilações da Dalvik, uma para cada arquitetura de processador. A Qualcomm usa uma arquitetura baseada em ARM, mas diferente do que a Samsung utiliza em seus Exynos. No caso do Razr i, seria mais uma compilação dentre muitas.

Eu não trabalho com desenvolvimento Android, mas pelo que eu saiba, os problemas de incompatibilidade existem porque o aplicativo utiliza recursos específicos do aparelho, geralmente para ganhar em desempenho que podem não estar disponíveis em aparelhos x86. Pessoalmente, tive muitos poucos problemas com falta de compatibilidade no Razr i.
Tiago Gabriel
Muito esclarecedor! O que basta é o aparelho fazer o que você precisa e fazer bem.
Valderlan Soares
Excelente artigo! Parabéns Gabriel Arruda!!
Luiz Fernando Motta
O Android não tem suporte a processadores 64 bits ainda não por questão de hardware como eu li aqui alguns falando, mas sim pq teria que se mudar o Kernel utilizado no OS.
Rafael Roland
Ótimo artigo. Parabéns!
Fagner Martinelli Ferreira da Fonseca
Gabriel Arruda Exato, o texto ficou muito bom, na verdade ele passa a ideia correta de que a "toca do coelho" é bem mais funda do que parece quando se trata de hardware.
Carlos Fernandes
Ótimo texto!
Rafael Machado de Souza
mas o Razr I usa processador x86...., é o mesmo Android e dalvik dos aparelhos com ARM ou é uma versão recompilada?
Vinícius
A assistência da Apple e da Dell são invejáveis, passei quase duas horas na assistência da nokia com meu lumia, com meu iPod, levei lá, em 10 minutos deixei o iPod e de noite me ligaram pra ir no outro dia pegar um novo. A da Dell é melhor ainda, te tratam super bem einda vão na sua casa, hehehe
Odicesar Santi
Muito bom o artigo Gabriel. Concordo contigo.
Comparar especificações técnicas de componentes, de forma isolada, não quer dizer nada.
É preciso analisar o hardware como um todo, e também a integração dele com o software.
E o mais importante: comprar o equipamento com base na sua utilização. Me atende. Então está ótimo.
maxikd
eu sei que eu leio bastante review antes de escolher o que vou comprar.
Sandro Lima
Princialmente se levarmos em consideração que muitos usuários querem dá mais ''vida'' a seus brinquedos ao longo do dia. Eu mesmo opto por diminuir ao máximo o brilho da tela pra que a bateria dure mais. Então uma tela altamente brilhante pra mim não é tão necessário assim...
Sandro Lima
Tá aí um bom texto para aqueles que querem entender mais um pouco esse acirrado mundo dos Smartphones e sua tão aclamadas ''especificações''... Ótimo texo.
Gabriel Arruda
Correto, deveria ter colocado um ponto claro: o consumidor leigo como eu.

Bastante consumidores (gamers, alguns desenvolvedores, quem mexe com computação gráfica) devem continuar analisando essas especificações. Minha decisão de "abdicar" delas é pelas minhas necessidades, mas acho que o mais importante eu consegui passar: comparar especificações técnicas é mais que "regrinhas" de comparação entre elas.
Marcones Qzs
Roberto Paes *Atom Z2480 x86 http://tecnoblog.net/121848/intel-atom-bay-trail-lexington/
Mozart Rozendo
E resolução 1080p além de gastar mais bateria, consome mais processamento.
Hélio Márcio Filho
O que conta pra mim é a experiência, por isso considero o Nexus 4 o melhor aparelho disponível no país hoje devido a sua relação custo-benefício. Eu tenho um desses aparelhos e acho incrível como ele consegue ser mais fluido que o Galaxy S4 custando muito menos e com hardware inferior.
gokernel
Cara, primeiro parabéns para matária, curti !!!.

Sem querer "puxar o saco", acho que você deveria ser contratado pelo TB ... ultimamente nao tenho visto matérias longas mas matérias que mais parecem um twitter ... e esta sua foi excelente.

Crítica:
E discordo com o título da matéria. ...
Quando fui trocar de smart, a primeira coisa que olhei foram as especificações ... comprei um S III e vendi no outro dia ... entao conprei um RAZR i pensando exatamente no clock alto para compilar direto no aparelho ...

E crítica ao TB:
Melhorem esse sistema de login ... essa porcaria já perdi vários comentarios mesmo estando logado usando o smartphone, AFF.
Fagner Martinelli Ferreira
Aqui um longo e tedioso post tipo um review da matéria se é que isso é útil kkk:
IBM-PC: época de ouro das especificações

Na verdade continua fazendo todo sentido "montar" seu próprio PC escolhendo peça por peça. Se você quer um desktop para jogar ou trabalhar em algo mais específico, você não encontrará empresas dispostas a te entregar “o melhor resultado” simplesmente porque isso contradiz a lógica de que eles querem lucrar mais e mais com o que estão te vendendo, logo, não raro, misturam algumas poucas peças razoáveis com outras ruins e colocam apenas alguns números mais chamativos como quantidade de memória ou até de núcleos para enganar o consumidor que acha que não precisa saber nada sobre o que está comprando, apenas que “funciona”... num mundo “perfeitos” seria mágico, mas no mundo real a coisa não funciona assim... você pode comprar um carro só porque “ele anda”... pense a respeito.

O clock dos processadores / Os famosos núcleos

Esse parâmetro deixou de ser uma medida de comparação direta em meados dos anos 90, quando a AMD, a Ciryx e a Via passaram a fabricar suas próprias versões de processadores com arquitetura x86... então apesar do “mote” desta parte estar correto (“clock não define quem é melhor” a menos que seja falando da mesma família). Então pensar em 3GHz como o ponto onde a métrica deixou de valer é estar uma década e pouco errado.
Esse “limite” de 3GHz não “chegou”... a corrida que mudou de curso porque sistemas multiprocessador estavam tendo resultados melhores com relação que o uso do pc exigia do hardware. Os S.O. evoluíram e o usuário prefere mais programas ao mesmo tempo (o que sobe muito a utilidade do equipamento e diminui muito o tempo que o usuário precisa ficar lá) do que executar um programa de cada vez. Primeiro, começaram a fazer isso em processadores de apenas 1 núcleo, dividindo o “segundo” de tempo de processamento em várias partes para que mais de um programa parecesse estar sendo executado. Não demorou para perceber que se houver mais núcleos, mais “tempo” de processamento disponível aparece. Se a questão fosse “calor” e energia basta observar que hoje uma VGA ou CPU pode estar gastando quase 20.000% menos energia para fazer a mesma coisa que há 15 anos...
Então é claro que clock não é um parâmetro de comparação direta entre marcas diferentes ou tipos diferentes de chips, mas clock é um parâmetro importante, ele é útil não importa se nem todo mundo entende para que ele serve, ou se o usuário não se preocupou com isso. Fato é que muita gente prefere não continuar aprendendo ou achando que um parâmetro de especificação é como o “Ar”... que serviu ao seu avô da mesma forma que serve para você. Especificações fazem parte de um contexto, e como a 20 anos atrás é necessário estudar para entender.
Como exemplo, o hyper-threading é citado como paralelismo, mas não é... é um escalonamento preemptivo que se vale do tempo que um núcleo ficaria parado esperando dados para processar outro conjunto de dados que estaria esperando em algumas estruturas duplicadas em sua “porta”. Entender realmente o que está acontecendo é preciso... ou você pode continuar achando que tem “um monte de núcleos”.

Esqueceram da GPU

Aqui existe um contrassenso, porque a matéria quer pregar que o consumidor deve ignorar as especificações e dá um exemplo claro de que não deveriam... quanto as VGAs, o tipo de memória dá apenas uma dica do quanto ela gasta, dos clocks máximos atingíveis mas não tem como saber do resultado sem ter a quantidade de bits do barramento... se você tiver as infos de clock e bits dá para estimar o resultado sem se preocupar tanto se é DDR2,3,4 ou 5... a menos que o consumo também importe.
Solução: benchmarks e reviews / Conclusão
Falando sobre bench o que o leigo não entende é o fato de que a condição em que ele é executado é que valida o resultado objetivo. Usar bench como parâmetro é perigoso mas abstrai mesmo um pouco das especificações, aparentemente fica mais palpável mas a realidade não é tão simples. Sistema, drivers de dispositivo, o que mais estava rodando na hora, tudo isso interfere se o que você esta buscando é um resultado que fala sobre o chip.

Neste ponto tenho que dizer que o ultimo parágrafo da matéria é perfeito e entendo que vejam especificações como física quântica, raro é ver alguém que admite isso. Hoje todos “acham” mesmo que entendem de hardware quando na verdade é como dizer que entende de matemática por ter decorado a tabuada. “Decorar” é o que leva as pessoas a acham que o que o clock representava para a indústria de hardware no inicio dos anos 90 continua valendo até hoje, quando na verdade o papel de uma especificação varia com o cenário em que ela está inserida.
Para fechar, note que existe um profissional que entende de hardware “de verdade”, e é para esse cara interpretar que existem as especificações, não é papel do leigo. Como você diz ele tem que se importar em “usar”. A questão é que ele cada dia mais quer saber o quanto o que ele vai comprar pode trazer de resultado, ele não quer comprar para testar, ele quer saber. Quem pode estimar isso são as especificações do hardware. Então não é a especificação o problema neste caso, é o fato de as pessoas acharem que sabem interpretar elas, sem estudar por alguns anos, e só de olhar umas barrinhas coloridas num review.
Fagner Martinelli Ferreira
O problema é que o autor comprou um Mac, quem faz isso abandona a circunstância técnica para ser um usuário comum, com justiça inclusive porque o aparelho realmente vende “um resultado” e não uma “possibilidade em aberto”. Ele não está errado e se esforça para se fazer entender, no sentido de que não é para ele o fato de entender de arquitetura de computadores.

A questão é que o consumidor quer ter uma ideia do que pode fazer com o aparelho, do que ele pode ter de resultado no futuro… porque “atender” basicamente qualquer aparelho atende, a questão é do que ele pode vir a querer fazer e se o equipamento vai permitir isso.

Existem sim utilidades práticas para todas as especificações, elas dizem muito sobre o que você vai ter na tela nos meses ou anos em que estiver com seu dispositivo. Quem compra um 3DS não espera ver um filme ou um jogo com render de “Crysis” ou “GoW”… da mesma forma que quem compra um Vita espera por isso (mesmo que não receba kkkk) pois o hardware pode lhe entregar.

Então temos um “possibilidades VS uso prático”… de fato se a empresa não criar solução de software para usar aquele hardware adianta pouco o ter. Mas dai a imaginar que não faz diferença é pensar para trás, é achar que o que tem só precisa melhorar quando a empresa decidir isso e não quando o consumidor quiser mais.

E esse consumidor? quando ele vai querer mais?? Bom… quanto menos ele se intrometer nisso melhor, afinal, posso continuar entregando resultados agradáveis sem nunca permitir que ele saiba a verdade ou tenha uma noção do que está perdendo com os limites que o hardware que atualmente vendo para ele trás.
Thiago Carvalho Petrolini
Roberto Paes parece que sua fonte não é tão confiável. procure no google por Intel® Architecture Based Smartphone Platforms. leia o documento da própria Intel e aprende a fazer pesquisa e comparar resultados. está em inglês, mas como você é muito inteligente, deve entender.
Thiago Carvalho Petrolini
Roberto Paes Que é um Atom, eu sei. Mas o do Razr i, em questão, é um x86, SOMENTE!
Eliézer José Lonczynski
Isso de comparar especificações já não conta tanto assim no mundo 'quase-pós-PC' e não vai contar também nos smartphones, as campanhas de divulgação de grandes companhias soam um tanto desesperadas ao venderem hardware e não uso prático do próprio produto.
Dario Coutinho
Muito bom o artigo. As pessoas pensam que processador é tudo igual, que não há construção diferente e o que vale é clock e core.

Só pra começar, o fato de ser SoC já deixa a brincadeira bem mais complicada de ser avaliada. As memórias RAM também variam e o fato do padrão ser o mesmo não significa que a qualidade é a mesma. Falar do design das placas então e a integração com o sistema? É muita coisa pra ser resumida apenas em quantos GB de RAM e quantos "cores".

Os benchs surgem como solução, mas o que vale sempre é um bom e velho review feito de maneira correta, bem detalhado para dar o consumidor o máximo de informação possível.

No caso de gráficos, os benchs de GPU podem enganar, pois embora acuse que smartphone tal é melhor, pode ser que uma produtora do game em questão "cape" os efeitos visuais. Isso acontece muito no Android.
Motomagx Noitatsyalp
Em compensação, a Samsung investe em processamento, mas usa um processador gráfico muito precário. De que adianta der um "octa-sore" (2 quad, na verdade), se o poder pro processamento não faz jus ao poder de processamento gráfico?
Gabriel Magacho
Muito bom o artigo. Parabéns! ;)
Rafael Silva
Troco esse papo todo de "me atende então tá massa", e também aquele "nossa, quero aquele tal porque o hardware é mais novo e melhor" pelo único ponto que falta aqui no Brasil hoje: Eu fiz um favor de comprar seu produto, quero ser tratado como um CONSUMIDOR, não como um otário!!!
Infelizmente só a Apple Inc. eu vi fazendo isso. Enfrente uma fila de assistência da Samsung (no dia que levei meu Galaxy Nexus tinha quatro pessoas com caixa de S4 na fila, me deu dó!), depois vá a uma assistência da Apple... Se encontrar a fila me avisa...
Breno Caldeira
Exato! Eu vi o review do Moto X no EuTestei. E pqp! A mulher fala q o celular não é top de linha e q a tela n é top de linha. Só pq existe um aparelho com mais de 400dpi quer dizer que os que tem 300dpi não são mais top de linha?
E Btw, 300dpi dá pra ver tudo, menos os pixels :) "ahhh mais se chegar pertinho, a 1cm dá pra ver". Então boa sorte usando seu aparelho a 1cm!
João Paulo Rochel
As pessoas querem o limite, daqui a pouco vão querer com resolução 4K hehehe
@
Um smartphone deve ser escolhido da seguinte maneira:
1. O que ele tem que eu preciso?
2. O que ele não tem que vai me fazer falta?
3. O preço cabe no meu bolso?
Eu não fiz essas três perguntas e comprei o iPhone. Depois, quando comecei a questionar, passei para a linha Galaxy. Não que seja melhor ou pior, mas para mim ela responde positivamente às 3 perguntas. Para outros é diferente. Alguns tem respostas mais positivas com a linha Lumia e outros com o iPhone.
Danilo Azevedo
Concordo, também não vejo essa necessidade. 720p já está ótimo para um smartphone!
Gabriel
Se eu comprasse um desktop, eu montaria uma escolhendo as peças, mas a questão é só possuo um notebook. A maioria dos meus amigos possuem apenas um notebook também, então não é necessário (nem possível) se preocupar em escolher meticulosamente as peças.

A não ser que eu não seja digno de respeito. :D
Thyago Roberto
muito bom muito bom
TaylerPadilha
Qué isso?! "Até os anos 2000, qualquer geek que tivesse o mínimo de respaldo deveria montar o seu desktop escolhendo peça por peça: processador, memória, placa mãe, placa de vídeo, fonte, etc. Nessa época, praticamente tudo se resumia às especificações técnicas."

Até hoje é assim champz... E o mercado geek/entusiasta só cresce.
Romolo Van Halen
E se a Apple estiver certa com a contagem ¨retina¨depois de um ponto, mais pixels não tem resultado pratico, visto que os olhos tem um imite para diferenciar pixels
Roberto Paes
Antônio Vinícius Duarte tem certeza ?
http://www.cpu-world.com/CPUs/Atom/Intel-Atom%20Z2480%20-%20DG8064001195906.html
Roberto Paes
Thiago Carvalho Petrolini x86-x64 é um Atom !
Roberto Paes
existe linux de 32 e 64 bits, e o Android não é 64 bits.
Gabriel Arruda
Sobre o Android, existe uma divergência de opiniões, mas acredito que ele ainda não está adaptado porque na própria apresentação do Google foi destacado que o próximo Android KitKat será 64 bits. A argumentação de que porque ele é Linux, logo está adaptado é um pouco estranha porque a Dalvik (máquina virtual do Java) precisa ser compilada em 64 bits…mas depois disso seria transparente para os aplicativos. Em teoria, a Dalvik compilada e os aplicativos já poderiam tirar proveito de algumas vantagens dos 64 bits sem mudanças.
Gabriel Arruda
Thiago Carvalho Petrolini Escrevi bobagem nesse ponto, o Razr i não é 64 bits mesmo...assumi porque era Intel.
Flavio Henrique
Considero os aparelhos da Apple (até agora) um pouquinho superior aos demais apenas por um motivo: O ótimo casamento entre hardware e software (o que na verdade não é trunfo nenhum pra Apple, é muito fácil eu escrever um S.O para rodar liso apenas em um tipo de hardware...), Agora o novíssimo iPhone 5S não trás quase nada de inovador (isso se trás alguma coisa nova) então nada mais previsível do que essa marketagem em cima de algo que nem sequer vai ser notada pelos usuários, lembrando que só porque a palavra é maior não quer dizer um aumento de desempenho visível. Eu acho que se deve olhar sim para as especificações técnicas, mas deve-se olhar direito. Em vez de procurar apenas por clock e quantidade de núcleos deve-se atentar também para outros dados que na maioria das vezes nem são divulgados mas fazem toda a diferença.
Gabriel
Sim, escrevi bobagem mesmo, assumi isso porque ele era fabricado pela Intel e achei que toda a sua linha já estivesse atualizada.

Sobre o Android, existe uma divergência de opiniões, mas acredito que ele ainda não está adaptado porque na própria apresentação do Google foi destacado que o próximo Android KitKat será 64 bits. A argumentação de que porque ele é Linux, logo está adaptado é um pouco estranha porque a Dalvik (máquina virtual do Java) precisa ser compilada em 64 bits...mas depois disso seria transparente para os aplicativos. Em teoria, a Dalvik compilada e os aplicativos já poderiam tirar proveito de algumas vantagens dos 64 bits.
David Rabelo
Gostei do artigo, é um assunto realmente complexo e complicado. Em se tratando de smartphones já faz um tempo que acabo sempre confiando mais nos reviews do que especificações. Só fiquei intrigado com uma informação recente (site arstechnica) que fala que o Android já apresenta suporte para processamento 64bit há bastante tempo.
Matheus Oliveira
Eu não sou especialista na area, mas é algo que eu sempre disse, aqui no tecnoblog: Não existe comparar especificação em softwares diferentes.

Hoje, os aparelhos androids tem configurações incríveis, mas o sistema operacional não é feito para elas. A performance de um S4 pode ser superior a qualquer Windows Phone, mas de nada adianta, sendo que eu consigo deixar o S4 com microlags incomodos só de passar o dedo rápido pra um lado e pro outro na home, coisa que não existe num Lumia 520.

Então de que adianta comparar o processador S4 com o Tegra 3, sendo que apesar do Tegra ser, em qualquer Benchmark, 30% superior, quando você joga o Tegra num android e o S4 no 820, o Lumia tem uma performace percebida incrivelmente superior?

E isso vale pelo contrário. Seu Lumia nunca vai ficar lento ou travado, mas sem um multitarefa de verdade, as telas de loading podem ser um incomodo pra quem saiu do Android.

No fim das contas, para qualquer comparação, primeiro você tem que definir qual é o critério. É performace? Multitasking? Inovação? Personalização? Um aparelho pronto ao sair da caixa? Um aparelho barato?

Depois de definido seus critérios, se torna possível comparar diversos aparelhos. Mas pura e simplesmente comparar através de números, é babaquice (ou má fé intelectual, dependendo da situação)
Gabriel
Sim, escrevi bobagem mesmo, assumi isso porque ele era fabricado pela Intel e achei que toda a sua linha já estivesse atualizada.
Fabio Pereira
É o que acontece com o Moto X por exemplo. Houve muito mimimi quando saíram as specs dele (um suposto top de linha com processador dual-core?), mas ninguém parou pra perceber que em benchmarks de CPU ele é melhor até que o Nexus 4 - inclusive chegando a encostar no GS4 em certos testes, e em GPU tá sempre entre os tops, senão o primeiro em si. Alguns reviews disseram que a experiência pro usuário no geral chega a ser mais fluída que no GS4.
Vitor Gabriel
O Kernel do Windows Phone 8 suporta até 64 núcleos!!! Porque é o mesmo kernel do Windows 8 de PC comum.
E nem por isso, atualmente na GDR2 o WP é compatível com quad-core!
Na GDR3 que haverá suporte a isso. O Kernel do Android tem suporte a 64bits, mas no total o Android ainda não tem.
YanGM
Realmente é invejável ter um dispositivo de som que não funciona em windows instalado via EFI.
Benedito Portela De Aguiar Filho
Muito boa a sua analise! eu sempre reclamo das maracutaias que fabricantes de pc fazem tipo vender um pc com um bom processador e muita memoria, mas a placa mãe é muito ruim, ou as placas de vídeo com com processadores de 128bits mas o barramento de memoria de 32! ou seja, cheios de gargalos, mas o povo só sabe ir pelo número maior!
Valeu!
Artur Benchimol
Até o lançamento do Galaxy SIV era tipo "nossa vai ter um octa-core", no entanto como tem no texto o Moto X com uma arquitetura mais elaborada consegue "milagre" no dual-core. Sem falar do sistema, como o Trovalds acabou de comentar: "iPhone e WP mandam lembraças"
Luiz Claudio Bastos
Parabéns! A matéria esta muito interessante, explicando pontos que muita gente (que lida mais com PC do que com Smartphone) desconhece e usa como referencia o conhecimento de outra tecnologia. ( eu inclusive!)
YanGM
Pra mim full hd veio pra gastar bateria e só. Não existe diferença pro olho humano nu no dia-a-dia se a tela de 4.7" tem 720 ou 1080 pixels, isso apenas faz com que empresas como a Samsung crie telas com resolução "falsa" (Pentile).
Diego Nei, MBA, PMP®
Necessidade não há, mas precisam de desculpa pra chamar atenção.

Meu Z10 tem mais PPI que os primeiros Retinas da Apple. Me pergunte se eu *vejo* diferença? hehe

E é quando você bota um filme em full HD no aparelho e tudo funciona bem que você se pergunta "pra que tela de 1080p O.o"? 768. Minha bateria agradece.
Thiago Carvalho Petrolini
E desde quando o processador do Razr i é de 64 bit? Que eu saiba ele é x86.
Élisson Diones
Daniel Santos Não sei amigo, tbm não conheço o Android muito a fundo, mas isso dos 64 bits não tinha como não saber, afinal é um dos assuntos do momento...
Diego Nei, MBA, PMP®
Exatamente. O que importa não é a ficha técnica, mas sim a experiência de uso.

Não é o que a Apple vem fazendo no final das contas? Os iPhone/iPhone 3G tinham um processador de notáveis 412 MHz, mas rodavem melhor que muito Android de 800mhz e meu antigo BlackBerry de 624mhz.

E digam o que disserem, meu Z10 funciona muito bem só com dual core.
Carlos Alberto Senczkowski
Concordo Plenamente com o Élison, mas temos que lembrar que o a mais da apple é a perfeita sincronia entre o hardware e o Software, tenho um macbook e ele se vem muito superior aos demais com um hardware que seria mais potente digamos assim, testei já rodando linux e mesmo desta forma a sincronia e componentes utilizados pela apple é de fazer inveja.
Daniel Santos
Faltou citar a resolução da tela. Estou cansado de ver reviews do tipo "o aparelho X é razoável exceto pela resolução de apenas 720p". A resolução dos smartphones já é maior que grande parte dos notebooks. Há realmente necessidade de smartphones FullHD?
Antônio Vinícius Duarte
*Atom Z2480
Élisson Diones
Já passou a época de se olhar só para hardware. Hardware é importante, mas tem que se olhar o conjunto como um todo. A experiência de uso é o mais importante, está aí o Moto X para provar isso, mesmo com seu hardware de geração passada, ele se sai muito melhor no conjunto da obra que vários dos topo de linha atuais.
Daniel Santos
Eu não conheço os detalhes técnicos do Android. O kernel provavelmente seja 64 bits, mas a Dalvik também é?
Antônio Vinícius Duarte
Android suporta 64 bits, só falta hardware para isso, e o Atom Z2460 (SoC do Razr i) é 32 bits...
Uriel Dos Santos Souza
Muita, muita coisa!!
Orley Lima
Meu Razr i também é 64 bits...
*instalando iOS 7 pra usar todos os bits*
uiashasiuhasiashuashasuihasihashi

Gostei do texto. Mandou bem. (y)
Fernando Vilela Toledo
Hummmmmmmmmm, conhecimento é sempre bom, nunca tinha parado pra olhar os smartphones por esse lado...
Élisson Diones
"Meu RAZR i é 64 bits como o iPhone 5S, mas o Android ainda não. Será que a Samsung irá propagandear um processador de 64 bits sem um sistema operacional compatível? Infelizmente, faz sentido, já que o iPhone automaticamente ficou superior por isso."

Para tudo aí. Como assim o Android não é 64 bits? Segundo dezenas de outros sites o Android tem suporte nativo a processadores 64 bits pelo simples fato dele ser baseado no Linux. O que falta para ter um Android 64 bits é só HARDWARE, pois o Android já está pronto para isso praticamente desde que foi criado...
trovalds
iPhone e Windows Phone mandam lembranças.