3D-Peachy-Printer

O tópico de impressão 3D está tão em alta recentemente que dispensa introduções mostrando como seu uso tem crescido em todas as áreas, como não deve sumir tão cedo e que impactos trará para nossas vidas – ou melhor, já falamos disso aqui no TB. Então, vamos direto ao assunto: o canadense Rylan Grayston conseguiu criar um modelo que é o mais barato do mundo, pelo menos até agora: são só 100 dólares para imprimir seus objetos em casa.

A Peachy Printer utiliza uma técnica um pouco diferente da vista nas impressoras 3D tradicionais – e bem mais simples. O software criado por Grayston transforma o modelo 3D em ondas sonoras, que são enviadas para a impressora por meio da saída P2 do computador. A impressora traduz as informações em movimentos de dois espelhos, que refletem um feixe de laser que molda o objeto no comprimento e na largura.

Para calcular a altura, é um pouco mais complexo. Água salgada pinga aos poucos de um reservatório no topo da impressora. Ao cair, passa por dois fios elétricos separados e cria uma conexão elétrica que é enviada de volta ao computador pela entrada de microfone. A água continua caindo e, como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, força a resina que vai formar o objeto 3D a subir e ser moldada pelo laser. O computador, com a mensagem enviada pela impressora, calcula até onde a resina precisa subir.

O vídeo abaixo mostra o processo na prática:

Se modelagem 3D não é sua especialidade, a Peachy Printer também funciona como um scanner 3D. É assim: ela emite um feixe de laser que ilumina a silhueta do objeto escolhido. Então, você pode utilizar sua câmera para capturar isso enquanto roda o objeto em 360 graus. O software desenvolvido para a impressora, então, consegue mapear os locais em que o laser bateu e criar o modelo 3D.

A Peachy Printer e seu código ainda precisam de melhorias e é por isso que o projeto está no Kickstarter: quanto mais gente encomendar uma impressora, mais barato e acessível ficará seu desenvolvimento. E o financiamento está indo muito bem: já foram arrecadados mais de 400 mil dólares canadenses, sendo que o objetivo inicial era de 50 mil.

Por que é legal? Porque é uma impressora 3D acessível de verdade.

Por que é inovador? O processo inventado por Grayston é diferente do utilizado até agora – e muito mais econômico.

Por que é vanguarda? Até agora, só se fala de quando as pessoas terão suas impressoras 3D em casa. E parece algo muito longínquo. Mas, com a Peachy Printer, isso deve começar já em 2014, e imagine só as mudanças que trará em como consumimos as coisas. Como é dito no site do projeto, “queremos que você tenha a escolha: deveria comprar isso ou fazer isso?”.

Vale o investimento? Pelas cotas atuais, quem investir 100 dólares leva um kit completo da impressora, mas é possível gastar menos caso você queira apoiar o desenvolvimento mas decida esperar um pouco mais para ter sua impressora (deve-se lembrar que a Peachy Printer é a primeira impressora 3D realmente barata, então com certeza não será a melhor. Modelos mais aprimorados devem surgir nos próximos anos). Para quem quer ser early adopter dessa tecnologia, vale a pena a cota.

Comentários

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Edmilson Junior
Fabio Maldonado Aqui é notebook :) Nunca usei esse tipo de interface mas acho que ele vai disponibilizar informações sobre algo assim.
portela.thiago
Cara, que muito legal isso!!!!
Fabio Maldonado
Isso não é problema! O pc aceita outra placa de áudio conectada sem problemas ou até uma interface usb baratinha em conjunto com a on-board, basta gerenciar isso nas propriedades de som... fácil fácil...
Edmilson Junior
Não vou repetir aqui tudo oque já comentei em outro lugar mas os pontos principais são: Crie uma versão USB por que ficar sem usar o áudio do equipamento por horas não me parece viável. Fico na dúvida qual seria a área máxima que este equipamento seria capaz de imprimir por vez considerando que ele só pode enxergar o eixo Z mas não controlar. PS: Se eu tivesse dinheiro eu compraria uma mesmo na fase de desenvolvimento e sem ter a intenção de imprimir nada agora :)
Yuji Negoro
Caraca....eu achei isso muito genial...
Fernando Nandomassa
Bacana mesmo, este processo de impressão é completamente diferente ao das outras impressoras caseiras que trabalham com extrusão de material plástico. Para saber mais sobre as outras impressoras como a cube (que é vendida no brasil) e as demais baseadas em extrusão, acesse o Amazon e compre o livro "Impressoras 3D" editado por Fernando Massa. Ali fala toda a verdade sobre o que estas impressoras fazem e não fazem. Vale a pena é um e-book bem barato.
Julio Vasel
Bem pensado!
Michael F. Assis
O processo utiliza a saida de audio e a entrada de audio do computador, se for isso mesmo da pra cria um software pra smartphone que consiga imprimir para ela, olha que interessante.