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Estados Unidos estão mais perto de afrouxar as restrições de uso de eletrônicos em voos

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5 anos e meio atrás

O uso de eletrônicos nos aviões é tema de intermináveis discussões, talvez só perdendo para aquelas que tentam definir se celulares causam câncer ou não. Mas, nesta sexta-feira, a FAA (Federal Aviation Administration) confirmou a elaboração de um conjunto de recomendações que pode afrouxar de uma vez por todas as restrições destes dispositivos nas aeronaves.

Em vários países, inclusive no Brasil, o uso de dispositivos eletrônicos durante os voos já é permitido, exceto durante os procedimentos de pouso e decolagem, muitas vezes não valendo nem mesmo deixar o celular em “modo avião”.

Mas, de acordo com os estudos analisados por um comitê da FAA, dispositivos eletrônicos podem ser usados mesmo durante os referidos procedimentos, desde que não tentem acessar redes de comunicação. Não que tenha ficado comprovado perigo nestas circunstâncias, mas é importante manter uma margem de segurança.

Celular em voo

Assim, de acordo com as recomendações, o uso de smartphones de maneira offline passa a ser possível durante pouso e decolagem, assim como players de música, e-readers, laptops ou tablets, por exemplo, desde que nenhum aparelho tenta acessar redes móveis ou de dados.

A Amazon foi uma das primeiras a comemorar a notícia, afinal, a linha Kindle é bastante popular nos Estados Unidos. “Estamos lutando por nossos clientes em relação a esta questão há anos, testando inclusive um avião cheio de Kindles e colaborando com o comitê da FAA”, disse Drew Herdener, porta-voz da companhia.

Mas é importante frisar que, pelo menos por enquanto, tudo não passa de recomendações. Isso significa que, a princípio, as companhias aéreas norte-americanas terão autonomia para acatá-las ou não. Além disso, é necessário considerar que as recomendações ainda precisam ser aprovadas pela liderança da FAA – por ora, o assunto conta com aprovação apenas de um comitê consultivo da entidade.

Se o afrouxamento das restrições acontecer mesmo, é de se esperar que autoridades e companhias aéreas de outros países sigam pelo mesmo caminho. Fica a torcida, considerando a comodidade dos passageiros, mas também a ciência de que as discussões sobre o assunto não terminam por aí.

Com informações: Associated Press

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