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Qualcomm apresenta processador inspirado no cérebro humano

Começamos a contagem regressiva para a dominação dos robôs?

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A computação pessoal pode se tornar ainda mais pessoal se souber o que nós queremos fazer com ela e nos der isso antes de precisemos dar os comandos manualmente, como se nossos devices fossem uma extensão de nós mesmos, certo? A Qualcomm, pelo menos, parece concordar. Tanto que apresentou a linha Zeroth, com processadores inspirados no funcionamento do cérebro humano.

A ideia é que os tais processadores aprendam naturalmente o que fazer de acordo com estímulos do ambiente, sem precisar de códigos imensos que lhes dêem comandos.

Com isso em mente, o vídeo abaixo pode te fazer levantar uma sobrancelha. O robozinho deveria parar apenas nos quadrados brancos; então, recebeu um “elogio” quando parou em um deles e passou a procurar outros semelhantes. É a mesma psicologia de quando você quer ensinar um truque para o seu cachorro, só que, no vídeo, o cérebro do robô é, na verdade, um monte de componentes eletrônicos.

Além da capacidade de aprendizado do Zeroth, a Qualcomm também espera que ele permita aos devices perceber o mundo como humanos o fazem. Isso é conseguido por meio da replicação do comportamento dos neurônios e suas descargas elétricas em hardware.

Tudo deve culminar na criação de uma NPU, sigla para Neural Processing Unit, que poderá ser aplicada em SoCs no futuro e possibilitar uma forma totalmente nova de interação com os seus gadgets.

A primeira vez que ouvi falar de algo do tipo foi na palestra do Hugo Barra no INFOtrends, sobre a qual falei aqui no TB. Lá, ele explicou como o Google utiliza as redes neurais para reconhecer – ou melhor, aprender – padrões e isso é aplicado no dia a dia. Com a Qualcomm também desenvolvendo esta tecnologia, não será nenhuma surpresa se, em poucos anos, NPUs forem padrão nos nossos smartphones, smartwatches ou seja lá o que estivermos utilizando.

Obs: prometemos que aquele podcast sobre o futuro da tecnologia vai sair antes da dominação dos robôs, ok?

Comentários

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portela.thiago
Skynet feelings
Mateus Rodrigues
Só falta o nome da versão final desse processador for Skynet!
Paulo Patto
Parece ser legal mas se não me engano a tecnologia de perceptrons vem de antes de 80. Ou seja ao que sei (que não quer dizer que esteja certo), estamos engatinhando novamente, sendo que já andamos um dia.
Max Giudice
Essa tecnologia não é novidade para mim...meu pai trabalhou com os militares Americanos e em 1992 me disse que "inteligência artificial" nos moldes do "exterminador do futuro" já exista naquela época, mas ninguém sabia...sejam bem vindos a era do "exterminador do futuro" !
Uildes Nogueira
Algoritmo em Rede Neural.. algo bastante antigo, que não havia muita implementação prática.
David Marquardt
Yuri Costa o meu ia acabar com depressão de tanto que eu ia xingar ele pelos travamentos
Gustavo Meneguelli
Acho que isso (o conceito) ficaria perfeito num smartphone. PCs por exemplo ficam parados o tempo todo e (teoricamente) não precisam poupar energia, já smartphones estão quase sempre em movimento e possuem diversos sensores, o que com certeza poderá aumentar ainda mais as possibilidades de uso desse conceito de processador. A "realidade aumentada" poderá ser mais real ainda. O smartphone poderia, por exemplo, "aprender" quais horários você menos usa-o (literalmente não tem interação do usuário) para poupar bateria. As possibilidades são muitas.
Yuri Costa
Tipo, o android travava e vc depois dava um feedback negativo, assim ele deveria procurar saber o que fez de errado e contornar o problema quando uma situação parecida ocorrece.
Gabriel Martins
Não acho que isso ficaria legal num smartphone =/