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Financie isto: castAR, os óculos de realidade virtual e aumentada dos ex-funcionários da Valve

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6 anos atrás

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Atire a primeira pedra quem nunca imaginou que, com a virada do século, viriam as invenções futuristas que sempre acompanhamos nos filmes e desenhos. Pois bem, nossos uniformes do dia-a-dia ainda não são macacões prateados de neoprene (a não ser que você tenha um gosto excêntrico para moda) e ninguém aqui pilota carros voadores, mas algumas das engenhocas futuristas já são bem palpáveis.

Um deles é o Oculus Rift, dispositivo de realidade virtual que, acoplado à cabeça do usuário, permite viagens 3D bastante realistas nos universos dos jogos. Vários similares começaram a calcar sua chegada ao mercado e o castAR, da Technical Illusions, é um deles, mas um pouco mais completo.

Jeri Ellsworth, uma ex-inventora de hardware da Valve, se juntou a Rick Johnson, um programador também ex-funcionário da empresa de GabeN para criar os óculos de realidade aumentada que projetam hologramas 3D na frente do usuário. E, para que ele vire realidade, sua ajuda será bem-vinda: o projeto tem uma página no Kickstarter e pede US$ 400 mil para sair do papel, sendo que até o fechamento da notícia, pouco mais de US$ 5 mil eram necessários para bater a meta.

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A história por trás da criação dos óculos é até bonitinha. A inspiração para o castAR, segundo os desenvolvedores, veio de Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, precisamente na parte em que o filme mostrava R2D2 e Chewbacca jogando uma partida de xadrez holográfico. Os criadores começaram a trabalhar no projeto ainda dentro da Valve, mas resolveram continuar seus caminhos por conta própria e obtiveram a benção de GabeN.

O “bundle” do castAR acompanha os óculos e uma superfície retro-refletiva, feita do mesmo material utilizado em placas de sinalização de trânsito. Os dois micro-projetores acoplados nas lentes do dispositivo reproduzem imagens estereoscópicas 3D na superfície e os olhos do usuário fazem o resto do trabalho.

A descrição da página do produto garante que não há a necessidade de calibrar ou ajustar os óculos e ainda afirma que a ocorrência de casos de motion sickness, aquela náusea comum causada por outros dispositivos de realidade virtual em pessoas sensíveis a movimentos bruscos, é muito baixa no castAR.

Outras duas peças poderão ser adquiridas junto do aparelho: a Magic Wand, uma espécie de joystick que realmente parece com uma varinha mágica, permitirá que o jogador posicione e movimente objetos, e a grade de reconhecimento RFID foi criada para ajudar a reconhecer os objetos posicionados na superfície, bem como aumentá-los, em casos de miniaturas. Outra possibilidade é a de encaixar lentes destacáveis nos óculos, fazendo com que ele também vire um visor de realidade virtual (como o Oculus Rift, que falamos no começo) e dispense a superfície refletora para realidade aumentada.

Ah, sim! Os kits para desenvolvedores, que permite acesso ao rastreamento de dados, matrizes de processamento, e todos os dados do RFID, bem como a integração com a engine Unity, estarão disponíveis gratuitamente.

Por que é legal? Você terá uma varinha mágica para usar em campos de realidade virtual e jogar xadrez como em Star Wars – 36 anos depois, mas antes tarde do que nunca. Para o público gamer, parece ser um acessório bem especial.

Por que é inovador? Além de corrigir a temida vertigem por movimento, o dispositivo também é amigável às pessoas que usam óculos de grau – os míopes agradecem! E, como podem ser utilizados para realidade virtual e realidade aumentada, é um gadget bastante versátil.

Por que é vanguarda? Foi criado por funcionários da Valve, conhecidos por criar aparelhos malucos, acreditando no aprimoramento de uma ideia que já existe atualmente – a possibilidade de transformar toda a sala em um holodeck é bastante empolgante, não? Além disso, o preço não é tão assustador para o que ele oferece.

Vale o investimento? A partir dos U$ 60, você já adquire a Magic Wand, e por mais US$ 150 você tem o pacote inicial do aparelho. É uma ideia boa, futurista e que pode dar muito certo. A pergunta mais precisa seria “Vale o risco?” e a resposta, particularmente, seria “Claro!” – e é importante lembrar que, doando a partir dos US$ 3,5 mil, você ganha acesso a um chá da tarde com Jeri Ellsworth, que deve render umas boas ideias para novas invenções.

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