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Acessórios da Roccat para os gamers do Brasil

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A Roccat é uma empresa de acessórios para gamers que chegou ao Brasil há seis meses e aproveitou a BGS para mostrar sua linha principal de produtos à imprensa. Foi a primeira vez que a empresa teve uma “experiência offline” no país, segundo o gerente de produtos Markus Frey, e espera que, no próximo ano, tenha um estande maior para mostrar seus produtos ao público.

Todos os produtos da Roccat disponíveis no mundo também estão à venda no Brasil. No nosso encontro na feira, pude conhecer dois topos de linha que a empresa vende por aqui: o headset Kave XTD e o teclado Ryos MK Glow.

Ryos MK Glow

O teclado mecânico tem como principal atrativo a possibilidade de criar macros a partir de qualquer tecla. Também há a tecnologia Easy Shift, que transforma todos os botões automaticamente em macros, e as tradicionais cinco teclas dedicadas para macros na lateral e três na parte inferior, para acessar com o polegar.

Juntando tudo, é possível configurar mais de 500 macros diferentes – você provavelmente não vai precisar disso, mas é bom saber que há a opção.

Além disso, dá para configurar in-game, ou seja, não precisa sair do jogo e abrir o software para gravar novos macros: basta apertar um botão no teclado para ouvir o comando de voz que guia a configuração. Em questão de segundos, o trabalho está feito.

Na parte técnica, ele conta com processador ARM Cortex de 32-bit para fazer a coisa toda funcionar e armazena as infomações gravadas em 2MB de memória flash. Então, se precisar utilizar o teclado em outra máquina, é só conectá-lo e seus comandos personalizados estarão automaticamente lá.

Como bom teclado gamer, ele também tem um belo descanso de pulso e iluminação animada (só na cor azul).

Kave XTD

Pensando na durabilidade, o headset é extremamente resistente. A haste superior é muito flexível, para absorver impactos caso você tenha morrido na faquinha e atire os fones de qualquer jeito num acesso de ódio. Outro ponto delicado, o microfone, também tem um design interessante: para evitar o estica e puxa, que acaba diminuindo a vida útil desse componente, o do Kave XTD é removível. Basta puxar que ele sai e pode ser guardado separadamente.

O headset é extremamente confortável. As conchas envolvem completamente a orelha, sem apertar nada, e a qualidade do som de 5.1 canais é exemplar. Dentro das conchas, há três alto-falantes que garantem uma fidelidade incrível.

No controle que fica sobre a mesa, é possível fazer a equalização entre os canais e até atender o celular, se estiver pareado via Bluetooth com ele, sem precisar interromper a partida nem tirar os fones para falar com alguém. Outro ponto bacana são as portas P2 na traseira desse sistema, que o transformam em uma mini mesa de som, caso o gamer prefira conectar o sistema que tiver em casa.

Aplicativo

Também foi apresentado o aplicativo Power Grid, disponível gratuitamente para Android e iOS. Ele funciona como uma espécie de controle remoto do computador, pareado com a máquina, e pode ser configurado para o uso que achar melhor, seja ver status do sistema, notificações de redes sociais, volume de cada programa ou ações diretamente nos jogos.

O app é altamente personalizável, desde os controles escolhidos até os ícones – o pessoal do Tom’s Hardware criou um inspirado em Star Trek para o MMO baseado na franquia, por exemplo.

Os preços dos produtos não são exatamente amigáveis: segundo a assessoria, o teclado fica entre 750 e 800 reais e o headset, 900 e 1000 reais. Perguntado sobre a possibilidade de uma fabricação nacional, que poderia abaixar os preços, Frey disse que, no momento, é impossível produzir em qualquer lugar do mundo que não seja na Ásia. Mas os impostos não assustaram a vinda da Roccat: o executivo conta que a concorrência também tem que pagá-los, então não há uma desvantagem nesse sentido.

Vale frisar ainda que são produtos de nicho, focados nos gamers hard core que levam os jogos a sério. Não por acaso, a Roccat patrocina campeonatos online no Brasil – a Roccat Cup, de League Of Legends, acontece nos dias 16 e 17 – e deve anunciar em breve o patrocínio de uma equipe de eSports brasileira.

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trovalds
Mesmo em se tratando de produtos voltados para pro gamers, ainda assim os R$ 1000 do headset pode ser usado facilmente para comprar um bom fone de ouvido que tenha imersão igual ou melhor em games (e de quebra ter uma sonoridade boa para música, o que normalmente esses headset gamers não tem), um microfone relativamente bom e ainda sobrar um troco. O teclado, apesar de estar um valor relativamente alto, pra um mecânico ainda tá mais ou menos na média do mercado. Mas ainda assim vai enfrentar concorrentes já estabelecidos e mais conhecidos com valores melhores. Claro, isso tudo depende também de gosto. Se o cidadão se adapta bem ao equipamento e tem grana, nada mais justo que usar algo "de ponta".
Hugo M. Garcia
Meu teclado do notebook, meu Deathadder e meu Porta Pro mandaram um abraço...