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Em breve, o Facebook poderá rastrear os movimentos que você faz com o mouse nas páginas do serviço

Emerson Alecrim Por

Se você é paranoico com a sua privacidade na Web, esta notícia poderá lhe causar arrepios: segundo o The Wall Street Journal, o Facebook está planejando rastrear os movimentos que os seus usuários executam com o cursor do mouse ao acessar as páginas do serviço.

Este tipo de procedimento pode auxiliar designers, arquitetos de informação e afins a posicionar melhor os recursos da rede social. No entanto, o próprio Facebook reconheceu, por meio de seu chefe de análises Ken Rudin, que o objetivo principal da ideia é melhorar a eficácia dos anúncios exibidos no serviço.

Para esta finalidade, o ideal seria rastrear os movimentos dos olhos dos usuários para saber o que eles reparam primeiro ou o que ignoram, por exemplo. O Facebook poderia então cruzar estes dados com as informações que já recolhe, como curtidas, cliques, tempo de permanência nas páginas, localização geográfica, entre outros.

Facebook + cursor

Pode até não ser possível analisar os movimentos dos olhos em larga escala (requer câmeras, voluntários e tal), mas o rastreamento dos movimentos do mouse, sim, com a vantagem de esta opção se mostrar capaz de oferecer dados tão relevantes quanto: o tempo que o usuário mantém o cursor em cima de um banner antes de clicar, quão rapidamente ele rolou a página após um anúncio aparecer em sua timeline, se as pessoas preferem clicar em um link ou na imagem que o acompanha e assim por diante.

Tecnologia para coletar e analisar estes dados o Facebook já tem. Ken Rudin informou ao The Wall Street Journal que testes já estão sendo feitos. O executivo só não deixou claro se o rastreamento será implementado como padrão, se limitando a dizer que provavelmente saberemos dentro de "um par de meses".

De qualquer forma, convém ressaltar que este tipo de rastreamento não é novidade, até porque não é difícil desenvolver um software do tipo. A diferença aqui é que o Facebook possui sistemas de análise de dados muito avançados, capazes inclusive de prover resultados em tempo real, verificando, por exemplo, que tipo de anúncio se sai melhor em uma campanha em andamento.

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David Marquardt
Acho que é o segundo, eu entraria se não fosse pelo fato de que tem um widget desnecessário durante o texto.
Carlos Alex
Aqui tá de boa. O que acontece ai?
Arthur Mendonça Fresca
Danilo Kleber. Notei a mesma coisa
Flávio de Souza
Como todos os anúncios do facebook são bloqueados no meu browser e eu não uso nenhum dos apps que ele me oferece, para mim não vai fazer a mínima diferença!!! Eles vão apenas rastrear o que já estão cansados de saber sobre mim, rsrsrs!!!
Danilo Kleber
O feed RSS do Tecnoblog tá bugado ou é uma estratégia para as pessoas visitarem o site?
Diéssica Gurskas
Convenhamos que analisar a interatividade sob uma ótica sensacionalista alienará os usuários com a questão da privacidade NO ATO. A verdade é que somos - e devemos ser -, o tempo todo, "rastreados" por qualquer software de certa forma; afinal, o computador funciona de forma lógica e necessita receber certas informações de interatividade. O sistema operacional e o browser, por exemplo, necessitam disso para serem o que são e funcionarem do jeito que funcionam. O que o Facebook está buscando fazer, entretanto, é elevar esse nível de interatividade - o que é, francamente, esperado para uma rede social, que se foca primordialmente em experiência e informação. A nossa interatividade é informação ao computador, e cabe ao interativo conscientizar-se do que está sendo feito com a informação computada.
Diéssica Gurskas
Convenhamos que analisar a interatividade sob uma ótica sensacionalista alienará os usuários com a questão da privacidade NO ATO. A verdade é que somos - e devemos ser -, o tempo todo, "rastreados" por qualquer software de certa forma; afinal, o computador funciona de forma lógica e necessita receber certas informações de interatividade. O sistema operacional e o browser, por exemplo, necessitam disso para serem o que são e funcionarem do jeito que funcionam. O que o Facebook está buscando fazer, entretanto, é elevar esse nível de interatividade - o que é, francamente, esperado para uma rede social, que se foca primordialmente em experiência e informação. A nossa interatividade é informação ao computador, e cabe ao interativo conscientizar-se com o que está sendo feito com a informação computada.