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Um papo sobre zumbis, vampiros, lobisomens e Dead Island com o produtor de Dying Light

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Uma das promessas da Warner para 2014 é o jogo Dying Light. O nome dá uma boa pista do que se trata: é um survival de zumbis no qual o jogador precisa sobreviver durante o dia, quando eles estão mais, digamos, dóceis, e à noite, quando ficam mais agressivos e espertos. Ele foi feito pela mesma empresa responsável por Dead Island, a Techland.

As semelhanças entre os títulos parecem bem evidentes logo de cara, mas o produtor Tymon Smektala garante que não é bem assim. Embora concorde que, ao ver screenshots, os jogos se parecem, ele garante que o gameplay é bem diferente. "Não tem muitas coisas que passaram de um para o outro - na verdade, acho que nada foi diretamente transferido", nos contou durante a BGS. "Fizemos quase tudo do zero e acho que foi bom, porque não tivemos que melhorar algo que já existia, mas fazer algumas coisas melhores desde o começo". A engine de Dying Light também é novidade: o jogo utiliza a sexta versão da Chrome Engine, criada pela própria Techland e otimizada para a próxima geração, enquanto Dead Island ficou na quinta.

A principal característica do jogo é a mudança entre dia e noite, que muda também a posição do jogador: de dia, ele é o caçador; de noite, a caça. Apesar dessa definição, o jogo não é simplesmente um mata-mata de zumbis (apesar desta ser a parte mais legal). É possível desenvolver outras estratégias para cumprir seus objetivos, sem precisar partir para cima dos monstros. "Você sempre terá opções para escolher; uma delas é matar zumbis e sabemos que os jogadores gostam disso. Mas eles também podem correr, usar a inteligência para evitar qualquer contato com zumbis, colocar armadilhas", explica Smetkala.

Gameplay

Foi difícil arrancar alguma informação sobre a história de Dying Light - pudera, o jogo é relativamente novo: foi anunciado na E3, em junho. Mas o produtor contou que ele se passa na cidade fictícia de Hawram, que está cercada por militares. Aparentemente, o mundo lá fora continua normal. O jogador é um dos sobreviventes e está lá por um motivo ainda não revelado, mas Smetkala afirma que não é nada além de lugar errado, hora errada.

A origem da infecção também não foi revelada, já que está "muito permeada com a história do jogo". O produtor afirmou que tudo será revelado ao longo da história, com os sobreviventes encontrando pistas para descobrir o que houve.

Será possível escolher entre quatro personagens para jogar. Cada um tem backgrounds diferentes mas, ao contrário de Dead Island, não há diferenças nas suas habilidades a princípio e elas podem ser moldadas ao longo do jogo. "[Em Dead Island] você fazia essa escolha no começo e precisava ficar com ela até o fim. Em algum ponto, poderia perceber que não gostou dessa decisão feita 10 horas antes", comenta o produtor. "Os personagens serão revelados no futuro, mas cada tipo de jogador - homem, mulher, branco, negro - encontrará algo para si". Comentei que sempre jogava com a chinesa Xian Mei porque gostava da ideia de matar zumbis usando salto alto e ele falou que "acho que você vai gostar especialmente de um dos nossos personagens, então" - fica aí a dica.

"Mais um jogo de zumbi?"

dying light

Dá um sorriso aqui!

Talvez você tenha falado isso ao ouvir falar de Dying Light, mas Smetkala não acha que exista um problema aí, nem que o mercado esteja saturado: "o gênero zumbi existe há cinco ou seis décadas e ainda está forte. A cada ano fica mais forte, sempre tem um jogo, filme ou HQ que o mantém interessante. Depende de uma equipe criativa fazer algo novo e acho que conseguimos isso". Ele também cita jogos de guerra, como Call Of Duty e Battlefield, como exemplos de que não existe isso de saturação de um gênero.

Sobre os monstros em Dying Light, há uma influência velada de outros monstros clássicos, como vampiros e lobisomens: há os que se transformam fisicamente à noite e os que não saem durante o dia. O produtor garante que não foi algo intencional, no entanto: "apenas tentamos pensar no que poderíamos fazer para tornar nossos zumbis diferentes. Foi acidental".

Ainda que sem querer, esta pode ser uma pista de como Dying Light se leva a sério na tarefa de ser um survival horror. De fato, o trailer mostrado na conferência da Warner na BGS era bem tenso (a demo da feira, nem tanto).

O jogo ainda não tem data de lançamento prevista, somente que será em algum momento de 2014, e chegará para PC, Xbox 360 e One e PS3 e PS4.

Comentários

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Filipe Silva
Fantástico o trailer! Adorei a dinâmica do game e a diferença de comportamento a noite! Esse eu paro pra jogar!