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Moto G, o melhor smartphone barato do mercado

Smartphone da Motorola foi lançado no Brasil por R$ 649 com 8 GB de memória.
Moto G tem chip quad-core de 1,2 GHz, tela HD de 4,5 polegadas e 1 GB de RAM.

Por
4 anos atrás
9.5

Prós

  • Bateria com boa autonomia
  • Boa pegada; confortável de segurar
  • Custo-benefício acima da média
  • Ótimo desempenho
  • Tela com excelente definição

Contras

  • Falta de entrada para cartão de memória pode ser um limitador

Em novembro de 2013, a Motorola realizou um evento em São Paulo para revelar ao mundo mais um smartphone da era Google. O Moto G não impressiona por ter um processador poderoso, uma tela com definição absurdamente alta ou funcionalidades inovadoras, mas chamou a atenção por um fator muito importante: o preço.

Lançado no Brasil com preço sugerido de 649 reais na versão mais simples, o Moto G promete ser um smartphone acessível sem comprometer a experiência de uso. Com processador quad-core de 1,2 GHz, tela de 4,5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels, 1 GB de RAM e um Android livre de inutilidades, ele se posiciona como uma boa opção para quem não quer gastar muito.

Como o Moto G se comporta na prática? E o desempenho? A bateria dá conta do recado? O que a Motorola precisou deixar de lado para torná-lo mais barato que o irmão Moto X? A câmera tira boas fotos? O fone de ouvido que acompanha o Moto G Music Edition é bom? Durante mais de uma semana, usei o Moto G como meu smartphone principal e nos próximos parágrafos você confere todas as respostas.

Design e pegada

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O Moto G é visualmente muito parecido com o Moto X. As principais características de design do irmão maior também estão presentes no Moto G, incluindo a curvatura na traseira, um pequeno detalhe que faz o aparelho se adaptar melhor ao formato das mãos e melhora substancialmente a pegada. Combinado com a largura de apenas 65,9 mm, o aparelho ficou bem confortável de segurar.

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Há algumas diferenças sutis em relação ao Moto X. O Moto G é mais espesso, a curvatura na traseira é menos acentuada, o peso é um pouquinho maior e a tampa traseira é removível, apesar deste detalhe ser mais estético que funcional: não há bateria removível ou entrada para cartão de memória, então você só terá acesso aos slots para os chips da operadora. Uma edição especial, chamada Colors Edition, inclui quatro capas coloridas.

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A tampa traseira é encaixada firmemente no aparelho, o que causa boa impressão sobre a construção, mas dificulta a remoção, pelo menos nas primeiras tentativas. É necessário forçar a retirada a partir do pequeno buraco da porta Micro USB e, como há muitas travinhas na capa, talvez você tenha alguns dedos machucados ou unhas destruídas antes de conseguir pegar o jeito da coisa. De qualquer forma, não é algo que você fará constantemente.

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Outro detalhe sobre a traseira é que a Motorola decidiu não colocar nenhuma textura: ela é totalmente lisa e virou um ímã de impressões digitais e suor das mãos. No fim do dia, o Moto G certamente ficará com sujeira visível, especialmente se você usar a tampa padrão, na cor preta, que parece ressaltar o problema. E nem adianta esfregar na camiseta, porque as manchas permanecerão visíveis. É bom arranjar um paninho úmido.

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Assim como nos aparelhos mais recentes da Motorola, não há botões físicos na parte frontal: eles são exibidos pelo sistema, diretamente na tela de 4,5 polegadas. Também na frente, estão o alto-falante, o LED de notificações e uma câmera de 1,3 MP para chamadas em vídeo, que não surpreende pela qualidade.

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Na lateral direita estão o controle de volume e o botão liga/desliga. Não há botão dedicado para a câmera. O conector Micro USB e o microfone ficam na parte inferior. Centralizada no topo está a entrada para fones de ouvido de 3,5 mm. A traseira abriga a lente da câmera de 5 MP, o flash LED e o alto-falante, que consegue emitir som alto e sem distorções.

Tela

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Durante o evento de lançamento, a Motorola fez questão de destacar a qualidade da tela do Moto G. A empresa chegou a citar que o visor do Moto G possui tamanho, resolução e definição maiores que o display do iPhone 5s, um smartphone que custa mais que o triplo do preço. São 4,5 polegadas, 1280×720 pixels e 329 ppi, contra 4 polegadas, 1136×640 pixels e 326 ppi da tela Retina dos iPhones mais novos.

A verdade é que esses informações apenas revelam a densidade de pixels, não a qualidade da tela. Como vimos na tela decepcionante do Xperia Z1, não podemos opinar sobre um display apenas pelos números da ficha de especificações. Mas mesmo fazendo uma avaliação mais profunda, dá para dizer que a tela do Moto G é muito boa, ainda mais considerando seu preço: ninguém, apenas olhando a tela, apostaria que ela equipa um aparelho de 649 reais.

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A tela do Moto G possui excelente definição, boa visualização sob a luz do sol e ótimas relações de brilho e contraste. Os pretos não são tão profundos quanto em uma tela AMOLED, mas são satisfatórios. E as cores também não são muito saturadas, mas aqui trata-se apenas de uma questão de gosto: ultimamente, tenho preferido as cores mais naturais do LCD em vez dos tons mais vibrantes (às vezes em excesso) do AMOLED.

O ângulo de visão é ótimo, apesar da Motorola não informar nos materiais de divulgação que o Moto G possui um painel IPS. Não há variações de cores notáveis ao inclinar o aparelho, um problema que inexplicavelmente existe em smartphones lançados no Brasil pelo triplo do preço. A proteção Gorilla Glass 3 é um bom adicional para um smartphone da categoria do Moto G.

Em relação ao Motorola RAZR D3, antecessor do Moto G que foi lançado no primeiro semestre do ano por um preço ligeiramente maior no Brasil (799 reais), não há nem comparação quanto à qualidade da tela: o segundo possui um visor significativamente superior.

Software e multimídia

O Android 4.3 do Moto G é praticamente puro, não trazendo quase nenhuma modificação em relação ao Android original. A mudança mais visível está na barra inferior de botões, que ficou translúcida. De resto, o Moto G possui um Android muito semelhante ao dos Nexus. Trata-se de mudança drástica de postura em relação aos velhos tempos da Motorola, que enchia os aparelhos de inutilidades, incluindo a pesada e odiada interface Motoblur.

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Há poucos aplicativos adicionais pré-instalados em relação ao pacote original do Android. São apenas cinco:

  • Assist: silencia o aparelho enquanto você estiver dormindo e pode enviar mensagens de texto automáticas para quem ligar para o seu celular enquanto você estiver numa reunião;
  • BR Apps: lista os aplicativos nacionais exigidos pelo governo brasileiro aos smartphones beneficiados pela desoneração de impostos;
  • Migração Motorola: importa contatos, mensagens de texto, histórico de ligações, configurações e arquivos de mídia de outro smartphone;
  • Moto Care: mostra perguntas e respostas sobre o aparelho e permite que você entre em contato com o suporte, inclusive por bate-papo;
  • QuickOffice: editor de textos, planilhas e apresentações de propriedade do Google. Funciona como gerenciador de arquivos e possui integração com o Google Drive.

Os players de áudio e vídeo são os padrões do Google: Play Música e Play Filmes. Infelizmente, os codecs nativos não foram capazes de rodar um vídeo em *.mkv com resolução 720p: houve travadinhas constantes e engasgo de frames. Ao usar o MX Player, disponível para download gratuitamente no Google Play, foi possível executar o vídeo tranquilamente. Ah sim: diferentemente do Moto X, há rádio FM.

Um ponto que deve decepcionar algumas pessoas é o fato da Motorola não ter colocado alguns recursos bacanas do Moto X. O Active Display, que pulsa notificações na tela assim que elas chegam, não está disponível no Moto G, provavelmente devido a falta de um painel AMOLED, que acende apenas os pixels necessários; na tela LCD do Moto G, o gasto adicional de energia talvez não compensasse a comodidade. Em vez disso, a Motorola colocou um LED de notificações próximo à câmera frontal.

Motorola X8 Mobile Computing System, responsável pelos recursos mais "humanos" do Moto X, não está no Moto G

Motorola X8 Mobile Computing System, responsável pelos recursos mais “humanos” do Moto X, não está no Moto G

Funcionalidades que dependem do chip Motorola X8 também não estão disponíveis. Não é possível acordar o smartphone dizendo “Ok, Google Now”, uma vez que o Moto G não possui um processador dedicado para linguagem natural que fique sempre ativo. O movimento de chacoalhar o aparelho para abrir o aplicativo da câmera também não funciona.

Aqui, é importante chamar a atenção para uma informação errada que está sendo espalhada pela internet: o Android 4.4 não trará aos smartphones o recurso de entender o comando de voz “Ok, Google” a qualquer momento. No Nexus 5, o reconhecimento de fala só acontece quando o usuário estiver na tela inicial ou no aplicativo do Google Now. Ou seja, mesmo após o Moto G receber a atualização para o KitKat, prometida pela Motorola para o final de janeiro de 2014, ele não se comportará como o Moto X.

Hardware, conectividade e acessórios

Para um smartphone lançado por 649 reais, a Motorola foi bem generosa ao escolher os componentes do Moto G. Além da tela, que realmente impressiona para um aparelho dessa faixa de preço, o hardware está acima da média. O chip é um Snapdragon 400 com processador quad-core de 1,2 GHz e GPU Adreno 305. Há 1 GB de RAM.

Apesar dos números darem a entender o contrário, é válido notar que o processador do Moto G é mais humilde que o do irmão mais caro: são quatro núcleos Cortex-A7, que fornecem menos desempenho e possuem foco em eficiência energética (e baixo custo), enquanto o Moto X possui dois poderosos núcleos Krait 300 de 1,7 GHz. O Krait 300, da Qualcomm, é baseado no Cortex-A15 e também é adotado pelo Snapdragon 600, que equipa o Galaxy S4.

Mas o fato do chip do Moto G ser mais simples não significa que o desempenho seja ruim. Muito pelo contrário: durante os dias em que usei o Moto G, senti um sistema bastante fluido e ágil, com aplicativos que carregaram rapidamente. Ele certamente agradará a maioria dos usuários. A GPU Adreno 305, apesar de ser não ser tão potente quanto a Adreno 320 do Moto X, não decepcionou: consegui rodar jogos como Real Racing 3, Dead Trigger 2 e Asphalt 8: Airborne com boa qualidade gráfica e taxa de frames satisfatória.

O limitador deve ficar por conta da RAM: com vários aplicativos sendo executados ao mesmo tempo, os engasgos característicos do Android aparecem. As animações começaram a dar travadinhas enquanto estava ouvindo música por streaming no Play Música, fazendo cache offline de feeds no Press e alternando entre Twitter, Facebook, Gmail e Chrome, com cinco ou seis abas abertas. No entanto, isto é algo pesado até mesmo para Androids mais caros.

O bom desempenho se refletiu nos resultados dos benchmarks, não muito atrás dos smartphones topo de linha, como o Galaxy S4.

Para referência, estes são os números obtidos pelos benchmarks no navegador padrão, Chrome:

  • Sunspider 1.0.2: 1.413,1 ms
  • Mozilla Kraken 1.1: 16.725,1 ms
  • Google Octane 2.0: 1823 pontos

Na caixa compacta do Moto G, a Motorola não envia nada além do essencial: tem manual de instruções, cabo USB, carregador de tomada de 850 mA que leva cerca de três horas para dar uma carga completa e fone de ouvido com microfone, que tem construção bem simples. Se você pretende ouvir músicas no smartphone, recomendo comprar outro fone. O Moto G Music Edition vem com um fone de ouvido sem fio, bastante superior, que comentarei adiante.

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O pecado fica por conta da falta de um slot para cartão de memória. Eu não questiono a ausência de uma entrada para microSD em aparelhos mais caros, que possuem 16 GB de armazenamento ou mais, mas os 8 GB do Moto G podem ser um grande problema para quem costuma guardar músicas ou jogos no smartphone. Como o sistema ocupa boa parte da memória interna, há apenas 5 GB disponíveis para o usuário.

Os compradores do Moto G ganham 50 GB de espaço adicional no Google Drive por dois anos, o que pode amenizar o problema da falta de espaço, mas a verdade é que, considerando a realidade das conexões que temos hoje, o armazenamento na nuvem não substitui o armazenamento local de arquivos.

A falta de uma opção para expandir o armazenamento faz sentido do ponto de vista do desempenho (cartões de memória geralmente são mais lentos que a memória interna) e também de mercado, afinal, a Motorola também vende uma edição mais cara do Moto G, com 16 GB de armazenamento interno e suporte a dois SIM cards, por R$ 799. Mesmo assim, esse detalhe certamente afastará alguns compradores.

Câmera

Se o Moto G impressiona pela tela, pelo hardware e pelo desempenho, é na câmera que ele mostra ser um smartphone básico. As fotos tiradas pelo sensor de 5 MP não são horríveis, mas também não surpreendem.

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Em situações com bastante luz natural, as fotos chegam a ser boas, apesar do nível de detalhes não ser melhor que em outros aparelhos da mesma faixa de preço; uma olhada rápida nas copas das árvores é suficiente para notar o problema. Em ambientes internos, as fotos já começam a piorar significativamente: há presença de ruído e granulação. Com pouca luz, esqueça: você até conseguirá fazer fotos minimamente interessantes de paisagens e objetos estáticos, mas nada além disso.

Abaixo você confere exemplos de fotos tiradas com o Moto G, sem nenhum tratamento. A primeira foto estava com o HDR ativado; a segunda demonstra bem a granulação em ambientes internos; e a quinta e sexta revelam a falta de nitidez. As imagens estão em resolução total (3,8 MP em proporção 16:9).

A deficiência em detalhes, além do alto nível de compressão, também é notada durante a gravação de vídeo, com resolução de 720p e codec H.264. No entanto, a captura de áudio é boa, significativamente melhor que a do RAZR D3, que gerava som metalizado e filmava em 3GP. Assista abaixo ao vídeo de teste de filmagem:

Apesar das limitações, a câmera do Moto G é bem decente. Atualmente, não há nenhum smartphone dessa faixa de preço com câmera muito superior.

Bateria

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A Motorola colocou uma bateria de 2.070 mAh no Moto G, um pouco menor que a de 2.200 mAh do Moto X. Ela dá conta do recado: com quase duas horas de música por dia, meia hora de navegação em 3G e notificações ligadas o dia todo, sempre conseguia sair às 10h e chegar em casa às 21h com algo entre 35% e 60% de bateria, sem ativar o modo de economia de energia, o que é uma marca muito boa.

O aparelho obteve excelente desempenho nos nossos testes de bateria, que envolvem execução de arquivos multimídia, navegação na web, ligação telefônica e jogos. A tabela completa e uma descrição detalhada da metodologia do teste podem ser conferidos neste link.

Com uso intenso, o gasto de bateria foi de 55%, ou seja, em três horas, o nível de bateria caiu de 100% para 45%. Com uso moderado, o gasto foi de apenas 25%. Ele foi melhor que o RAZR D3 (67% e 40% em uso intenso e moderado, respectivamente) e Lumia 620 (74% e 44%) e muito superior ao Nexus 4 (81% e 57%). Foi um dos melhores resultados que tivemos desde que adotamos este método de teste de bateria.

Moto G Music Edition

Com preço sugerido de 999 reais, o Moto G Music Edition é uma edição especial que traz um Moto G com 16 GB de armazenamento interno e suporte a dois SIM cards, além de um fone de ouvido sem fio Tracks Air, da Sol Republic, que funciona por meio de Bluetooth. Em smartphones com NFC, uma conexão que o Moto G ironicamente não possui, conectar o fone ao aparelho é ainda mais fácil: basta encostar a traseira do smartphone com o lado direito do fone e todo o resto será feito automaticamente.

O fator preço pesa novamente aqui. Considerando que o Moto G Music Edition custa R$ 999 e o Moto G Colors Edition custa R$ 799, ambos dual SIM e com 16 GB de memória, dá para dizer que a Motorola está cobrando pouco mais de 200 reais pelo Tracks Air (o Music Edition não traz as quatro capinhas coloridas). O curioso é que, nos Estados Unidos, o mesmo fone de ouvido é vendido pela Sol Republic por US$ 199,99, mais que o dobro do valor cobrado pela Motorola no Brasil. Trata-se de algo bastante incomum no nosso mercado.

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A caixa do Moto G Music Edition, significativamente maior que a do Moto G normal, traz como adicional um cabo com microfone para conectar o Tracks Air ao smartphone, manuais de instrução e uma bolsa para o fone de ouvido, além do próprio Tracks Air, que vem desmontado. Na prática, a bolsa é apenas um pequeno agrado ao usuário, já que é feita de tecido e não protege o headphone. Aquele fone de ouvido com fio, branco e simples, que vem com o Moto G normal, não acompanha o Music Edition.

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Dentro da caixa, o Tracks Air vem desmontado, com os falantes separados do arco. Isso é possível porque, nos Estados Unidos, a Sol Republic venderá hastes de diferentes cores, chamadas PowerTracks, para quem enjoar da cor padrão. A conexão entre os dois lados é feita através do contato com uma faixa metálica, o que também permite ajustar a altura do fone. Algo que não achei visualmente agradável é o fato de parte da haste ficar sobrando — e olha que minha cabeça nem é pequena.

O lado direito do fone traz os botões liga/desliga, o controle de volume e um botão multifuncional, que pode ser usado para controlar a música (aperte uma vez para pausar, duas vezes para avançar de faixa e três vezes para voltar). O botão liga/desliga acende para mostrar quando está ligado, carregando ou com a bateria fraca, por exemplo. Do mesmo lado está o conector Micro USB para carregar o Tracks Air.

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Trata-se de um fone de ouvido de boa qualidade. Há um claro favorecimento aos graves, algo que pode ser sentido especialmente em volumes mais altos, o que por vezes parece prejudicar um pouco a definição da música, resultando em um som “abafado”. No entanto, considerando que boa parte dos que estão lendo este texto gostam de graves fortes, o Tracks Air certamente agradará a maioria das pessoas.

O fone é relativamente confortável e fica bem preso à cabeça, além das espumas funcionarem bem para isolar o som externo. De acordo com a Sol Republic, a autonomia é de 15 horas. Eu consegui usá-lo direto por dois dias seguidos antes do fone começar a apitar para avisar da bateria fraca, então dá para dizer que bateria não será um problema aqui. Percebi travadinhas no som em algumas ocasiões, mas nada que incomodasse.

Pontos negativos

  • Falta de entrada para cartão de memória pode ser um limitador.

Pontos positivos

  • Bateria com boa autonomia.
  • Boa pegada; confortável de segurar.
  • Custo-benefício acima da média.
  • Ótimo desempenho.
  • Tela com excelente definição.

Conclusão

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O Moto G definitivamente não é o melhor smartphone que testei nesses quase dois anos no Tecnoblog, mas este certamente é o review mais positivo que já escrevi sobre um produto. A verdade é que, para a maioria das pessoas, preço é o primeiro fator a se considerar na hora de adquirir um novo smartphone. A Motorola conseguiu juntar bons componentes e um software otimizado e ao mesmo tempo cobrar um valor muito atraente.

A qualidade da tela do Moto G é algo que não se encontra em aparelhos dessa faixa de preço. O desempenho passa longe do sofrimento dos aparelhos Android de baixo custo. O Android puro é algo que atrai muitas pessoas, e a promessa de atualização para o KitKat no início de 2014 só melhora a situação. A bateria, um ponto que muitos aparelhos ainda pecam, consegue aguentar muito bem um dia inteiro de uso.

Atualmente, não há muitos concorrentes que chegam perto do Moto G. O RAZR D3 pode ser encontrado por cerca de 600 reais no Brasil, mas tem tela e hardware inferior. O Nexus 4, que frequentemente figura em promoções por menos de 800 reais, possui processador mais poderoso e o dobro da RAM, mas peca na bateria e não possui uma pegada tão boa. O RAZR i tem bom acabamento e hoje está na mesma faixa de preço do Moto G, mas já sente o peso da idade. O Xperia M é inferior em quase todas as características e custa mais caro.

Além disso, se formos considerar preços promocionais, precisamos lembrar que, como todo Android, o Moto G já começou a baixar de preço. O modelo de 8 GB com suporte a dois SIM cards, que possui preço sugerido de 699 reais, apareceu recentemente por 554 reais. Já o Moto G de 16 GB, com quatro capinhas coloridas e suporte a dois SIM cards, que foi lançado por 799 reais, surge em promoções esporádicas por menos de 700 reais. Em regra, as lojas online oferecem 10% de desconto para pagamento à vista.

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O Moto G Music Edition possui bom custo-benefício para quem está procurando um fone de ouvido Bluetooth. Eu não compraria o Tracks Air por 200 dólares, mas pagaria os 200 reais a mais caso estivesse comprando um Moto G. Assim como nos casos acima, o Music Edition apareceu recentemente em ofertas: apesar de possuir preço sugerido de 999 reais, algumas lojas fizeram promoções por 699 reais mais de uma vez. Descontos assim são raros, mas, caso apareçam novamente, são um ótimo negócio.

Com preço bastante agressivo, o Moto G tem tudo para vender bem. Minha torcida é para que outros fabricantes corram atrás da Motorola e lancem mais aparelhos bons e baratos no país. Por enquanto, posso afirmar que o Moto G é, sem sombra de dúvidas, o smartphone com a melhor relação custo-benefício à venda hoje no Brasil.

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Especificações técnicas

  • Bateria: 2.070 mAh.
  • Câmera: 5 megapixels (traseira) e 1,3 megapixels (frontal).
  • Conectividade: 3G, Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0.
  • Dimensões: 129,9 x 65,9 x 11,6 mm.
  • GPU: Adreno 305.
  • Kit contém: Moto G, fone de ouvido (3,5 mm), carregador, cabo USB e manuais de instrução.
  • Memória externa: sem suporte a cartão microSD.
  • Memória interna: 8 GB ou 16 GB.
  • Memória RAM: 1 GB.
  • Peso: 143 gramas.
  • Plataforma: Android 4.3 (Jelly Bean).
  • Processador: quad-core Snapdragon 400 de 1,2 GHz.
  • Sensores: acelerômetro, bússola, proximidade.
  • Tela: LCD de 4,5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels e proteção Gorilla Glass 3.

Publicado originalmente em 23 de novembro de 2013. Atualizado em 24 de janeiro de 2014 para incluir os testes do Moto G Music Edition e do fone de ouvido Sol Republic Tracks Air.

Notas Individuais

Design
9
Tela
10
Câmera(s)
Desempenho
10
Sistema Operacional
Bateria
9
Qualidade da Chamada