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Motorola contrata 3D Systems para criar plataforma de impressão 3D para o Project Ara

Emerson Alecrim Por

Quase um mês depois de seu anúncio, a ideia ainda parece surreal, mas a Motorola está mesmo determinada a levar o Project Ara adiante. Nesta sexta-feira, a companhia anunciou um acordo com a 3D Systems para que esta desenvolva uma plataforma capaz de produzir módulos para os aparelhos oriundos da iniciativa.

Para quem não se inteirou do assunto, o Project Area visa permitir a qualquer pessoa ter um smartphone com hardware e recursos personalizados, tal como é possível fazer com desktops, por exemplo. Explicamos todo o conceito neste post.

Entre os vários desafios da ideia está a necessidade de se criar um ecossistema aberto de hardware capaz de beneficiar uma grande quantidade de usuários. É aí que a 3D Systems passa a atuar: a missão da companhia é a de criar uma solução de impressão 3D capaz de gerar diversos tipos de módulos - inclusive alguns com condutividade elétrica -, mas sem esquecer do fator viabilidade.

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A intenção é fazer com que esta plataforma de impressão responda pela fabricação, se não de todos, do máximo possível de componentes dos aparelhos, inclusive o case estrutural que a Motorola chama de endoesqueleto. Posteriormente, a solução poderá ser utilizada por um fabricante de baterias, por exemplo.

Na prancheta, é tudo bonito e maravilhoso. Colocar estas intenções em prática é que vai custar o sono de muitos engenheiros. Em seu comunicado, a própria 3D Systems reconheceu que precisa lidar com aspectos como resistência de material (um desafio em impressões 3D), uso de tintas condutoras e produção massiva em velocidade hábil.

Nenhuma das empresas revelou detalhes. Não se sabe, por exemplo, quais os custos previstos para o projeto e como a distribuição dos aparelhos ou mesmo dos seus módulos será feita. Uma das possibilidades é o uso de um sistema similar ao Moto Maker, que permite ao consumidor (norte-americano) customizar as cores de seu Moto X antes da compra. Coincidência ou não, este é o aparelho que, pelo menos até que o Project Ara vingue, continua sendo o smartphone mais personalizável do mercado.

Com informações: TechCrunch