Quase um mês depois de seu anúncio, a ideia ainda parece surreal, mas a Motorola está mesmo determinada a levar o Project Ara adiante. Nesta sexta-feira, a companhia anunciou um acordo com a 3D Systems para que esta desenvolva uma plataforma capaz de produzir módulos para os aparelhos oriundos da iniciativa.

Para quem não se inteirou do assunto, o Project Area visa permitir a qualquer pessoa ter um smartphone com hardware e recursos personalizados, tal como é possível fazer com desktops, por exemplo. Explicamos todo o conceito neste post.

Entre os vários desafios da ideia está a necessidade de se criar um ecossistema aberto de hardware capaz de beneficiar uma grande quantidade de usuários. É aí que a 3D Systems passa a atuar: a missão da companhia é a de criar uma solução de impressão 3D capaz de gerar diversos tipos de módulos – inclusive alguns com condutividade elétrica -, mas sem esquecer do fator viabilidade.

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A intenção é fazer com que esta plataforma de impressão responda pela fabricação, se não de todos, do máximo possível de componentes dos aparelhos, inclusive o case estrutural que a Motorola chama de endoesqueleto. Posteriormente, a solução poderá ser utilizada por um fabricante de baterias, por exemplo.

Na prancheta, é tudo bonito e maravilhoso. Colocar estas intenções em prática é que vai custar o sono de muitos engenheiros. Em seu comunicado, a própria 3D Systems reconheceu que precisa lidar com aspectos como resistência de material (um desafio em impressões 3D), uso de tintas condutoras e produção massiva em velocidade hábil.

Nenhuma das empresas revelou detalhes. Não se sabe, por exemplo, quais os custos previstos para o projeto e como a distribuição dos aparelhos ou mesmo dos seus módulos será feita. Uma das possibilidades é o uso de um sistema similar ao Moto Maker, que permite ao consumidor (norte-americano) customizar as cores de seu Moto X antes da compra. Coincidência ou não, este é o aparelho que, pelo menos até que o Project Ara vingue, continua sendo o smartphone mais personalizável do mercado.

Com informações: TechCrunch

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Thiago Torres
Melhor devolver para a empresa para que ela trate da reciclagem do material ao invés de deixar na mão de um povo como o nosso...
Artur Domingues
Isso nos EUA e Europa
Renan Lira
O problema são os drivers. O lado positivo é a Motorola estar do lado Google da força. Apesar de sempre ter sido um sonho meu um smartphone com hardware personalizável isso pode ser um tiro no pé em questão de software. Vamos ver no que dá.
Leonardo Ribeiro
Só falta ter a assistencia tecnica do google, que te manda um produto novo e vc faz oq quiser com oq esta com defeito
Charles Souza
Se a Motorola conseguir, ela terá tudo pra passar a Samsung, Parabéns, essa empresa não para de melhorar, e superar expectativas!