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Tribunal de Justiça proíbe Tubby, aquele app para avaliar o desempenho sexual das mulheres no seu Facebook

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4 anos atrás
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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais proibiu a publicação do aplicativo Tubby em todo o Brasil. A decisão liminar foi proferida na tarde desta quarta-feira, depois que grupos de defesa dos direitos das mulheres entraram com o pedido de proibição baseando-se na Lei Maria da Penha. O juiz responsável pela decisão, Rinaldo Kennedy Silva, explicou nos autos que a tese exposta – de que o aplicativo promove a violência contra a mulher – possui “plausibilidade jurídica”.

Tubby permitiria avaliar desempenho sexual das mulheres no seu Facebook

Tubby permitiria avaliar desempenho sexual das mulheres no seu Facebook

A notícia chega no mesmo dia em que o aplicativo, uma espécie de resposta ao Lulu, deveria chegar às lojas de apps. Entretanto, os criadores dele adiaram o lançamento para a próxima sexta-feira.

Já diz o velho ditado: decisão judicial não se discute, mas se respeita. Os criadores do aplicativo terão que ir à Justiça para ter garantido o direito de lançá-lo.

A proibição da 15ª Vara Criminal de Belo Horizonte – especializada em proteger os direitos da mulher – é bem abrangente. Ela vale para os rapazes que inventaram o Tubby e também para o Facebook, o Google e a Apple. Na prática, quer dizer que o Facebook não poderá permitir o uso do login dos usuários para acessar o aplicativo e as demais empresas não poderão disponibilizá-lo na Play Store e na App Store.

Pois é, a situação complicou de vez.

O juiz ainda reconheceu nos autos o receio de que possíveis danos para as mulheres seriam difíceis de reparar depois:

“Há também fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la.”

Nós ainda não sabemos como os criadores do Tubby pretendem reagir. Pelo menos um bom argumento eles poderiam usar logo de cara: a liberdade de expressão. Veja bem, não estou me posicionando a favor nem contra o app, mas é fato que a proibição do uso do serviço antes mesmo de ele ir ao ar poderia tranquilamente entrar na discussão sobre censura. Deixemos para os advogados e a Justiça discutirem o caso.

Corrida contra o tempo

Logo que apareceu a notícia de que o Tubby seria lançado, as mulheres correram ao site oficial para pedir a remoção de seus nomes da listagem de moças do aplicativo. Dessa forma, os usuários ficariam impossibilitados de atribuir notas e etiquetas para o desempenho sexual das moças. Para tanto, elas precisavam primeiro autorizar o acesso do aplicativo às informações no Facebook. Até agora persiste a dúvida se o Tubby poderia usar os dados dessas moças para outros fins diferentes daqueles divulgados pelo aplicativo.

Lulu no Ministério Público

O Tubby é uma “resposta masculina”, praticamente uma vingança dos homens, ao aplicativo Lulu. Basicamente, ele permite às mulheres também atribuir notas para os amigos do sexo masculino no Facebook. O app causou polêmica porque muitas pessoas se sentiram invadidas em sua privacidade, com informações particulares divulgadas por meio da maior rede social da atualidade.

O Ministério Público até abriu um inquérito para investigar possíveis violações à honra e à privacidade no Lulu. De certa forma, o Tubby tem o mesmo propósito, então não duvide se o MP decidir investigar também a versão masculina da coisa.

      • Matheus Carvalho Batista

        Marcus, você me parece uma pessoa esclarecida.
        Porém os aplicativos diferem em uma coisa: o funcionamento de nossa sociedade é baseado em uma subjugação da mulher ao homem. Por isso há leis e ministérios específicos para lidar quanto à violência contra a mulher e para garantir que a igualdade seja conquistada.
        Podemos comprovar este fato com diversos estudos, dentre os quais: http://www.institutoavon.org.br/wp-content/uploads/2013/12/Pesquisa-Avon-Instituto-Ipsos-2013.pdf

        Por isso, o Tubby é muito “pior” do que o Lulu, porque ele apenas exponencia a violência já existente no meio social. O peso das avaliações é milhares de vezes mais pesado sobre a mulher.

        Obrigado.

      • Renato Mendes

        O lulu existe a mais tempo e ninguém viu o “bom senso” de nenhuma mulher agindo em relação a ele. Sua nota não deve ser das melhores no Tubby.

    • Simone Villas Boas

      HAHAHAHAHAHAHAHAH
      não, pera…
      HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAH

    • Denis Belo

      Então, eu acredito que esse é exatamente o problema, a pessoa precisa tomar a iniciativa de ir até o app, para excluir um perfil que ela não criou. O problema da privacidade tá aí…

                  • Raul Nascimento

                    e viva a censura…. \o

                  • aristofeles

                    E, assim, dois aplciativos completamente irrelevantes ganham atenção de TODOS, a nivel nacional. Temo que a geração de hoje, quando entrar no poder dentro de uns 10 ou 20 anos, não vai ser tão estúpida ao “tentar entender a internet” e vai evitar fazer esse tupo de burrice. Pois é divertido de ver!

                  • Eloi Marques Silva

                    Thássius, independente da discussão sobre esses apps em específico o problema com a liberdade de expressão é que o pessoal sempre cita “IV – é livre a manifestação do pensamento” mas esquece do final do inciso “, sendo vedado o anonimato;”. E isso é um problema generalizado na internet. As pessoas podem sim falar o que quiserem mas não de forma anônima, de forma covarde, escondidas. Elas podem exercer esse direito desde que estejam dispostas a assumir as responsabilidades advindas deste exercício, mas essa parte da responsabilidade quase ninguém quer e é aí que complica.

                    • Seu ponto é interessantíssimo. E adicione aí também o princípio da preservação da intimidade – é o mesmo defendido pelos caras que querem barrar as biografias.

                    • Kessler

                      Óbvio, o “argumento” é vigarice pura. Não que o app vá fazer falta, mas como pode se saber que algo que nem foi lançado incentiva violência???

                      • portela.thiago

                        Hashtags associadas a um perfil feminino: #faztudo #liberageral #gulosa #sadomasoquista… Um qualquer, sem noção, q ler isso sobre uma guria pode chegar nela com uma “disposição” à mais, se é q me entende…

                        Só um exemplo, posso estar errado….

                        • Kessler

                          Dizer quem um sem-noção pode fazer qualquer coisa é MUITO diferente de incitar a violência.

                          E sem-noção lá precisa de incentivo para alguma coisa?

                          Sem contar que a porcaria do app nem foi lançado. Estão se embasando em que o app SUPOSTAMENTE fará.

                      • Kessler

                        Proibir algo que nem sequer foi publicado *É* censura.

                        Mas alguém esperava diferente? Quando o Lulu se popularizou, todo mundo achou bonitinho. Agora anunciam uma resposta masculina e todo mundo acha um absurdo, machismo, blablabla.

                        E qual é… Violência contra a mulher? Tá de sacanagem.

                        • Kessler

                          Uau! Na “sociedade machista”, um aplicativo foi proibido se usando de uma lei EXCLUSIVA a mulheres.

                          É muito machismo mesmo…

                          • Almy Fróes

                            Galera, o conceito do Lulu e o Tubby continuam existindo e sempre existiram, chama-se bar, é so juntar os amigos , tomar uma cerva e o mesmo que era conversado la vai ser conversado no bar….

                            • tiagoarabesl

                              Deixa eu ver se entendi direito: Um APP com o nome de LULU já está no “mercado” a algum tempo, já houve caso de indenização, caso de suicídio, pessoas insatisfeitas e o que eu tenho lido é que A NOSSA QUERIDÍSSIMA JUSTIÇA BRASILEIRA TEM QUE ESPERAR ALGUEM SE MANIFESTAR PARA TOMAR ALGUMA DECISÃO A RESPEITO?
                              Por favor né? Quanta ingenuidade meus povos!!! Se a justiça quisesse já teria mandado esse LULU pro espaço há muito tempo!
                              Existem várias anormalidades nessa situação toda:
                              1º – Quer dizer que a justiça fica de braços cruzados vendo o circo pegar fogo, e só faz alguma coisa quando lhe é solicitado?
                              2º – Instalar um aplicativo para “ofender” os machos de plantão é permitido e aceitável, agora quando é para as fêmeas…. aaahhh… aí o bicho pega!
                              3º – Vi alguns dizendo ai que a justiça olha caso por caso, mas vamos colocar a piolhenta pra funfá: Se ela já proibiu o APP antes mesmo de ser lançado, isso é proveniente da polêmica que o tal LULU está causando… certo? Imagino eu que se não houvesse tanto bafafa o Hobby já estaria acessível à todos…. ENTAO PORQUE A POR**** DO LULU AINDA ESTÁ A TODO VAPOR???
                              Gente, caiam na real, aqui no Brasil nada, mas nada mesmo acontece por acaso, existem interesses bem maiores por trás disso… não me perguntem pra que lado, mas sem há o famoso “caroço no angu”.
                              Quando aos machistas e feministas antenados nas novas tecnologias, bom…. que se explodam!
                              Poderia esmiuçar a questão sobre a jurisdição de proibir ou não coisas daqui ou do outro lado do mundo, mas cansei de digitar.

                            • michel_cod

                              Na hora de falar mal de homens,aparece “uns par” de mulherada recalcada,mas na hora de “ser julgada” aí complica…Na hora de fazer o maior sexo oral para o namorado aí esse papo desaparece.

                              ROMÁRIO: “FEMINISTA ATÉ CASAR” explicitou tudo…
                              tenham um excelente dia,hipócritas…