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Microsoft pode estar cogitando oferecer o Windows Phone gratuitamente a fabricantes

Emerson Alecrim Por

O Windows Phone conseguiu se consolidar na terceira posição do ranking de plataformas para smartphones, mas ainda está muito atrás do Android e do iOS. Sabe o que a Microsoft pode estar cogitando para diminuir as diferenças? Disponibilizar licenças gratuitas do Windows Phone para os fabricantes.

A informação vem do The Verge. Segundo fontes ligadas à Microsoft ouvidas pelo veículo, a ideia é um dos planos que vêm sendo estudados com afinco pelo atual vice-presidente de sistemas operacionais da companhia, Terry Myerson. Além do Windows Phone, a estratégia poderia ser aplicada ao Windows RT e até mesmo ao Threshold, codinome atribuído à atualização do Windows prevista para 2015.

Do jeito que é hoje, se uma empresa qualquer quiser colocar aparelhos com Windows Phone no mercado, só poderá fazê-lo se pagar royalties pelo sistema. Os valores dependem do contrato fechado com a Microsoft, mas mesmo uma negociação muito boa pode influenciar no preço final dos dispositivos.

Trata-se de um modelo de negócios herdado das versões do Windows para PCs e servidores que, até hoje, tem sido uma das principais fontes de receita da companhia. Mas, no mercado móvel, é notável que a ideia não é exatamente um sucesso: tirando alguns aparelhos aqui e ali de outros fabricantes, a grande maioria dos dispositivos com Windows Phone veio da Nokia, que não por acaso caiu nas mãos da Microsoft.

Estima-se que pelo menos 80% dos aparelhos com Windows Phone são produzidos pela Nokia

Estima-se que pelo menos 80% dos aparelhos com Windows Phone são produzidos pela Nokia

É claro que a questão do licenciamento não é o único fator que faz com que outros fabricantes não apostem no Windows Phone - também há o ecossistema de aplicativos, por exemplo -, mas, se o fornecimento gratuito de versões do sistema operacional aproximar pelo menos alguns nomes da indústria, talvez o interesse do mercado como um todo pela plataforma aumente.

Não há nada confirmado ainda, é bom ressaltar. Mas as chances são grandes, se considerarmos que a Microsoft já demonstrou interesse na fórmula adotada pelo Google, que fornece o Android de graça e obtém receita, basicamente, com a venda de aplicativos, com a exibição de anúncios nestes e com a divulgação de seus próprios serviços.