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Retrospectiva: 2013 foi um grande ano para os jogos (parte I)

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6 anos atrás

De janeiro a janeiro, uma constante que não se altera é a quantidade de jogos lançados a cada ano. E não importa seu gosto pessoal: se você for fã de FPS, simuladores, MOBAs, MMOs, jogos de dança ou até mesmo for um exímio jogador de True Love, sempre haverá um lançamento que te agrade.

Para não quebrar a corrente, 2013 foi um ano importantíssimo para a indústria, uma vez que a oitava geração de consoles finalmente adentrou ao rol dos videogames, com a junção do PlayStation 4 e do Xbox One na tríade das grandes empresas (cuja primeira ponta já estava fincada desde 2012, no lançamento do Wii U).

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Entretanto, talvez até mais importantes do que os novos consoles, foram os jogos desse período. Numa possível tentativa de utilizar até a última gota dos consoles da última geração, as empresas se empenharam bastante em exibir gráficos surreais, jogabilidades extremamente elaboradas e divertidas e enredos fora da caixinha. Assistindo à batalha para ganhar o público para os novos consoles, as desenvolvedoras focadas em PC acabaram entrando na briga e produzindo títulos tão interessantes quanto.

Sem mais chorumelas, este foi um grande ano para os jogos e estamos aqui para documentar o que de mais importante aconteceu nos jogos durante 2013.  Prepara pras duas partes, porque a lista é grande:

Janeiro

dmc

Janeiro debutou o ano timidamente com algumas gratas surpresas e outras também gratas, mas não tão surpresas assim. DmC: Devil May Cry chegou no dia 15, para PlayStation 3 e Xbox 360, primeiramente bastante criticado, uma vez que trazia o protagonista Dante bastante diferente de seus predecessores. Por se tratar de uma prequela, o jogo apresentava um Dante jovem e rebelde, meio róquenrou. Felizmente, DmC acabou se saindo melhor do que a encomenda (chora, haters) e ganhou notas altas da imprensa especializada (e dos jogadores também).

O primeiro mês de 2013 também trouxe o fantástico RPG Ni No Kuni: Wrath of the White Witch, para PS3, e o puzzle The Cave, idealizado por Ron Gilbert e produzido pela Double Fine. Outros títulos que merecem menção na lista do mês são o beat ’em up Anarchy Reigns, o adventure (divertidíssimo!) Retro City Rampage e Sonic & All-Stars Racing Transformed, para o Wii U.

Fevereiro

dead space 3

Apesar de curtinho, fevereiro veio apinhado de grandes novidades, começando de cara com o RPG baseado em turnos Fire Emblem: Awakening, para o Nintendo 3DS. Não acreditamos piamente em notas, mas é de alguma valia ressaltar que o jogo conseguiu a média de 9,3 no Metacritic, e isso é bastante coisa.

O mês do carnaval também trouxe Dead Space 3, Aliens: Colonial Marines e Crysis 3. Mas acalme-se, esses três últimos entram na classe dos não-tão-legais-assim. Em Dead Space 3, perdeu-se boa parte da tensão e do terror presentes nos jogos anteriores da série, enquanto em Colonial Marines, palavras não conseguiriam descrever a decepção por jogar algo tão ruim baseado numa série tão boa. Só jogando, mesmo, para sentir – o que não recomendamos.

Baldur’s Gate: Enhanced Edition e Brütal Legend vieram resgatar os jogos bons do passado, o segundo sendo apenas uma nova versão  para Mac do adventure de 2009.

Foi também em fevereiro que recebemos a notícia tão esperada do anúncio do PlayStation 4. A Sony pegou todo mundo de surpresa, marcando um evento para o dia 20, e contando assim, do nada, que lançaria seu novo console ainda este ano. Apesar de não ter mostrado muita coisa – nem o próprio console, só o controle – as expectativas para o videogame ficaram lá no alto.

Março

bioshock

Um novo Castlevania para Nintendo 3DS, um novo Naruto, um novo God of War, StarCraft II: Heart of the Swarm, novas e aguardadíssimas aventuras de uma Lara Croft bem jovem em Tomb Raider… O que chamou atenção, mesmo, em março, foram dois fatores, um de fiasco, outro de sucesso estrondoso.

Para começar, a Maxis lançou, junto da EA Games, o novo SimCity, em meio a muitas promessas de um jogo imenso e inovador – o que de fato foi, mas só conseguimos constatar isso depois de, pelo menos, uma semana de tentativa para jogar. Devido ao enorme fluxo de gente querendo experimentar a nova cidade dos Sims, os servidores da EA simplesmente implodiram. Foi necessário muito trabalho e paciência para polir as arestas do jogo, que acabou não convencendo tanto assim: mapas pequenos, modo sempre online e outras limitações práticas acabaram fazendo de SimCity um dos fiascos do ano.

Já nos cases de sucesso, Bioshock Infinite entra com louvor. A trama de explodir cabeças, a sutileza da sidekick Elizabeth, o enredo, os efeitos visuais, tudo se uniu em prol de tornar Infinite um dos maiores jogos de 2013 (e de 2014, e de 2040, e da vida).

Abril

injustice

O segundo trimestre trouxe lançamentos para todos os gostos: no que tange as lutinhas, Injustice: Gods Among Us, da NetherRealm, produtora de Mortal Kombat, fez bonito. No Brasil, o jogo foi totalmente localizado, ganhando vozes dos dubladores responsáveis pelos personagens das séries da DC em terras tupiniquins.

Para os portáteis, Guacamelee!, um brawler todo engraçadão, e Lego City Undercover: The Chase Begins foram boas pedidas. Já Far Cry 3: Blood Dragon, uma piada de primeiro de abril que se tornou real, ficou com o título de grata surpresa de abril – e do ano, já que levou o prêmio de Melhor DLC no VGX. O FPS, uma expansão standalone para Far Cry 3, é uma ótima sátira aos filmes de ação dos anos 80.

Maio

metro

Além de do lançamento de Metro: Last Light, maio nos presenteou com o último ponto no arremate da nova geração: a Microsoft anunciou seu novo console, o Xbox One. Dentre muitas polêmicas envolvendo suas políticas de privacidade, a presença de DRM e o novo Kinect, o videogame acabou passando uma impressão negativa em seus primeiros meses de “vida”, coisa que foi mudando de figura com o tempo.

Junho

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Chegando oficialmente à metade do ano, junho trouxe a E3, o maior evento de games do mundo, que quase ofuscou o lançamento de The Last of Us, game de ação pós-apocalíptico exclusivo para o PlayStation 3 que foi um dos destaques do ano e levou quatro prêmios na VGX.

No evento de Los Angeles, Sony e Microsoft se mostraram crianças birrentas e travaram uma sutil batalha de indiretas, o que não vem tão ao caso assim. O importante é que, como a cada ano, o evento reuniu os maiores nomes da indústria, mas com um destaque interessante: os indies! Isso mesmo: os desenvolvedores independentes tiveram uma participação especialíssima durante a feira, revelando parcerias com produtoras importantes (como as próprias Sony e Microsoft, por exemplo).

Jogos como Battlefield 4 e GTA V ganharam novos trailers, aumentando exponencialmente o trem da empolgação, enquanto novas propriedades intelectuais, como Titanfall, Destiny e o Project Spark foram as atrações-surpresa da feira.

E essa foi só a primeira metade do ano. Fique ligadinho na segunda parte de nossa retrospectiva para saber o que rolou de junho para cá! 🙂

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