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Campuseiros: o que fazem, onde vivem e como se alimentam

Descubra algumas das experiências de 8 mil campuseiros durante a Campus Party

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5 anos atrás
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Que tipo de gente aparece num evento enorme, cheio de palestras, com internet boa e muitas oportunidades de negócios? São os chamados “campuseiros”, nome dado aos participantes do maior rolezinho de tecnologia do Brasil e quiçá do mundo. Saiba quem eles são e o que fazem para sobreviver nessa loucura chamada Campus Party.

Desconhecidos ficaram amigos na Campus

Imagina ir para um evento de 8 mil pessoas e não conhecer ninguém? É o que conta os campuseiros Renan Santos e Letícia Mensor, que depois se tornaram amigos de Aline Silveira, Sillas Amorim e Thyago Antonio, grupo que se conheceu através da Campus Party Recife. Todos eles estão acampados aqui no Anhembi.

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É inevitável a comparação com a Campus Party Recife. “Aqui está bem mais desorganizado e inseguro que lá”, disse Aline. “É muito fácil burlar a segurança daqui. Tem horas que os seguranças nem verificam sua credencial. Com esse tanto de computador aqui dentro, é preocupante a segurança do local”, completou. Além disso, os campuseiros falaram do calor: “A Campus Party Recife tem ar condicionado. Aqui não.”

Letícia, de Joinville, disse que veio por conta do namorado, que também não conhecia ninguém. Mas não reclama: “Já consegui pegar tantos brindes aqui que já enchi as duas mochilas que foram distribuídas pela organização. Vou acabar tendo que pagar excesso de bagagem por conta disso”, comemorou.

“Nem é preciso gastar tanto com comida. A gente fica ligado no Twitter e pega as promoções. Ontem a gente pegou mais de 10 copos de Cup Noodles”, comemora Thyago, que já são experts em filas na Campus.

Trabalha no estande do NIC.BR, mas também é campuseiro

Alessandro Maia, de São Paulo, trabalha na parte de documentação do NIC.BR e está trabalhando para a empresa no estande localizado na Open Campus, área gratuita da Campus Party disponível para qualquer um visitar.

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Ele já é campuseiro de longa data e também está acampando durante esse ano. “Até que o camping está bem mais organizado que nos outros anos, com poucas filas e menos problemas no credenciamento. Consegui dormir, coisa que não foi possível no ano passado. O problema maior é o calor, que está impossível nesse ano”.

As instalações dos banheiros não agradaram ao paulista: “Como sou de São Paulo, estou voltando pra casa em alguns dias. O banheiro é nojento, estou trazendo até um frasco com desinfetante para aliviar a sujeira na cabine do chuveiro. Privacidade é algo inexistente na hora do banho”, disse.

Maia também encontrou melhoras na parte de alimentação em relação ao ano passado. “Colocaram novas opções de comida, está bem melhor. Continua tudo caro, pagar R$ 5 em uma garrafa d’água é imoral, mas a gente se vira”.

“Arreguei e fui dormir no hotel”, diz desenvolvedor

João Pedro Melo, ou Jota, pediu para sair na maior abordagem do Tropa de Elite e reservou o hotel para a Campus Party. O programador de Belo Horizonte (MG) já acampou no ano passado, mas esse ano decidiu ficar no hotel ao lado do Anhembi.

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“É bem mais caro ficar no hotel do que ficar acampado aqui, mas o conforto do ar condicionado e de um quarto limpo são impagáveis. Até comprei o camping, mas preferi ficar no conforto”. Para pesar menos no bolso, ele dividiu o quarto com um amigo.

E você, está acampado? Comente nesse post e diga sua experiência. Nos vemos na Campus!