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Coreia do Sul desiste de usar equipamentos da Huawei após preocupações com espionagem chinesa

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Estamos carecas de saber que o Obama gosta de saber o que a gente fala em nossas trocas de emails. O mesmo, porém, não vale para ele próprio. A Casa Branca colocou tanta pressão que conseguiu uma manobra da Coreia do Sul para evitar que as comunicações entre os dois países passem por equipamentos da Huawei. O motivo? Receio de que a fabricante chinesa permita ao governo do próprio país espionar a troca de dados com maior facilidade.

Claro que o Obama em si não virá a público para falar do assunto. As agências de notícias confirmaram, porém, que reuniões entre os dois países tinham o simples objetivo de garantir que informações sensíveis dos militares ficassem longe dos equipamentos da empresa chinesa de nome difícil de pronunciar. A medida vale tanto para o Exército quanto para as autoridades de inteligência.

O Departamento de Estado americano confirmou que a Casa Branca “expressou as preocupações” com empresas chinesas no passado. Ao mesmo tempo, o governo ressaltou que qualquer decisão tomada pelos sul-coreanos é soberana, e portanto Seul é a única responsável por ela.

Os Estados Unidos possuem bases militares em território sul-coreano. Por lá não entra equipamento da Huawei.

Militares da Coreia do Sul querem distância da Huawei

Militares da Coreia do Sul querem distância da Huawei

A Austrália também já tomou medidas para evitar as tecnologias chinesas. O governo proibiu a Huawei de participar de uma concorrência pública para a instalação da rede nacional de banda larga.

O curioso dessa história toda é ver que os americanos exercem tão gostosamente a invasão de privacidade e a espionagem contra cidadãos de outros países, mas se armam de todas as formas possíveis contra os chineses. É uma defesa natural em tempos de guerras puramente digitais. Ainda assim, continua sendo cômico. Talvez tragicômico.

Parênteses: falando em Coreia do Sul, leia também o artigo do Luiz Sardinha, um estudante brasileiro, contando como é a vida por lá. No primeiro texto ele falou da banda larga e da internet para celular. É de babar!