Você muito provavelmente ouviu falar bastante na Irrational Games nos últimos anos. Responsável pela franquia BioShock, encerrada com o fantástico BioShock Infinite, a produtora foi bastante premiada por sua última criação, que se estendeu com os DLCs Burial at Sea e Burial at Sea 2 (a ser lançado em breve). Fundado em 1997, pode-se dizer que o estúdio teve uma vida longa e fértil – sim, o verbo está no passado, porque, nesta terça-feira (18), o produtor Ken Levine anunciou o encerramento das atividades da empresa.

Em um comunicado feito no site da Irrational Games, Levine, que criou o estúdio junto de Jon Chey e Rob Fermier, declarou que sua missão era a de criar mundos visualmente únicos, povoados por personagens únicos. “Nós construímos Rapture e Columbia, os Von Braun e os Rickenbacker, o Freedom Fortress e algumas das bases mais perversas em que um time da SWAT jamais colocou o pé. Nós criamos Booker e Elizabeth, o Big Daddy e as Little Sisters, MidWives e ManBot. Nesse tempo, a Irrational cresceu maior e com mais sucesso do que nós jamais poderíamos ter imaginado quando começamos nosso estúdio de três pessoas em uma sala de estar em Cambridge. Foi um projeto decisivo em minha vida profissional”, disse ele.

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“Mas o que acontecerá depois de Burial at Sea 2?”, você questiona. O DLC ainda será lançado em março, mas Levine sabia que essa seria sua pergunta: “Agora, a Irrational Games está prestes a lançar o último DLC para BioShock Infinite e as pessoas estão perguntando, sem entender: o que vem depois?”

Dezessete anos são tempo suficiente para fazer qualquer trabalho, até mesmo o melhor deles. E trabalhar com este time incrível na Irrational Games é, de fato, o melhor trabalho que já tive. Ao mesmo tempo em que estou profundamente orgulhoso do que nós conseguimos juntos, minha paixão passou a ser fazer jogos de tipos diferentes do que nós fazíamos antes. Para conseguir alcançar o próximo desafio, eu preciso focar novamente minhas energias em um time menor, com uma estrutura diferente e um relacionamento mais direto com os jogadores. De várias formas, isso deve ser um retorno para onde nós começamos: um pequeno time, fazendo jogos para o cerne da audiência dos jogos.

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“Eu estou diminuindo a Irrational Games como vocês a conhecem. Começarei um empreendimento menor na Take-Two. Isso significará uma separação de caminhos com todos, exceto 15 membros do time da Irrational”, explicou o diretor. “Não há uma boa maneira de demitir pessoas, e nossa primeira preocupação é garantir que os que estão indo terão tanto suporte quanto poderíamos oferecer-lhes durante essa transição”.

Ainda na carta, Levine explica que o time continuará tendo acesso ao estúdio durante um tempo, o suficiente para se despedir e organizar seus portfólios. Após esse período, a equipe de 15 pessoas passará a se focar em jogos com narrativas densas, a serem lançados digitalmente. Apesar do grande sucesso de BioShock Infinite, seu desenvolvimento foi bastante conturbado, adiado e gastou muito, muito dinheiro. O que dá sentido à decisão de apostar em jogos menores.

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Luis Fernando

Bioshock Infinite mostrava um mundo realmente fantástico! Várias vezes eu parava pra apreciar as cenas e pensar "po vei... como q o cara pensa num negocio desse? Como deve ser a cabeça desse cara q desenhou isso?"

Diego Silva
É pela falta de franquias como essa que hoje os games perderam a graça a imersão que se tinha em BioShock talves vai ficar só na lembrança dos antigos gamers, saudades BioShock
Rogerio Da Costa Torres
Um bom jogador sabe parar enquanto está ganhando. Manter uma equipe grande com folha salarial imensa, apostar num novo sucesso daqui a 2, 3 anos pode consumir muito dinheiro. Melhor embolsar a grana, fazer a poupança pra aposentadoria e começar algo mais barato que pode dar um retorno maior no futuro. Eles tem muita capacidade pra isso. Nada de Irrational esse Levine !
trovalds
O cidadão é do tipo "intimista". Gosta de estar próximo da equipe e também dos jogadores. Só que a empresa se tornou grande demais para uma pessoa só ter contato com tudo da forma que ele parece afirmar que gostaria de ter. E quanto maior, mais vai haver atritos não só entre pessoas como também entre equipes. Quem trabalha (ou já trabalhou) em empresas médias e grandes sabe que por mais que tudo esteja afinado sempre há atritos e eles são capazes de até sabotarem um projeto inteiro. E, ao que ele diz pelo menos, não largou todo mundo na mão. Pessoas talentosas sempre tem lugar pra trabalhar em outras desenvolvedoras E ao que tudo indica não vai haver desemprego. Não contando, claro, com os 15 que vão ficar. Temos a Blizzard como um exemplo parecido disso: equipes menores, jogos menores. Não se dissolveu a empresa, mas diminuíram a grandiosidade dos projetos pra se ser capaz de apenas um time ser responsável por tudo. O fruto está em Hearthstone (em Beta Aberto) e em breve em Heroes of the Storm.
Lekynus Sama
faturar não é o mesmo que lucrar.
Felipe Domingues
Ou seja, o cara está cagando e andando pra tudo isso!!! Estranho mesmo!!!
Felipe Domingues
Ou seja, o cara está cagando e andando pra tudo isso!!! Estranho mesmo!!!
Lucas Corrêa
Fernando Santos Para uma empresa 500 milhões podem não ser suficientes.
Fernando Santos
Felipe Domingues Eu com 500 milhões tava felizzzzzzzzzz! uahuahuahua
Diogo Ramos Gutierre
História mal contada. O jogo foi um sucesso. Porquê um jogo novo e desafiador precisa de uma equipe menor? Triste ver isso. Ainda mais assim, do nada, com motivos estranhos... E o pior, em tom de alegria. O cara escreveu, escreveu, e não disse um único "lamento".
Felipe Domingues
* gafanhoto!! Kakakakakaka
Felipe Domingues
Dinheiro não é tudo jovem gadanho...
Fernando Santos
Os caras faturam 500 milhões com o jogo e ai decidem fechar as portas? Sério?