Pode ser que a chinesa Xiaomi comece a vender smartphones no Brasil em um futuro não muito distante. Hugo Barra, brasileiro que trabalhou no Android por quase três anos e anunciou sua despedida do Google em agosto do ano passado para ocupar o cargo de vice-presidente global da Xiaomi, comentou no Google+ que conversou com políticos para expandir as operações da fabricante para o Brasil.

Em seu post, o mineiro Hugo Barra afirma ter tido uma conversa na residência oficial da Embaixada do Brasil em Pequim com o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e o embaixador do Brasil para a China, Valdemar Carneiro Leão, que anteriormente era Subsecretário-Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty. Sem dar detalhes, Barra afirma que o papo também tratou de “falar em levar a Xiaomi à América Latina começando pelo Brasil”.

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Expandir a empresa para o mercado global foi um dos motivos pelos quais a Xiaomi contratou Hugo Barra. Recentemente, a chinesa colocou seu plano de expansão em prática ao anunciar a venda de dois smartphones com Android em Singapura: o Redmi, um intermediário com processador quad-core de 1,5 GHz e suporte a dois SIM cards, e o flagship Mi 3. Ambos rodam uma ROM bastante modificada do Android, a MIUI.

Xiaomi Mi 3, o topo de linha que não custa os olhos da cara

Xiaomi Mi 3, o topo de linha que não custa os olhos da cara

A Xiaomi faz bastante sucesso na China, onde vende smartphones com ótimas especificações por preços reduzidos. O Xiaomi Mi 3, topo de linha mais recente, tem carcaça com liga de magnésio, chip Snapdragon 800 quad-core de 2,3 GHz (ou Tegra 4 quad-core de 1,8 GHz), 2 GB de RAM, tela IPS de 5 polegadas com resolução 1080p, câmera de 13 MP e bateria de 3.050 mAh. Preço? 1.999 yuans, ou aproximadamente R$ 760, desbloqueado e sem fidelização de operadora. Quer o modelo de 64 GB? Custa o equivalente a R$ 956.

Mas como a Xiaomi consegue vender aparelhos tão baratos? É que a chinesa segue um modelo de negócios semelhante ao adotado pela Amazon nos tablets Kindle Fire e pelo Google na linha Nexus: o hardware é oferecido a um preço mais baixo para que a empresa possa faturar depois vendendo serviços com margens de lucro maiores, conforme esta entrevista de Barra ao AllThingsD.

Claro, é pouco provável que tenhamos aparelhos topo de linha por preços tão baixos no Brasil. No entanto, mesmo na China, os produtos da Xiaomi são significativamente mais baratos que os da concorrência: só para comparar, o Galaxy S4 é vendido por 4.299 yuan (R$ 1.645) e o iPhone 5s custa a partir de 5.288 yuan (R$ 2.024). Vender um competidor por menos da metade do preço parece ótimo, certo?

Dica do Erivaldo Andrade no grupo do Tecnoblog no Facebook. Obrigado!

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Deivison Viana
# Veja todas Noticias da Xiaomi Aqui: www.xiaomibrasil.com
João Victor Medeiros
Cara, essa rom é espetacular. Uso no meu N4. Ela tem uma vantagem incrível de toda semana lançar update, a Xiaomi é "inspirada" na Apple, ou seja, eles ouvem muito feedback dos usuários. E não é uma Touchwiz da vida, ela é ao contrário, deixa o Android ainda melhor.
EFG
Ah... espero que o Cust...digo... a GANÂNCIA Brasil não comece a aparecer junto. Se não não teria muita vantagem entre um desses e um Moto X da vida...
Bruno Amorim
Concorrentes nunca são de mais.
Surian Sinner
Nossa, Miui é show de bola em leveza e beleza.. Eu lembro que adorava colocar a Miui nos antigos Milestones da Motorola. O sistema era muito mais fluido e bonito que o motoblur. No Antigo S2 eu cheguei a colocar, mas na época a TouchWiz era um atrativo, ainda embrionária e leve, então fiquei com a TouchWiz, já no Galaxy Note as Miui eram portadas e limitadas, então nem experimentei. Depois eu parei de fazer root e sai do vício de ficar trocando de ROMs, hoje priorizo mais por funcionalidades do que ROMs, e o Nexus, a Motorola e a Sony, marcas que usei depois do Note, me atendiam bem, nunca mais precisei fazer root para ter o que quis, as funções nativas do meu Sony atual são mais interessantes do que CM e Miui, mas de vez em quando aplico temas similares à Miui no Nova Launcher só para deixar mais bonito, pq é um sistema leve e bonito.. Vai ser interessante ter disponível a XiaomI, com aparelhos baratos e Miui nativa por aqui tb..
Daniel Neves
Léo Oliveira eu também. Se eles forem fabricados aqui(que é a noticia) eles podem custar isso
Léo Oliveira
Daniel Neves Fiz referência ao preço.
Edipo Gonçalves
Trazer por esse preço competitivo no brasil não é um problema, aqui preços de androids topo de linha ficam com o preço la em cima por pura vontade de fabricante em lucrar, e isso não é errado, basta ver o quando cada android com configuração boa é lançado aqui e logo depois sofre um corte enorme no preço.
Matheus Falcão
Apesar de ser excelente para o mercado como um todo, eu, particularmente, não compraria um smartphone com uma "ROM bastante modificada do Android". Mas vai que dê pra instalar CM. Hum..
Antonia Alves Ribeiro
Comentar...não consigo abrir meu bate papo da facebook vários dias por que?
Daniel Neves
Léo Oliveira "Hugo Barra fala em trazer a fabricante chinesa Xiaomi para o Brasil (e isso é um ótimo sinal)"
Guilherme Borges Cunha
Finalmente uma ótima notícia hoje. A Xiaomi sera una concorrente de peso para Apple e Samsung, iddo pode signifigar una revoluçao no mercado de snartphones brasileiro. Mal ppsso esperar psra ver a Xiaomi no Brasil.
Léo Oliveira
Acho difícil, a não ser que sejam fabricados aqui.
Artur Benchimol
Com taxas e tudo mais saindo a 1200 ou 1400 estariamos no "lucro"
Alisson Fernando
Aí o preço vem nos padrões brasileiros e acaba com a festa.
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