Com uma conferência para desenvolvedores marcada para os dias 14 e 15 deste mês, pode-se esperar que o Project Ara, smartphone modular imaginado pela Phonebloks, startup que agora faz parte do Google, esteja bem perto de chegar à sua primeira versão. Para mostrar isso, a empresa liberou na última semana um vídeo que mostra a quantas anda o projeto e apresenta a equipe.

O vídeo mostra que os componentes personalizáveis do Ara ficarão presos à parte principal por ímãs eletro-permanentes. O funcionamento desses ímãs é controlado por um app no smartphone; então, quando quiser fazer algum upgrade, é possível fazê-lo sem ajuda especializada. O app é bem simples, com uso intuitivo, pensando em quem nunca teve um smartphone na vida.

As pecinhas personalizáveis serão impressas em 3D graças a uma parceria com a empresa 3D-Systems e há vários designs já desenvolvidos para deixar o aparelho bonito: as peças ficam “expostas”, sem uma capinha protetora, então a identidade visual dele fica a cargo delas.

No mês passado, o Google anunciou que espera vender o Ara a partir de 50 dólares, sendo esse o preço do primeiro “pedaço”, que viria com tela e Wi-Fi. No entanto, o valor ainda não está confirmado, assim como uma data para que ele chegue às lojas, mas se espera que seja no começo de 2015.

Com informações: Tech Time

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Orley Lima
Imagino que os desenvolvedores pensarão num modo de amenizar tudo isso com ports e afins. Como você falou, pro usuário final basta e saindo a US$ 50,00 a parte central, não acho que partes de high end serão disponibilizadas...
Tiago Paludo
Acho a idéia interessante. Mas hoje temos computadores que são facilmente personalizáveis, vc troca placa mãe, ou somente um HD maior. Mas o que vemos é que ocorreu muita fragmentação de hardware. AMD x Intel, Asus x Gigabyte x Outras milhares. A briga corre todos os dias, em todas as feiras de tecnologia. E no final das contas temos todos os anos, novos processadores cada vez mais poderosos, novas placas mães, de vez em quando uma nova tecnologia de DDRx RAM que mudam de pinagem/socket todos os anos, e todos os anos temos que comprar tudo novo se queremos mudar o processador para uma geração mais nova! Com celular acontece isso, mas vcs dirão que o celular compramos ele inteiro (SoC, RAM, armazenamento, mesma placa) e que fica elevado o custo. Mas eu digo, e se hoje sai um módulo SoC com um processador melhor, que exige alguns terminais a mais pra conectar ao chassi do celular/smartphone e vc precisa dele, nos vemos obrigado a trocar o chassi do celular, e de repente todo o resto, porque no novo chassi módulos velhos não encaixarão!! De novo o problema do custo!!! Tem outro detalhe técnico também que acontece com computadores, que é a quantidade imensa de drivers que terão que ser compilados para o sistema do smartphone, e ainda a questão do desempenho que será prejudicado, pois um módulo não conversa bem com o outro que depende de um terceiro pra funcionar legal, igual é no PC, onde a memória de FSB diferente do processador até consegue trabalhar ( pro usuário final basta), mas de vez em quando faz o Windows dar uma travada e uma BSOD. Ta aí minha opnião, meio desestruturada, mas dá pra entender.