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Minidocumentário explora contaminações por benzeno em fábricas de eletrônicos; assista

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A gente acompanha de perto o mercado de tecnologia e eletrônicos e adoramos conhecer as novidades, mas não podemos ignorar o lado humano por trás de cada novo lançamento. Denúncias de trabalho escravo e suicídios de trabalhadores são relativamente comuns, e, infelizmente, essas situações provavelmente ocorrem com muito mais frequência do que ficamos sabendo.

Hoje, encontramos um minidocumentário que fala sobre a contaminação por benzeno em fábricas de eletrônicos da China. Chamado Who Pays The Price?, ele procura mostrar o “custo humano” dos seus gadgets – isto é, as vidas que são comprometidas para que eles sejam fabricados.

O doc conta a história de pessoas que desenvolveram um tipo de leucemia por conta desse químico, que é proibido em boa parte do mundo, mas não na China – onde mais da metade dos eletrônicos é fabricada. Eles falam dos motivos para terem ido trabalhar nessas fábricas e não são raras as menções a pensamentos suicidas por conta do sofrimento causado pela doença.

Tem nove minutos, dá para assistir na pausa do café:

E o que você pode fazer para reverter essa situação? O próprio documentário revela que todos os eletrônicos vendidos hoje têm benzeno – ou seja, você também pode se contaminar usando-os. Mas também pode ir atrás dos fabricantes e pressionar para que eles não o utilizem nos aparelhos.

Falando em números e preços, eliminar o benzeno dos aparelhos aumentaria o preço para o consumidor em menos de um dólar nos eletrônicos. Uma diferença ínfima, ainda mais se considerarmos que, a cada 5 horas, uma pessoa é contaminada – isso de acordo com o governo chinês; especialistas acreditam que seja muito maior essa taxa.

Com informações: youPIX

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Jaime Teixeira Júnior
Em qual momento do processo industrial de fabricação destes eletrônicos o benzeno é utilizado?
Diogo Gutierre
Vagner Alexandre Abreu Assistir não resolve nada, mas já demonstra um pouco mais de preocupação com a causa do que uma pessoa que nem abriu o artigo. Eu mesmo depois de assistir fui procurar mais informações a respeito, ainda não vou conseguir solucionar nada. Mas gostaria de ver outras pessoas fazendo o mesmo. Se muitas fizessem ficaria um "pouco menos impossível" de acabar com este problema. Sobre chamar de hipócrita uma pessoa que assiste mas não consegue resolver o problema: prefiro ser o hipócrita que esta motivado a tentar ajudar, que um cara que me critica sem mover um dedo se quer para assistir. Isso é argumento tolo de quem não quer fazer nada. É aceitar o erro e ainda se justificar falando que quem não aceita é quem esta errado. O velho argumento que vejo imperar por aqui. "Vou jogar lixo no chão, aqui todo mundo faz isso mesmo." E coisas do tipo. Você fala em mudar, quando nós entendermos que somos culpados. Como as pessoas vão entender se elas se quer abrem artigos como estes? Elas se quer assistem vídeos como o que esta aqui? Veja o artigo de dias atrás sobre a maquina de tributar importados. Tem mil vezes mais acessos e compartilhamentos que este. É triste isso, as pessoas não estão preocupadas e não querem mudar nada. Eu prefiro ser o "hipócrita" que este pessoal ai. Até porquê o que eu faço é o começo da mudança.
Vagner Alexandre Abreu
Meio hipócrita isso. Assistir e sentir pena não resolve muita coisa no caso deles. Resolveria se parassemos de usar qualquer tecnologia que prejudicasse de alguma forma os seres humanos e animais do planeta. Até hoje se usa telhas de amianto em alguns lugares, até hoje se permitem construir à margens de rios, causando poluição nas águas... No dia que as pessoas entenderem que NÓS (eles + você + eu + qualquer outro) que somos os culpados e que só NÓS podemos solucionar, as coisas mudam.
Diogo Gutierre
Triste mesmo. E tão triste ainda é saber que os visitantes deste blog não entrarão aqui para assistir. Se fosse um artigo sobre o imposto brasileiro estaria lotado de pessoas assistindo, compartilhando e comentando.
Gabriel Alves
Assisti a tudo sem deixar de pensar no quão irônico é ver as consequências dos eletrônicos num que provavelmente foi feito lá, filmado por um que também tenha sido feito lá, faz pensar.