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Fonepad 7, o foblet com motor renovado da Asus

Nova versão do Asus Fonepad 7 sai por R$ 999; processador mais potente é a principal novidade do foblet.

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Em fevereiro, a Asus lançou no Brasil a segunda versão do Fonepad. Dessa vez chamado Fonepad 7, a principal mudança, segundo a fabricante, é no processador: sai o Intel Atom Z2420 de 1,2 GHz e entra o Intel Atom Z2560 de 1,6 GHz.

Mas há outras novidades, desde o design até a usabilidade do Fonepad 7. O foblet de 7 polegadas é o meio-termo entre um smartphone e um tablet; dá para dizer, sem muito medo, que é um tablet que faz ligações. O interesse neste tipo de aparelho tem crescido por sua versatilidade, e, pelo preço sugerido de R$ 999, o Fonepad 7 é um competidor forte em sua categoria.

Nas linhas a seguir, vamos passar pelas principais mudanças da primeira versão para essa e, claro, falar dos pontos altos e baixos do Fonepad 7 como um aparelho “independente”.

Design e pegada

De cara, percebe-se um upgrade no visual do aparelho da primeira versão para esta. A traseira preta brilhante com um padrão radial é muito mais bonita visualmente que a prateada fosca que testamos do outro Fonepad. O acabamento em plástico não é meu preferido, mas não o deixa com cara de brinquedo ou dá aparência de fragilidade. O resultado é bem charmoso e elegante.

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A traseira não é removível, então não é possível acessar a bateria. Ficam nas laterais os slots para microSD e microSIM, assim como o microUSB para recarga da bateria e os botões para ativar ou ajustar o volume.

Na parte frontal, uma moldura larga permite que ele seja segurado com firmeza, sem mexer na tela. Por ser um aparelho grande, não espere segurá-lo confortavelmente com uma mão só sem tocar no vidro. Até dá para fazer isso, mas colocando o polegar na moldura fica bem mais confortável e seguro.

Também é na frente que ficam os dois alto-falantes; é uma boa posição, que privilegia o som: dá para ouvir perfeitamente uma ligação no viva voz, mesmo com o dispositivo afastado.

Interface e apps

O Fonepad 7 sai da fábrica com Android 4.2.2, mas a atualização para 4.3 já está disponível. A interface é pouco customizada e logo percebe-se que, de fato, o Fonepad é um mais tablet que faz ligações que um smartphone de tela grande graças à barra inferior de home, voltar e aplicativos abertos. Ela existe nos tablets com Android, mas não nos smartphones.

Não que isso seja positivo ou negativo; é só uma observação.

ligacao fonepad

Há diversos apps que a Asus tratou de colocar no Fonepad 7 para que você entenda logo de cara que ele serve para muitas coisas, como ler, tomar notas e reproduzir vídeo e áudio.

Alguns deles são Flipboard, Zimio, AmazonKindle, SuperNote, Tasks e MyBitCast. Outros que vale comentar são o Story, que monta um álbum com fotos e histórias de algum momento (dá para usar em viagens, por exemplo), e o AppLocker, que coloca uma senha em determinados apps.

Espaço interno será um problema, e não apenas por causa dos apps, mas porque há míseros 4 GB – mais precisamente 3,88 GB disponíveis ao tirar o aparelho da caixa. Pelo menos, ele aceita microSD. A Asus bem que poderia colocar um junto do kit, já que ele é tão imprescindível, mas isso não ocorre. Para não dizer que faltou uma preocupação com armazenamento, quem compra o Fonepad 7 ganha 5 GB de armazenamento na nuvem com o Asus WebStorage.

Multimídia

Enquanto há diversas opções para reproduzir seus vídeos no tablet, há somente uma para reproduzir as músicas que você colocar nele: na falta de um player padrão, a saída é o Google Play Music, se não quiser baixar outro.

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Ele reconhece diversos formatos, permite criar playlists, toca as faixas em background. Faz falta um equalizador, mas, para o básico, dá para o gasto.

Para rodar vídeos, por padrão temos dois aplicativos: o player de vídeo e o reprodutor de vídeos. Ambos apenas tocam os arquivos, mas, enquanto o primeiro o faz em tela cheia, o segundo permite assistir ao vídeo em uma janela menor enquanto você desempenha outras atividades no foblet.

Vídeos em AVI não rodaram nos players que vêm com o aparelho; com MP4 e MKV, não houve problemas.

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Câmera

Como de costume em tablets, a câmera não tem nada de impressionante no número de megapixels: são 5 na traseira e 1,2 na frontal.

A qualidade das fotos feitas é mediana. Quebra um galho, mas não substitui uma câmera “de verdade” numa viagem. Há boa definição e fidelidade às cores o suficiente, mas nada além disso.

Em condições menos privilegiadas, há mais granulação e a perda das cores; fotos à noite, mesmo em ambientes iluminados, perdem bastante em relação aos com iluminação natural.

Jpeg

Também tive problemas em acertar o foco macro e a iluminação: conseguindo focar na flor, a cor se perde com o estouro da iluminação. Preservando o tom, não há foco.

Jpeg

A Asus ainda colocou uma série de recursos para deixar a câmera mais interessante, como HDR, Panorama, Remoção Inteligente, Embelezamento, Detecção de Sorriso em grupos e GIF. Opções semelhantes são vistas na câmera frontal.

Ela serve sumariamente para videoconferências, mas há uma certa ênfase no seu uso para selfies. Prova disso é a personalização de embelezamento em tempo real: dá para deixar as bochechas coradas, remover manchinhas, afinar o rosto e aumentar os olhos, tudo ao mesmo tempo.

Jpeg

Lembrando que beleza é algo subjetivo.

A filmagem pode ser feita em 1080p e 30 FPS. Enquanto a captura de imagem está dentro dos conformes, o áudio parece prejudicado: não há redução do ruído e, em lugares movimentados, o barulho atrapalha bastante o áudio principal. Usando como exemplo o vídeo de teste logo abaixo, minha narração ficou bem prejudicada pelo som do trânsito. Há momentos em que parece que estou falando de dentro de um aquário:

Conectividade e acessórios

No kit do Fonepad 7, temos o carregador, um cabo microUSB e o ferrinho para ejetar a bandeja do microSIM. O cabo microUSB, como de costume, também serve para conectá-lo a um computador e explorar o armazenamento do aparelho.

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Senti falta de um fone de ouvido, ainda mais levando-se em conta o fato de que o Fonepad é um smartphone de 7 polegadas: é bem inconveniente ter que ficar com uma placa desse tamanho no rosto para falar ao telefone. Com um fone de ouvido com microfone embutido, é bem mais natural (e, convenhamos, a gente já atende ligações dessa maneira normalmente).

Nas conexões sem fio, temos Bluetooth, Wi-Fi e 3G (HSPA+); nada de 4G no foblet da Asus vendido no Brasil. No exterior, há uma versão com 4G e esse teria sido um upgrade natural e atraente também para nós, já que a original também tinha só 3G.

Mas, já que a Asus preferiu centrar na melhoria do processador, vamos falar disso.

Hardware

Como já tínhamos mencionado, no Fonepad 7 o Intel Atom Z2420 de 1,2 GHz deu lugar a um Atom Z2560 de 1,6 GHz. A atualização trouxe pontuações bem maiores nos benchmarks: ele marcou 19.033 no AnTuTu, 9.299 no Quadrant Standard e 1.809 no Vellamo. Essas pontuações o colocam no patamar de excelentes aparelhos como o Moto X e o Nexus 5. Em comparações com outros testes que fizemos recentemente, o Fonepad 7 fica atrás do LG G Flex e do Sony Xperia Z1 nos benchmarks.

O que não significa, de maneira alguma, que ele tem problemas. Não o vi engasgar em momento algum e sua resposta, de modo geral, é bastante rápida.

Nos benchmarks online, as pontuações foram as seguintes:

  • SunSpider 1.0.2: 1.271,3 ms
  • Octane 2.0: 2.771
  • Kraken 1.1: 14.007,5 ms

Bateria

Com 3.950 mAh, há bastante potencial para que o Fonepad 7 aguente o dia todo com uma só carga da bateria. Mas nem tinha como ser menos, afinal, temos uma tela de 7 polegadas e 1280×800 pixels para manter ligada e isso consome um tanto de energia.

E ele aguenta muito bem a bronca. Nos testes de bateria do Tecnoblog, o aparelho terminou a bateria básica com 67% da carga remanescente e a intensa com 50%.

Conclusão

Durante as semanas em que pude experimentar o Fonepad, minha única reclamação é quanto ao tamanho. Embora uma tela grande tenha suas vantagens e elas sejam muito claras – ler, entrar na internet e assistir a vídeos é muito mais confortável com 7 polegadas que com 5 – , usá-lo no dia a dia não é tão bom.

Minha principal dificuldade foi para digitar, uma tarefa que eu desempenho tranquilamente com um aparelho menor com uma mão só. No Fonepad, é preciso utilizar as duas: uma para segurar o aparelho e outra para digitar. Mas isso ficou bem mais rápido quando me acostumei a utilizar os polegares das duas mãos para esta tarefa.

Em todo caso, contei essa anedota só para ressaltar algo que realmente me incomodou no Fonepad 7. Fora isso, não tenho nada além de elogios, especialmente no que diz respeito ao desempenho: não vi em nenhum momento qualquer engasgo ou travamento, consegui pular rapidamente entre um app e outro com vários deles abertos e tudo isso sem um aumento desconfortável da temperatura do aparelho.

Juntando o desempenho do Fonepad 7 com seu preço sugerido de R$ 999, ele é uma compra bem atraente se o tamanho pouco tradicional da tela não for um fator de desânimo.

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Pontos negativos

  • Falta fone de ouvido
  • Tamanho complicado para uso diário
  • Sem 4G

Pontos positivos

  • Ótima duração de bateria
  • Ótimo desempenho
  • Boa construção

Especificações

  • Bateria: 3.950 mAh
  • Câmeras: 5 megapixels (traseira) e 1,2 megapixel (frontal);
  • Conectividade: 3G (HSPA+), 802.11 a/b/g/n, GPS, Bluetooth 3.0 e microUSB 2.0;
  • Dimensões: 196,8 x 120 x 10,5 mm;
  • GPU: PowerVR SGX544MP2;
  • Memória externa: suporte para cartão microSD de até 32 GB;
  • Memória interna: 4 GB (3,88 GB livres);
  • Memória RAM: 1 GB;
  • Peso: 328 gramas;
  • Plataforma: Android 4.2.2 Jelly Bean (atualizável para 4.3)
  • Processador: Intel Atom Z2560 dual-core de 1,6 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, bússola e proximidade.
  • Tela: IPS LCD de 7 polegadas com resolução de 1200×800 pixels

Comentários

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Vagner Alexandre Abreu
Classificações só segregam, separam, rixam, rivalizam as coisas. Se classificar a beleza de "bonito" ou "feio", um dos lados ganha, pois pessoas são subjetivas e vão pelo que acham que agrada e faz melhorias para a própria. Beleza pode ser "neutra", "em cima do muro": aquela que não chama a atenção, não define padrões. O que é comum, normal. Mas eu prefiro que tudo seja em "cima do muro". Porque em cima do muro eu consigo ver mais coisas além da subjetividade, das classificações e padrões colocados :) E não preciso ficar embaixo do muro socando pessoas que são contra os padrões subjetivos que acho bonito ou feio.
Abraão Caldas
Vergonha é em 2014 um sistema precisar de quad-core para rodar direito.
Geraldo Lopes
. O aparelho é ótimo... o único ponto negativo é o processador Intel Atom, pois o mesmo usa a arquitetura x86 que sofre de incompatibilidades com alguns aplicativos para android (cerca de 20% dos apps na Play Store não rodam em processadores Intel x86). Seria bem melhor se a ASUS tivesse equipado o Fonepad com um Snapdragon 600 (o mesmo do LG Pad 8.3) que seria uma opção bem melhor. .
Daniel Taiguara
Faltou colocar como negativo os somente 3,88 G de espaço de memoria interna
Mauricio Tavares
Dual Core em 2014 chega ser ridículo...
Max Giudice
Com relação a beleza ou é bonito ou feio...não existe nem relativo, nem subjetivo e muito menos em cima do muro...