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Aluguel da rede da Vivo custou R$ 1,27 bi para a Nextel

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5 anos atrás

Com o início das operações em cobertura 3G, a Nextel deparou com um grande problema que poderia afugentar novos clientes: a falta de cobertura nacional. A solução mais prudente para não perder o mercado logo no início de operação foi alugar a rede de uma operadora concorrente. E isso custou caro para a Nextel: a operadora pagará quase 1,3 bilhão de reais para a Vivo pela cobertura nacional.

O acordo foi tratado de forma sigilosa entre as duas operadoras, mas a Folha de S.Paulo obteve uma cópia e revelou o valor. O contrato estabelece o aluguel da rede por cinco anos e prevê a cobertura em 3.259 municípios brasileiros. O período pode ser estendido em mais dois anos e o contrato vale apenas para as redes 2G e 3G – nada de 4G, ao menos por enquanto.

A Nextel iniciou a operação comercial de seus serviços em 3G apenas no ano passado. Os planos são muito competitivos, e trazem uma boa franquia de dados com chamadas ilimitadas (até mesmo para outras operadoras) por um valor bem menor ao que é praticado pela concorrência. Com a parceria com a Vivo, a Nextel ficou muito atrativa para quem depende de cobertura nacional.

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Entretanto, para o consumidor, usar o serviço da Nextel na rede da Vivo fica mais caro: o cliente precisa contratar um pacote de dados para roaming nacional por R$ 9,90 ao mês, com direito a apenas 100 MB de dados. Após o consumo, a velocidade é reduzida para 128 kb/s. Promocionalmente, clientes com o pacote de dados não pagam para receber ligações.

A solução de alugar uma rede de uma operadora concorrente é muito interessante para a Nextel. Dessa forma, ela consegue oferecer aos seus clientes uma experiência similar à de outras operadoras, sem correr contra o tempo na hora de cobrir novas cidades. Além disso, alugar a rede é um ótimo modelo de negócios para a Vivo: a operadora tem a maior cobertura 3G do Brasil, e a rede está ociosa em vários lugares de operação. Não é à toa que a Vivo alugou sua capacidade para a Virgin Mobile, uma operadora móvel virtual (MVNO) que deverá desembarcar no Brasil no ano que vem.

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