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Balões não bastam: Google quer colocar em órbita 180 satélites de acesso à internet, segundo jornal

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5 anos atrás

Os balões do Project Loon podem não ser as únicas armas do Google em seu plano de disponibilizar acesso à internet em lugares remotos. Segundo uma matéria recém-publicada pelo The Wall Street Journal, a empresa também está apostando em satélites para o mesmo fim – nada menos que 180 unidades deverão entrar em órbita nos próximos meses.

Fontes anônimas próximas à empresa revelaram ao jornal que o Google deverá investir entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões no projeto. Isso somente na fase inicial: 180 satélites podem parecer muita coisa, mas está nos planos da empresa aumentar esta quantidade progressivamente.

Há uma boa razão para isso: de acordo com as fontes, o líder do projeto é Greg Wyler, ninguém menos que o fundador da O3b Networks, startup especializada em satélites de pequeno porte.

Não por menos, estima-se que os satélites do Google terão dimensões pequenas e pesarão apenas 113 quilos (embora a O3b tenha se destacado por desenvolver unidades que pesam 680 quilos) e orbitarão em altitudes mais baixas que o habitual, fazendo com que, de fato, várias unidades sejam necessárias para dar boa cobertura.

Um dos satélites da O3b

Um dos satélites da O3b

Como, até o momento, o Google mantém silêncio em relação à iniciativa, não se sabe que tecnologias a companhia usará para realizar as transmissões, as velocidades que serão alcançadas e os locais a serem cobertos, por exemplo.

Ao menos são grandes as possibilidades de o projeto ser real: procurada pelo The Wall Street Journal, a companhia não negou a existência do plano e ainda deu uma “piscadela” ao ressaltar que está focada em dar acesso à internet a milhões de pessoas que ainda estão completamente offline.

Isso significa duas coisas: que os satélites serão complementos – e não substitutos – dos balões do Project Loon e que o Google pode estar trabalhando ainda em outros meios de levar internet a lugares não atendidos devidamente.

Neste sentido, vale destacar que, em abril deste ano, o Google adquiriu a Titan Aerospace, uma empresa especializada em drones movidos por energia solar. As aeronaves da companhia são capazes de registrar imagens aéreas que podem ser aproveitadas no Google Maps e, “coincidentemente”, fornecer serviços de telecomunicações.