A LG está sendo criticada por lançar o G3 no Brasil com apenas 16 GB para armazenamento de dados. Esta situação ilustra o quanto este aspecto vem ganhando importância para os consumidores. Mas há grande expectativa de que esta situação melhore em um futuro não muito distante: um novo tipo de memória, a RRAM, poderá fazer com que nossos smartphones armazenem algo como 1 TB de dados.

LG G3 vem com 32 ou 16 GB, mas somente este último está disponível no Brasil

LG G3 vem com 32 ou 16 GB, mas somente este última versão está disponível no Brasil

Atualmente, dispositivos móveis utilizam chips Flash para armazenar informações, o mesmo tipo de tecnologia que é empregado em cartões de memória ou em unidades SSD, por exemplo, guardadas as devidas variações.

Quando comparados aos discos rígidos, chips Flash são mais rápidos e ocupam menos espaço físico, por outro lado, são substancialmente mais caros. Este é um dos fatores que impendem fabricantes de dotarem seus smartphones com capacidades mais elevadas, como 128 GB ou 256 GB, salvo um caso ou outro.

Para piorar, é complicado inserir vários chips Flash em um smartphone por causa de fatores relacionados ao consumo energético, geração de calor e, claro, espaço físico – há um consenso de que quanto mais fino o aparelho, melhor.

É aqui que a tecnologia RRAM pode se transformar em um fio de esperança: este tipo de memória, também conhecido como ReRAM (Resistive RAM), se baseia em uma técnica que se assemelha à aplicação de transistores nas atuais memórias Flash, com a diferença de seus chips poderem ficar muito menores, consumirem menos energia e serem várias vezes mais rápidos nas operações de leitura e escrita de dados.

E o mais importante: a memória RRAM também é não-volátil, ou seja, não perde dados quando não há fornecimento de energia.

Se há tantas vantagens nesta tecnologia, por que a RRAM já não foi adotada? A verdade é que chips do tipo já são produzidos, mas para aplicações muito específicas. A fabricação em larga ainda não é viável porque requer a utilização de temperaturas e tensões elevadas, tornando o processo complexo e caro.

Este cenário pode mudar em breve graças a uma pesquisa realizada pela Universidade de Rice, nos Estados Unidos. Os cientistas da instituição desenvolveram uma técnica que permite a fabricação de chips RRAM em temperatura ambiente e com tensões consideravelmente menores.

O “truque”, basicamente, consiste em utilizar uma camada de dióxido de silício com furos de cinco nanômetros de diâmetro cada e, em seguida, colocá-la entre duas lâminas de metal muito finas. Uma pequena tensão aplicada ali é suficiente para fazer o metal escorrer pelas perfurações e interligar as duas lâminas, que passam a funcionar como eletrodos. Tem-se, portanto, um chip de memória estável e com custo de fabricação relativamente baixo.

RRAM - técnica de fabricação

Esta técnica de fabricação também constitui uma forma de produzir chips RRAM de várias camadas. Na prática, isso se traduz em mais capacidade de armazenamento por unidade, mas sem aumento muito expressivo do espaço físico. É daqui que os pesquisadores vislumbram a possibilidade dos smartphones ou outros dispositivos móveis terem 1 TB ou até mesmo mais capacidade.

Quando? Os cientistas não deram estimativas, mas se levarmos em conta que há cada vez mais empresas interessadas em memórias RRAM, não deve demorar muito.

Com informações: MIT Technology Review

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Vader

já tem uma pesquisa por aí em andamento, não?

Bruno Brito
já tem uma pesquisa por aí em andamento, não?
João Martins Ribeiro
Meu entendimento quanto a profundidade nessa tecnologia é nível usuário, mas eu adoro explorar tudo de novo que aparece. Acho que espaço é fundamental sim e pode ajudar muitas pessoas que trabalham diretamente com os smartphones. Eu já tive um Moto G e é um celular incrível, mas não poder expandir memória foi um dos problemas que eu tive.
João Pedro
Opa! que beleza
Sergio Fagundes
Pra que priorizar se elas gastam milhões com diversas divisões de pesquisa. Colocar todas elas pra um só objetivo só vai conseguir um monte de gente batendo cabeça. Ou seja, são centenas de cabeças pensantes e trabalhando em diversos grupos com diversos objetivos. Ou tu acredita que a empresa que pesquisa paga pra apenas um chinezinho numa sala ficar inventando?
Michael F Assis
No dia que a microsoft lançar um Smartphone com essa memoria e com o windows que o novo windows que vai unificar os sistemas dela, e que tambem possa ser ligado a um mouse teclado e utilizado como computador, eu migraria todos os meus dispositivos para a microsoft, sem medo de ser feliz.
Michael F Assis
Na verdade existem grupos distintos trabalhando em formas de aumentar a duração da bateria, uns desenvolvendo novos tipos de formas de armazenar energia, e outros desenvolvendo formas de os componentes consumirem menos energia(é o caso da RRam).
Michael F Assis
Em um futuro próximo, teremos apenas uma memoria para armazenamento e cache(HD e Memoria Ram) e em um futuro um pouco mais distante teremos apenas um device para processar, e armazenar uma vez que as memorias RRam não precisaram de cache por ser ela mesma o device de armazenamento.
Welder Satiro
Muito boa essa tecnologia... Mais não entendo porque as fabricantes não priorizam as baterias dos smartphone.. Isso sim é o que mais carece de atualização...
Welder Satiro
Muito boa essa tecnologia... Mais não entendo porque as fabricantes não priorizam as baterias dos smartphone.. Isso sim é o que mais carece de atualização...