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Microsoft cria técnica que põe fim na instabilidade dos vídeos em primeira pessoa

Emerson Alecrim Por

Vídeos em primeira pessoa, mesmo quando gravados com câmeras de linhas como GoPro e Sony Action Cam, frequentemente saem tremidos por consequência de movimentos rápidos. Como equipamentos de estabilização não estão ao alcance de todo mundo, a Microsoft Research resolveu criar um software que faz este papel. O resultado é uma tecnologia promissora batizada como Hyperlapse.

Imagem - primeira pessoa

Softwares de estabilização de imagens existem há tempos. O YouTube, por exemplo, oferece um recurso do tipo desde 2011. O Microsoft Hyperlapse, no entanto, se destaca por entregar materiais mais convincentes, que beiram a qualidade de filmagens profissionais.

O nome do projeto não é aleatório. Hyperlapse é uma técnica similar ao conceito de time-lapse. Neste, frames são registrados entre intervalos longos a partir de um único ângulo, causando a impressão de que o tempo passa muito rápido nas imagens. A principal diferença do hyperlapse é que a câmera se mexe. O efeito disso são vídeos que podem combinar passagem do tempo e movimento.

É esta ideia que Johannes Kopf, Richard Szeliski e Michael Cohen utilizaram na Microsoft Research para desenvolver o software. Experiência não lhes falta: estes são os pesquisadores que estiveram por trás do Photosynth.

Basicamente, o que a nova técnica faz é analisar cada frame (ou quadro) do vídeo para criar um mapeamento 3D. Com base neste mapa, o software consegue identificar a posição de todos os elementos que fazem parte da filmagem para então recriar cada frame eliminando os movimentos que ocasionam as imagens tremidas.

O resultado é assombroso: as hyperlapses oriundas da técnica são tão estáveis que a impressão de que a gravação foi feita por drone ou com auxílio de equipamentos de estabilização é eminente. Além disso, a suavidade dos movimentos em vídeos com curvas é quase hipnotizante, diminuindo o “tédio” que filmagens em primeira pessoa não raramente causam.

Como dá para notar, a técnica não está livre de imperfeições: o mapeamento 3D faz com que haja pequenos pulos em determinadas cenas, mas este não parece ser um problema difícil de resolver.

Desafio mesmo é o processamento. O plano dos pesquisadores é disponibilizar o Microsoft Hyperlapse como um aplicativo para Windows. O problema é que, em um PC convencional, o software levou mais de 300 horas para processar um vídeo de 10 minutos.

Como os pesquisadores estiveram focados em demonstrar o conceito – o Microsoft Hyperlapse foi apresentado na conferência Siggraph 2014 -, somente agora é que a otimização do software deverá ser prioridade.

Levará bastante tempo para que este trabalho seja feito, é verdade, mas talvez o resultado final permita até mesmo a criação um app para Windows Phone – de repente, um diferencial a mais na linha Lumia.

Com informações: ExtremeTech

Comentários

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Lucio717
Mas parte da graça dos POV é a instabilidade pq dá um ar muito mais legal, claro que se for EXTREMA como se a cabeça abaixasse é uma bost*, mas oscilando parece muito mais "wow ta acontecendo comigo", vídeo estável eu vejo em filmes já. Não, muito obrigado m$
Vitor Mikaelson
Depende. A Cortana funciona parcialmente offline... =P
Gabriel Tadeu
Me fez lembrar do Photosynth (também da MS), que nada mais é que o google phot sphere porém 3 anos antes dele ser lançado nos Androids. Provável que tenha rolado uma compartilhada de código ai
João Silverado
Até dá, mas por enquanto o processamento teria q ser remoto, +/- como são os assistentes de voz. Mesmo assim, já seria uma vantagem tremenda ter um sistemas desse agora.
Rodrigo Gomes
Agora acrescenta isso na câmera dos Nokia com windows phone, que é sucesso!!!
Daniel Lucena
Wow, sensacional!