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Telecom Italia confirma negociação para fundir TIM Brasil com a GVT

Paulo Higa Por

A segunda empresa interessada na GVT é a dona da TIM. A Telecom Italia confirmou o rumor do Wall Street Journal e anunciou que está avaliando uma oferta que consistiria em fundir a TIM Participações com a GVT, controlada pela Vivendi. Faz apenas uma semana que a Telefónica ofereceu mais de 20 bilhões de reais para adquirir a operadora brasileira de banda larga.

O comunicado da TIM, com termos complicados para explicar ideias simples, diz exatamente isso: "A Telecom Italia confirma que está em curso o aprofundamento acerca da oportunidade de apresentar à Vivendi oferta de combinação industrial que incluiria a integração das atividades brasileiras dos dois grupos", afirma a mensagem publicada pela Reuters.

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E por que essa oferta é, no mínimo, curiosa? Basicamente, porque a Telefónica, que fez a primeira oferta, é uma das principais acionistas da Telecom Italia. Tanto é que, por uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Telefónica recentemente foi obrigada a escolher entre a Vivo ou a TIM — do jeito que está, o grupo espanhol tem controle sobre duas operadoras, o que prejudica a concorrência no país.

Pelas informações do Wall Street Journal, a proposta dos italianos foi elaborada com a consultoria do Mediobanca, Citigroup e Banco Bradesco. Além de fundir a TIM Brasil com a GVT, a Telecom Italia poderia ajudar a distribuir o conteúdo de mídia da Vivendi no Brasil e na Itália.

A TIM destaca que "nenhuma oferta foi finalizada ainda" e que a operação ainda precisa passar pela aprovação dos órgãos societários da Telecom Italia e da TIM Participações. A oferta concorrente, da Telefónica, vale até o dia 3 de setembro e consiste em 60% em dinheiro e 40% em ações da Vivo.

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Gabriel Menossi Suriano
"E por que essa oferta é, no mínimo, curiosa? Basicamente, porque a Telefónica, que fez a primeira oferta, é uma das principais acionistas da Telecom Italia." Me aproveitei desse fato e coloquei outra pessoa que possui diversas companhias atuantes no Brasil, porém com marcas diferentes, e acrescentei a TVA pois sabia que também faz parte do grupo. Basicamente foi uma piada. Alias, ouvi dizer que a O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,tim-adquire-empresa-de-fibras-opticas-da-aes-por-r-1-6-bilhao-imp-,742665O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,tim-adquire-empresa-de-fibras-opticas-da-aes-por-r-1-6-bilhao-imp-,742665AES Atimus vai fazer uma oferta
McFake
Seria melhor se a GVT comprasse a TIM, e não o contrário.
Alberto Prado
Galera falando em menos concorrência se a TIM se fundir com a GVT... A duas tem produtos diferentes e que complementariam. O único mercado onde teria menos um concorrente seria onde a TIM está atuando com fibra óptica e a GVT tá oferecendo ADSL. Que se não me engano é mínimo. Eu acho que essa fusão será muito bem vinda se mantiver a qualidade que GVT vinha imprimindo tempos atrás. O que é bem provável, já que não terá uma Vivendi por trás contendo os custos investimentos da GVT para uma possível venda (que é o que vai acontecer).
Léo Oliveira
Não acabando com o Tim Beta pode até fazer fusão com a Sercomtel que eu não vou ligar.
Léo Oliveira
Claro, Net e Embratel não, pois são do Carlos Slim e segundo a legislação brasileira, um estrangeiro não pode deter participação em mais de um grupo de telecomunicações. Agora, a TVA/Vivo já fez, e bem tentadora por sinal.
Gabriel Menossi Suriano
Será que a Claro, a Embratel, a Net e a TVA farão propostas também?
Renan Oliveira
Por um lado, a sinergia com esta fusão traria melhorias a infra de ambas as empresas, melhorando a qualidade e entrega dos serviços aos seus clientes. Por outro, a diminuição da concorrência. Isso, em ambos os casos de fusão(Vivo ou TIM). Agora, temos que ver como o Cade enxergaria essas fusões.
Guilherme C.
Resumo de tudo: menos concorrência.