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Fábrica da Nokia em Manaus recebe autorização para produzir Xbox

Emerson Alecrim Por

A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) aprovou hoje (14) o projeto de diversificação que possibilitará o uso da fábrica da Nokia em Manaus (AM) para a produção do Xbox One e do Xbox 360.

O mais novo console da Microsoft é fabricado no Brasil pelo menos desde outubro de 2013. Só que, assim como o Xbox 360, a produção do Xbox One nacional está a cargo da Flextronics. Como se trata de um contrato de terceirização, os valores envolvidos no acordo provavelmente influenciam no preço final do produto.

É neste ponto que o uso da fábrica da Nokia pode ser um diferencial: como a companhia pertence à Microsoft desde setembro de 2013 e a Zona Franca de Manaus oferece vantajosos benefícios fiscais, a transferência da produção tende a resultar em menos custos.

Xbox One - Joystick

Este processo faria o Xbox One sem Kinect, por exemplo, custar menos ao consumidor que os R$ 1.999 atuais (preço sugerido pela Microsoft; o varejo costuma ter ofertas melhores). Mas isso é o que a gente espera. Como a empresa está tratando o assunto de maneira discreta, pode haver outras motivações por trás da transferência da produção.

Além disso, é necessário levar em conta que, segundo o projeto aprovado, a Microsoft investirá US$ 52 milhões na fábrica, montante que equivale a quase R$ 120 milhões considerando o valor do dólar comercial de hoje (R$ 2,27). É muito dinheiro, o suficiente para conflitar com a expectativa de redução de custos.

De qualquer forma, a mudança não será imediata. O projeto prevê prazo de três anos para que a Microsoft conclua a operação.

O Tecnoblog entrou em contato com a companhia para obter mais detalhes. Atualizaremos a notícia assim que (e se) obtivermos resposta.

Com informações: Kotaku Brasil

Atualizado em 15/08/2014 às 15:30: a assessoria da Microsoft nos respondeu nesta sexta-feira, mas disse que não tem nenhuma informação a dar sobre o assunto. A empresa, portanto, não confirma a transferência de produção, mas também não nega.