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Esta é a (estranha) linha de all-in-one com Android que a AOC acaba de lançar no Brasil

Modelos custam a partir de R$ 899, mas convencem pouco

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4 anos e meio atrás

A AOC decidiu ampliar a sua de linha de computadores all-in-one, mas de maneira inusitada: em vez de Windows ou Linux, os lançamentos rodam Android 4.1. Será que convencem? As novidades foram apresentadas em evento realizado na noite de ontem (20) em São Paulo.

São dois modelos: o EVO A2072PWH, vendido nas cores preta e branca, e o EVO A2272WHTN, que vem somente em branco. Todos possuem processador dual-core AmLogic AML8726-MX de 1,5 GHz (núcleos Cortex-A9), 1 GB de DDR3, 8 GB para armazenamento de dados expansíveis com SD de até 32 GB e webcam com 720p.

EVO de 21,5 polegadas

EVO de 21,5 polegadas

Na conectividade, há Wi-Fi 802.11n, porta Ethernet, quatro USB 2.0 (duas ocupadas pelo mouse e teclado), além de conexões HDMI e VGA.

O que difere os dois produtos é a tela. O EVO A2072PWH possui painel LED de 19,5 polegadas com resolução de 1600×900 pixels, mas sem sensibilidade a toques. Já o EVO A2272WHTN oferece tela LED de 21,5 polegadas com resolução de 1920×1080 pixels, desta vez, com touch.

Como estamos falando de equipamentos “tudo em um” baseados no Android, a AOC fez questão de destacar que o teclado que acompanha os modelos é preparado para trabalhar com esta plataforma. Não há, por exemplo, as tradicionais teclas de F1 a F12 típicas do Windows, mas os botões Home e Busca estão lá.

A fabricante também chama atenção para a possibilidade de usar os all-in-one como monitores eventuais para PCs ou consoles de games, assim como de exibir o conteúdo dos EVOs em telas maiores.

Teclado Android

Teclado Android

Mas o que interessa mesmo é o desempenho. Nos rápidos testes que fiz, os equipamentos abriram aplicativos e responderam a comandos sem demora, mas só com tempo maior de uso para afirmar se as novidades dão conta do recado.

O que dá para concluir de início é que é um tanto quanto estranho usar Android no desktop. Como esta plataforma foi desenvolvida para telas menores, boa parte dos aplicativos fica com botões e recursos de interface gigantes, desperdiçando espaço visual.

Usar mouse no Android também causa estranheza, pelo menos nos primeiros momentos. Eu mesmo fiquei impelido a tocar na tela a todo instante para abrir os aplicativos (lembrando que apenas o EVO A2272WHTN tem touchscreen).

Computadores all-in-one não têm volume alto de vendas, mas a AOC entende que pode se sair melhor neste segmento do que no de tablets, por exemplo. Se é para aumentar a participação neste mercado, convém complementar os modelos baseados em chips x86 e sistema Windows com opções mais baratas.

A AOC explicou que a escolha do Android para estes modelos se deve à ampla popularidade da plataforma e ao seu ecossistema com mais de 800 mil aplicativos. Há até uma lojinha da própria empresa que recomenda apps gratuitos.

Ponto positivo para os vários ângulos de inclinação (e, sim, o EVO parece mesmo um "tabletão")

Ponto positivo para os vários ângulos de inclinação (e, sim, o EVO parece mesmo um “tabletão”)

Como público-alvo, a AOC aponta crianças e pais que buscam diversão e informação em telas grandes, mas não querem estar sujeitos às “configurações complexas” de um PC.

Tenho minhas dúvidas quanto a isso. O público mais jovem assimila tecnologia de maneira rápida, quase natural. Usar Windows certamente não é problema para eles e, em boa parte dos casos, muito menos para seus pais.

O Android pode até ser mais fácil de usar, mas imagine quão frustrante será descobrir que aquele jogo recém-instalado no all-in-one não funciona bem porque foi feito para trabalhar com giroscópio.

A ausência de Bluetooth também é um pecado. A empresa justificou a decisão de excluir esta tecnologia por causa de pesquisas que apontam que a sua utilização é pouco frequente. Pode até ser, mas seria ótimo contar com Bluetooth para conectar teclado e mouse.

O uso do já antigo Android 4.1 é outro ponto fraco. Ao menos a AOC prometeu uma atualização para breve.

Versão de 19,5 polegadas, sem touchscreen

Versão de 19,5 polegadas, sem touchscreen

No final das contas, talvez estes equipamentos venham a ter mais utilidade em aplicações muito específicas, funcionando como terminais de lojas ou monitores “inteligentes” (dá para fixar estes EVOs na parede via conexão VESA), por exemplo.

As versões do EVO de 19,5 polegadas já estão disponíveis no varejo. Seu preço sugerido é de R$ 899. O modelo de 21,5 polegadas chega ao mercado em setembro custando R$ 1.199. Todos são produzidos na fábrica da TPV (empresa que representa a AOC no Brasil) em Jundiaí, SP.

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