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Philips Hue, as lâmpadas de R$ 1.299 que são controladas pelo smartphone

Com uma etiqueta de preço bem alta, as lâmpadas conectam sua casa ao smartphone ou tablet

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5 anos atrás

A primeira vez que vi as lâmpadas Hue da Philips foi numa visita à Apple Store da Quinta Avenida, em Nova York, na metade do ano passado. Apesar de não lembrar do preço, lembro de achá-las caras, ainda mais com o valor em dólares – hoje, o Starter Pack, com três lâmpadas e uma ponte, sai por US$ 200. Ao Brasil, chegaram há alguns meses com a polêmica etiqueta de preço de R$ 1.299 pelo Starter Pack e R$ 269 para cada lâmpada extra.

Apesar do nome que nos faz dar uma risadinha por parecer a famosa risada brasileira na internet (eu não me orgulho de ter feito essa associação), “hue” em inglês quer dizer matiz, ou seja, está ligado a tons de cor. É isso que, basicamente, o kit de lâmpadas da Philips faz: muda de cor.

Passei alguns dias testando-o para saber se vale a pena gastar tudo isso em lâmpadas para a casa e estas são minhas impressões.

A primeira coisa a se notar é o cuidado da Philips com a caixa das lâmpadas. Não que se esperasse menos de um kit tão caro, mas o aspecto premium é visível já com a embalagem fechada. O design é muito bonito. Ela abre em duas abas: a primeira tem instruções para a instalação e a outra tem um plástico durinho que funciona como uma espécie de vitrine para a disposição delas e do roteador que acompanha.

Fiz um GIF para mostrar:

A instalação é fácil e exige poucos minutos. Primeiro, é preciso baixar o app, disponível para Android ou iOS; ele irá guiá-lo pela instalação. Então, coloque as lâmpadas e deixe-as acesas. Por fim, ligue o roteador do Hue na tomada, conecte-o via cabo no roteador da sua casa e aperte o botão do meio. Assim, ele irá encontrar as lâmpadas e pronto, está instalado.

Todo o controle das lâmpadas é feito pelo aplicativo, tanto para escolher cores quanto para ligar e desligar. Ou seja, o ideal é deixar o interruptor sempre ligado e ligar e desligar só pelo app, o que é bem incomum para quem já passou décadas da vida ligando e desligando as luzes por ele. Não que não dê para fazer isso, claro. Dá, mas, ao desligar o interruptor, você também desliga a lâmpada e não dá para acendê-la remotamente. E, como existe a função de ligar e desligar pelo app, entende-se que a experiência sugerida pela Philips seja essa.

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É possível configurar as cores das suas Hue de diversas formas. O app permite que sejam criadas “cenas”, isto é, configurações salvas de acordo com o seu gosto. Dá, por exemplo, para utilizar uma foto de uma viagem para escolher os tons de cada lâmpada e relembrá-la em casa, ou optar por um dos perfis que já vêm prontos, inspirados em por do sol, praia e outras cenas.

Personalização, aliás, é algo que não falta para as Hue. É possível, através do app, renomear cada uma, dar o controle para mais pessoas, mudar o astral do ambiente com cenas prontas para ajudar a concentrar ou relaxar, programar horários para que acendam ou apaguem – você é um dos que gastam energia quando vai viajar deixando as luzes acesas? Com o Hue, elas podem acender só à noite. É possível, ainda, controlá-las de longe, pelo site My Hue.

Tudo no aplicativo é relativamente fácil de fazer. A parte que você mais utilizará é a de Cenas, nas quais se configuram as cores das lâmpadas individualmente. Isso é fácil, também: basta lembrar qual o número de cada uma (1, 2 ou 3, no kit inicial) e soltar a bolinha em cima; lembra a ferramenta de conta gotas de programas de edição de imagens. A mudança da cor na lâmpada é imediata. O mesmo pode ser dito para a alteração no brilho: o controle é bem sensível e a oscilação, suave e rápida.

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As lâmpadas fazem um bom trabalho em iluminar o ambiente. Com 600 lúmens, o equivalente a lâmpadas de 50 watts segundo a fabricante, a luminosidade é suficiente para substituir suas lâmpadas normais. Elas também reproduzem todos os tons de branco, podendo servir tanto como lâmpadas quentes como frias, seja qual for sua preferência. E, aumentando a versatilidade, há mais aplicativos que as utilizam graças à sua API aberta – mas não há muito o que fazer além de ligar, apagar e mudar a cor das lâmpadas.

Outra vantagem é o baixo custo de manutenção. A Philips alega que elas utilizam até 80% menos energia que lâmpadas convencionais e duram até 15 anos sem precisar de substituição.

A qualidade das Hue é inegável. Seu uso é simples e elas entregam uma experiência divertida e diferente do que estamos acostumados no dia a dia; logo ao instalá-las, é impossível parar de mexer e explorar todas as possibilidades.

Mas, passado esse momento de empolgação, fico em dúvida se elas são realmente úteis. Me parecem legais para usar em festinhas em casa, mas pouco no cotidiano. Mesmo economizando energia e durando muito tempo, é difícil justificar o gasto de R$ 1.299 em três lâmpadas. Para uso profissional, como em eventos, me parece fazer mais sentido o investimento, ainda mais pelo fato de cada ponte suportar até 50 lâmpadas – e, ainda assim, há soluções que, por hora, são mais baratas.

As Hue figuram entre os primeiros produtos que brilham sob o conceito da casa conectada, uma tendência crescente para os próximos anos mas que, por enquanto, só assistimos de longe. E, como toda nova tecnologia, seu preço está acessível para poucos. Talvez não seja o melhor investimento para sua casa agora, mas serve como uma primeira olhada no que essa tecnologia promete.

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