A Motorola está lançando nesta sexta-feira (5) a segunda geração do Moto X e Moto G no Brasil. Os smartphones, que terão exatamente os mesmos nomes dos aparelhos da geração passada, foram demonstrados em evento fechado para a imprensa junto com os dois novos acessórios da empresa, o elegante smartwatch Moto 360 e o compacto headset Moto Hint, que chegarão ao país nos próximos meses.

Fui conferir de perto a nova geração de smartphones da Motorola e nos próximos parágrafos você confere as minhas primeiras impressões.

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Moto X corre atrás da briga pelo hardware

Especificações técnicas são importantes? Depende.

No primeiro Moto X, a Motorola usou uma combinação de hardware inferior a que estávamos acostumados nos topos de linha: ele vinha com um processador dual-core de 1,7 GHz em vez dos poderosos chips quad-core da Qualcomm, e a tela de 4,7 polegadas tinha resolução de 1280×720 pixels, enquanto os concorrentes já estavam na era do Full HD. Mesmo assim, na prática, a experiência de uso era tão boa quanto (ou até melhor) que aparelhos com números maiores na ficha de especificações.

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Mas o fato é que números grandes ficam bonitos nas prateleiras das lojas, e a Motorola sabe disso. O Moto X de 2ª geração entrega o que os smartphones mais caros estão entregando: agora, há uma tela de 5,2 polegadas com painel AMOLED de 1920×1080 pixels, um competente Snapdragon 801 com processador quad-core de 2,5 GHz e GPU Adreno 330, e uma câmera de 13 MP com flash LED duplo e filmagem em 4K. A RAM de 2 GB, a bateria de 2.300 mAh, o armazenamento interno de 32 GB e o suporte ao 4G completam o belo conjunto.

A diferença entre o novo Moto X e os outros celulares com hardware semelhante é o custo: ele começará a ser vendido por 1.499 reais, exatamente o mesmo preço sugerido do Moto X anterior. É um aparelho extremamente competitivo para um mercado que está acostumado com lançamentos quase sempre acima dos dois mil reais.

É difícil avaliar o desempenho de um aparelho com uma hora de uso, mas o novo Moto X passa uma ótima primeira impressão: as transições de tela são rápidas, os aplicativos abrem quase instantaneamente e não há engasgos. O Android 4.4.4 praticamente não possui modificações na interface, e as poucas alterações no sistema operacional são feitas para adicionar os recursos que nós já conhecemos, como os comandos de voz.

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O novo Moto X deixa o microfone sempre ativo para escutar a voz do usuário, assim como o aparelho da geração anterior. A principal novidade é que é possível personalizar o comando: em vez de dizer sempre “Ok, Google Now” para ligar o aparelho, você pode optar por colocar algo como “Alô, Alô, Terezinha!” — a frase é definida no assistente de configuração inicial.

E o assistente de voz está mais inteligente, não se limitando a fazer buscas no Google, configurar o alarme ou abrir um aplicativo. É possível, por exemplo, enviar uma mensagem pelo WhatsApp sem tocar no aparelho, apenas usando a voz: peça para o Moto X abrir o aplicativo, diga o nome do contato (ou parte do nome) para selecioná-lo, dite a mensagem, confirme que o texto está correto e pronto. Outro truque bacana: dê “boa noite”, e o Moto X entrará em modo noturno para que você não seja perturbado enquanto estiver dormindo.

O Active Display, recurso bacana que exibe o relógio e as notificações na tela quando o aparelho está em espera, continua presente. Agora, para usar o recurso, você pode simplesmente passar a mão por cima do Moto X quando ele estiver sobre uma mesa; o sensor de movimento se encarregará de detectar seu comando. Para exibir mais detalhes de uma notificação, basta tocar e segurar em um dos ícones.

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O design, que parece bem melhor ao vivo do que nas fotos vazadas, me agradou bastante. Eu confesso que gosto de aparelhos com telas menores, mas a Motorola fez um bom trabalho em manter a ótima pegada no novo Moto X de 5,2 polegadas. Como a moldura em volta da tela está menor e o aparelho ficou mais fino, não achei desconfortável manuseá-lo com uma mão.

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Os truques de engenharia da Motorola também devem ter colaborado. Primeiro, a parte superior do aparelho é mais pesada que a parte inferior, equilibrando o peso e evitando que ele escorregue das mãos. Segundo, o vidro que cobre a tela lembra muito o usado no velho Nokia N9: ele se espalha para fora do aparelho, o que gera uma curvatura suave bem gostosa de segurar. Outra boa característica é que o alto-falante fica na frente, como no Xperia Z2, o que melhora a experiência de assistir a vídeos.

Em alguns momentos, a Motorola fez questão de ressaltar que usa materiais “de verdade”. O novo Moto X tem bordas realmente de metal, não de plástico pintado. A versão com traseira de madeira possui, de fato, madeira. E há uma novidade: o novo Moto X também será vendido com traseira de couro, que é couro de verdade, não plástico texturizado. É uma indireta bem direta para você sabe quem.

Com o mesmo preço sugerido de 1.499 reais, mas hardware bastante superior, parece que o Moto X ganhou um substituto realmente digno.

Moto G eleva o nível dos intermediários sem elevar o preço

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Smartphones caros são interessantes para acompanharmos as últimas novidades tecnológicas, mas os aparelhos mais acessíveis são os que realmente vendem. E, se tudo acontecer como esperado, o Moto G de segunda geração deverá repetir o sucesso do antigo Moto G. Ele continua na mesma faixa de preço, mas traz uma tela maior e tenta corrigir dois problemas que afetavam a primeira geração: a criticada câmera e a impossibilidade de expandir a memória.

Enquanto o Moto X ganhou avanços significativos no poder de processamento, o Moto G continua com a mesma potência, o que é um pouco decepcionante, mas não deve causar problemas — o desempenho, que era ótimo no aparelho anterior, parece continuar muito bom. Ainda temos um Snapdragon 400 com processador quad-core de 1,2 GHz e GPU Adreno 305, 1 GB de RAM, 8 GB ou 16 GB de armazenamento interno e bateria de 2.070 mAh.

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A tela, que permanece com resolução de 1280×720 pixels, cresceu para 5 polegadas, o que satisfaz os usuários que querem consumir conteúdo multimídia e, ao mesmo tempo, não prejudica a definição da imagem. Não é segredo que eu tenho preferido as telas LCD às AMOLED — eu diria que a tela IPS do Moto G é equivalente a do Moto X, sendo que a minha escolha recai sobre o Moto G por possuir um branco mais branco.

Três versões do Moto G serão vendidas inicialmente:

  • Moto G Dual SIM (699 reais): 3G, dual SIM, 8 GB de armazenamento interno;
  • Moto G Colors (729 reais): 3G, dual SIM, 8 GB de armazenamento interno e duas capinhas (preta e turquesa);
  • Moto G DTV Colors (799 reais): 3G, dual SIM, 16 GB de armazenamento interno, duas capinhas (preta e turquesa) e TV digital (infelizmente, 1-Seg).

São preços equivalentes aos do Moto G antigo, com a diferença de que agora não teremos a versão com suporte a apenas um SIM card logo de cara no varejo.

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Em relação ao Moto X, além da diferença de hardware, o Moto G perde as funcionalidades bacanas de software, como os comandos de voz acessíveis mesmo com a tela desligada e o Active Display — esse último, na verdade, também tem a ver com o fato de que o Moto G possui uma tela com painel LCD, e não o AMOLED que permitiria baixo consumo de energia.

O design não sofreu muitas alterações: a traseira é praticamente igual a do Moto G de primeira geração, enquanto a frente foi atualizada com o alto-falante prateado para se alinhar aos outros aparelhos da Motorola, como o Moto E e o próprio Moto X novo. A Motorola, aparentemente, teve um cuidado maior com o acabamento do novo Moto G: ele está mais fino, e a tampa traseira está bem mais fácil de ser removida.

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Ao remover a tampa traseira, uma surpresa: tem um slot para cartão microSD ali! A ausência da possibilidade de expandir a memória do Moto G antigo era uma crítica muito frequente, que só diminuiu quando a Motorola anunciou o Moto G com 4G, este com a entrada para cartão. Não poder expandir o armazenamento não é um problema tão grande em aparelhos caros, que geralmente possuem mais memória, mas era um entrave em um celular como o Moto G, que começa com apenas 8 GB.

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A última boa mudança é na câmera, que agora possui um sensor de 8 MP — mas só descobriremos se a Motorola realmente fez um bom trabalho no review completo, que deve sair nas próximas semanas.

O novo Moto G é, portanto, uma modesta atualização para aparar as arestas do antigo Moto G. Isso é ruim? Para quem possuía um Moto G e já estava juntando dinheiro para trocar pelo seu sucessor, provavelmente sim. Mas, se considerarmos que somente agora as concorrentes estão começando a oferecer Androids tão bons quanto o antigo Moto G na mesma faixa de preço, dá para dizer que a Motorola deu um pequeno passo para aumentar ainda mais sua grande distância.

Comentários

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All Dav
Na verdade sim,um ano depois o moto G 2º geração mesmo já tendo um sucessor teve seu preço aumentado e chega a R$ 1000 reais hoje em dia....
igrdossantos
Boas melhorias?? haha... então não quer nem ver como que era o primeira geração, a pior compra eu fiz na minha vida foi esse celular. Me arrependo totalmente, assim que eu tiver oportunidade irei me desfazer o quanto antes. Fica aqui minha opinião, as versões mais antigas do xperia da Sony dão de infinito a zero nesse modelo da motorola. ( Isso para o Moto G2)
Evandro Souza

O moto g 2 geração tem infra vermelho

Edmar Bezerra Carl
Estou com o mesmo problema acho que é problema de software, prq após atualizar do nada começou o sinal ficando baixo pensei que fosse a torre aqui perto depois nem pegou chip sim 1 nem sim2 nem porra nenhuma MOTO G 2² SEGUNDA GERAÇÃO, alguém teve este mesmo problema desde 01.08.2015 ate 29.08.2015 também? no meu caso vou aguarda ate dia 01.09.2015 pra ver se resolvem.
Jessica
Ata paguei no meu 800 reais
Bispo Pedro Portella
esse moto g2 8gb achei muito limitado, ridiculo o fato dele ser 3G enquanto existe aparelos inferiores a ele ser 4G
ivo ferreira dos santos
meu amigo comprei um moto x que arrependimento é muito frágil a tela se colocar encima da cama de qualquer jeito já trinca tudo foi assim com o meu sem nem mesmo ter usado , pensa na decepção . e para concertar fica o mesmo preço dele agora as configuração são boas .pena essa fragilidade na tela .
Pablo Binho Nicolela
Moto X e moto G só se quiserem o celular mais frágil do mercado, Só olhar no reclameaqui...
Janny
A Motorola fez bem lança o moto x , muito querem , so falou ser dual chip, queria muito não vou comprar pq não e dual chip .
Danilo dos anjos
Eu não gostei muito simplesmente pelo fato do moto g segunda geração não ter o comando de voz inteligente do google now onde poderíamos trocar a frase em vez de ficar sempre dizendo OK google e poder colocar por ex: olá Maria não gostei acho que mais uma vez a motorola pecou nisso aí brigado.
Sid Sid
Comprei meu moto x ² por R$ 1055,12 no dia 30/06/2015.
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Samuel Wagner Rosa
Pessoal, olha o que eu achei no código do consumidor, como o celular hoje é um produto indispensável, pelo menos no meu caso acho que novo produto ou me devolver o dinheiro, sendo que eu devo escolher entre as duas opções §1º , vale para mim. Logo a fabrica deve me dar um novo Art. 18 - Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitaria, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. §1º - Não sendo o vicio sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e a sua escolha: I- a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a reconstituirão imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III- o abatimento proporcional do preço §2º - Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no pará- grafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor. §3º - O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do §1º desta artigo sempre que, em razão da extensão do vicio, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.
Samuel Wagner Rosa
Olá, bom dia! Gostaria de compartilhar com vocês minha insatisfação com a marca MOTOROLA, comprei um MOTO G SEGUNDA GERAÇÃO de presente para minha namorada, com dois meses de uso ele começou a apresentar problemas. Primeiro a opção de efetuar ligação não funcionava muito bem, depois te um período esses momentos foram ficando cada vez mais constantes, minha namorada precisava efetuar uma ligação e o botão com essa opção simplesmente não funcionava. Depois apareceu outro defeito, a câmara parou de funcionar, aparecia uma mensagem reinicie a câmera, posteriormente ainda surgiu outro defeito a câmera frontal também parou de funcionar e por fim algumas vezes ele desligou sozinho, e mesmo colocando ele para carregar, ele demorava em média 12 horas para ligar novamente. Levamos o celular a uma loja autorizada para resolver o problema, HICH TECH (asa sul- Brasília), fomos bem atendidos e o celular ficou 5 dias úteis para conserto, na hora de pega-lo ele estava descarregado e não tinha como ver se os problemas tinham sido resolvidos. No outro dia fui verificar se estava funcionando corretamente e lá estavam os mesmos defeitos. Me dirigi a autorizada novamente e me falaram que mandariam para a fábrica, e que esse era o procedimento de correto, fui orientado que levaria 15 dias úteis. Fiquei muito chateado, pois comprei um celular novo para minha namorada para que ela não tivesse problemas com o mesmo, porem este aparelho novo dá mais trabalho que o celular eu ela tinha da Nokia (um celular de 50,00 reais). Falei para o atendente da autorizada que esse prazo era muito alto pois minha namorada só tinha esse aparelho e que não tinha com ela ficar sem celular por 15 dias úteis, mas ele disse que era o prazo então deixei o aparelho para conserto novamente. Além disso tudo, a fábrica não oferece um aparelho para o cliente ficar até o conserto, então se vc irá comprar um celular e não tem outro reserva não compre MOTOROLA!!!!! Agora já se passaram os 15 dias úteis e ainda não tive notícias do aparelho, liguei na fábrica e a informação que me passaram e que o aparelho ainda está em manutenção, agora a pergunta é até quando as empresas irão fazer produtos caros e de má qualidade para comercializar¿ até quando nós consumidores iremos aceitar que estas empresas nós prejudiquem¿ Essa situação é muita chata e inconveniente, logo dou um conselho a todos não comprem produtos MOTOROLA, esta marca não está preocupada com os clientes e sim e vender produtos de má qualidade!!!! O que eu quero e comprar um produto e poder usufruir de seus benefícios, sem ter dor de cabeça, logo MOTOROLA cuide e de mais atenção aos pedidos de seus clientes!!!!!!!
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