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Você poderá usar o Photoshop completo nos Chromebooks e no Chrome para Windows

Paulo Higa Por
5 anos atrás

Os Chromebooks acabam de ficar mais interessantes. Até ontem esses notebooks com Chrome OS eram bastante limitados, não fazendo muito mais do que acessar páginas da web, mas a partir desta segunda-feira (29) será possível usar o famoso editor de imagens Photoshop, resultado de uma parceria entre Google e Adobe.

Qual o segredo para um software tão pesado rodar em uma plataforma que foca principalmente em máquinas com hardware simples? Bom, na verdade, o Photoshop não será executado diretamente nos Chromebooks. Ele funcionará como um software por streaming e rodará remotamente, em um ambiente virtualizado. A ideia é que você consiga usar o Photoshop em qualquer lugar, e o Chromebook seria uma segunda máquina para isso.

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Tirando algumas exceções, o Photoshop por streaming será igual ao Photoshop que você instala no seu Windows e OS X. A Adobe cita alguns poucos recursos que, compreensivamente, não estarão disponíveis: não há suporte a periféricos (o que inclui sua impressora); inicialmente não será possível usar funções que dependam de processamento da GPU; e você só poderá abrir e salvar arquivos no seu Google Drive.

A novidade também chegará aos usuários do Chrome, mas apenas no Windows. Os requisitos mínimos não são altos: basta ter uma máquina com Windows 7 ou Windows 8, 512 MB de RAM (!) e 350 MB de espaço em disco. É bem menos que os 2 GB de RAM mínimos (e 8 GB recomendados) da versão tradicional. Também é necessária uma conexão com velocidade de 5 Mb/s e latência máxima de 250 ms.

Apenas o Photoshop rodará por streaming no momento (o que já é bastante coisa), mas a Adobe já sinalizou que pretende levar outros softwares para a nuvem: “com o Projeto Photoshop Streaming, estamos testando maneiras de oferecer acesso adicional aos nossos produtos independente de hardware — em outras palavras, a possibilidade de acessar nossos produtos de qualquer dispositivo sem baixá-los ou instalá-los”.

O problema é que o programa ainda está em beta, e os requisitos para participar são bem restritivos: além da obrigatoriedade de ter uma assinatura ativa da Creative Cloud, é necessário morar na América do Norte e ser um estudante ou professor verificado. Como assinante, estou ansioso para ver a novidade chegar ao resto do público — e curioso para ver quão bem isso vai funcionar.

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