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TAM e LAN liberam tablets e smartphones durante todo o trajeto dos voos

Emerson Alecrim Por
5 anos atrás

Passageiros que viajarem em aeronaves da TAM e LAN nos próximos dias poderão usar smartphones e tablets durante todo o voo, inclusive nos procedimentos de decolagem e aterrissagem. A liberação foi anunciada nesta quarta-feira (15) pelo Grupo LATAM Airlines, que controla as duas companhias.

A nova política será implementada progressivamente a partir de hoje, começando por voos oferecidos dentro do Equador. A ideia é fazer com que todos os voos da TAM e da LAN com origem e destino na América do Sul sejam cobertos pelas novas regras.

De acordo com a LATAM, a decisão tem aval de autoridades aeronáuticas dos países onde o grupo opera. Graças a este apoio, as companhias puderam realizar os testes necessários para certificar seus aviões e, ao mesmo tempo, preservar os requisitos de segurança.

Smartphone no voo

Com a decisão, TAM e LAN passam a ser as primeiras companhias aéreas da América Latina a afrouxarem as regras para uso de dispositivos móveis durante os voos, segundo a LATAM. Até então, estes equipamentos podiam ser utilizados, desde que desligados nas decolagens e aterrissagens. A única exigência que permanece valendo é o uso do chamado “modo avião” nos aparelhos que recebem ou emitem sinal.

Nos Estados Unidos, a FAA (Federal Aviation Administration) passou a liberar o uso de eletrônicos em voos em 2013. Na Europa, a EASA (European Aviation Safety Agency) fez o mesmo no mês passado.

Trata-se de uma tendência global, como dá para notar. Apesar disso, o assunto continua cercado de polêmicas: há profissionais do setor aéreo que ainda defendem a proibição de dispositivos móveis nos voos como medida de segurança, a despeito dos numerosos estudos que apontam para a inexistência de risco de interferências nos equipamentos das aeronaves.

O principal sindicato dos comissários de bordo dos Estados Unidos está entre as instituições contrárias. A organização chegou a abrir um processo judicial contra a FAA para barrar a liberação. Um dos argumentos usados pela entidade, acredite, é o de que dispositivos móveis fazem os passageiros se distraírem durante a passagem de instruções de segurança.

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