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A Apple começou a entregar ontem o iPad Air 2 para os primeiros compradores e o iFixit já desmontou o novo tablet para descobrir o que há em suas entranhas e o que mudou em relação ao antecessor. O desmanche revela um novo processador Apple A8X trabalhando em conjunto com 2 GB de RAM, uma bateria menor que a do primeiro iPad Air e um produto bem difícil de ser consertado.

A dificuldade com a abertura é grande desde o começo, porque não há nenhum parafuso na carcaça: a parte frontal é presa ao corpo do tablet com uma cola. A Apple juntou o painel LCD, o vidro que reveste o painel e o sensor de toque em apenas um componente, o que permitiu deixar o iPad Air 2 muito fino, mas também abre caminho para que você quebre todas as peças de uma vez só.

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Houve um pequeno reposicionamento de cabos e a inclusão de novos componentes, como o sensor de impressões digitais Touch ID, que agora está integrado ao botão Home, assim como no iPhone. O iPad Air 2 também herdou do smartphone o design fino, com 6,1 mm de espessura — ele é mais fino que o iPhone 6, com 6,9 mm. Felizmente, a câmera de 8 MP não gera aquela protuberância estranha na traseira.

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Por dentro, o iPad Air 2 traz duas antenas Wi-Fi 802.11ac e o novo chip Apple A8X. Embora a Apple não confirme detalhes do hardware, os benchmarks indicam que se trata de um SoC com CPU triple-core de 1,5 GHz — isso me fez lembrar dos velhos AMD Phenom X3. O iFixit mostra ainda os módulos de 2 GB de RAM da Elpida. É o dobro do máximo de RAM que qualquer outro dispositivo iOS já teve.

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Provavelmente para manter a espessura fina, a Apple diminuiu a capacidade da bateria do iPad Air 2. São 7.340 mAh, quase 20% a menos que os 8.827 mAh do primeiro iPad Air. A Apple ainda promete a mesma autonomia de 10 horas, indicando que os novos componentes são mais eficientes energeticamente, mas os reviews apontam uma duração ligeiramente menor.

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O iPad Air 2 continua com uma bateria que não é soldada à placa lógica do tablet, o que facilita reparos, mas todo o resto joga contra o produto, como o maior risco de quebrar a tela e o excesso de cola por toda parte para juntar os componentes. Por isso, o índice de reparabilidade do iFixit, que mede a facilidade de consertar um dispositivo, foi de apenas 2/10.

As belas fotos internas do iPad Air 2 e todos os detalhes dos componentes internos estão lá no iFixit.

Comentários

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Reinaldo
Pra mim, essa obsessão por aparelhos finíssimos não é nada bom. A Apple e a Samsung ficam nessa disputa sem sentido em fazer aparelhos muito finos e consequentemente, matando a bateria. Vamos ressaltar que um aparelho mais leve é ótimo para manusear, mas em contra-partida, perdemos autonomia de uso, por causa da bateria inferior. De 2011 para cá, a Apple nunca evoluiu em questão da bateria do iPad - sempre 10 horas de uso, que os testes dizem o contrário. Espero que o iOS 8.1 não seja um vilão para a pequena bateria do Air 2.
Keaton
Ai vem sem bateria. =P
Panino, o Moço

Uma merda isso, pra que ser tão fino e ao custo de bateria? Não deveriam sempre oferecer uma autonomia melhor ao invés de limitá-la? E no próximo ano, como melhorar sem ter mais de onde tirar? Manter fino e ter ainda menos bateria?

Toga
Uma merda isso, pra que ser tão fino e ao custo de bateria? Não deveriam sempre oferecer uma autonomia melhor ao invés de limitá-la? E no próximo ano, como melhorar sem ter mais de onde tirar? Manter fino e ter ainda menos bateria?