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Novo recorde: pesquisadores fazem fibra óptica atingir velocidade de 255 Tb/s

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5 anos atrás

O esforço conjunto de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, nos Países Baixos, e da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, resultou em um recorde: o grupo conseguiu transferir dados à velocidade de 255 Tb/s (terabits por segundo) em uma conexão de fibra óptica.

Fibra óptica

É um feito e tanto! Para você ter uma ideia, 255 Tb/s equivalem a 32 terabytes transferidos por segundo ou 1 gigabyte enviado em 0,03 milésimos de segundo. É uma velocidade tão expressiva que também se aproxima da capacidade dos cabos de fibra óptica submarinos atuando juntos em horários de pico.

Na conclusão do trabalho, os pesquisadores revelaram que o principal “ingrediente” da tecnologia é o uso de cabos de fibra óptica de múltiplos núcleos (multi-core) – não por menos, o mesmo tipo que permitiu a um grupo dinamarquês obter o recorde anterior, de 43 Tb/s.

Cabos multi-core admitem vários canais simultâneos de transmissão. Tanto neste como no recorde anterior, o cabo de fibra óptica utilizado possui sete núcleos, ou seja, é como se houvesse sete vias de transmissão ali, precisamente.

Fibra óptica multi-core

Fibra óptica multi-core

Nos testes, a fibra se mostrou capaz de trafegar 5,1 terabits por segundo. Com uma técnica de multiplexação por divisão de comprimento de onda (WDM, na sigla em inglês), os pesquisadores conseguiram multiplicar esta velocidade por 50. No final, a transferência à velocidade de 255 Tb/s foi executada com sucesso em um cabo com extensão de 1 quilômetro.

Os resultados são animadores, mas não significam que poderemos tirar proveito deles no curto prazo. Mais pesquisas são necessárias, especialmente para tornar a tecnologia viável – cabos multi-core são particularmente muito caros.

De qualquer modo, este tipo de tecnologia não deverá atender a aplicações individuais. Sua implementação é esperada na interligação de centros avançados de pesquisa ou de backbones, por exemplo.

Os detalhes sobre a pesquisa foram publicados na Nature.

Com informações: ExtremeTech

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