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Taylor Swift retira todas as músicas do Spotify

Serviço paga menos de US$ 0,01 por execução. Pouco, né?

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5 anos atrás
Ela sambou na cara da comunidade Spotify

Ela sambou na cara da comunidade Spotify

A cantora Taylor Swift vive uma fase intensa de sua carreira com o lançamento do álbum 1989, que já é visto como um dos mais aguardados do ano. Certamente vai vender que nem água! E a ideia é justamente essa: entregar as músicas diretamente ao consumidor final, como nos velhos tempos. Por isso, a equipe da artista decidiu que não iria lançar 1989 no Spotify e similares. Não bastasse isso, Taylor também removeu todas as músicas do serviço de streaming.

É, Taylor… Agora o Spotify pode lhe responder com um sonoro “I knew you were trouble”.

A treta é antiga. Ainda em 2012, a cantora proibiu que o álbum Red continuasse no serviço. Em julho deste ano, ela fez um apelo para que os artistas não se subestimassem em aceitar os valores pagos pelo Spotify pelas músicas. O serviço paga entre US$ 0,006 e US$ 0,0084 por execução de música.

O Spotify se manifestou em nota dizendo que ama Taylor e que os usuários a amam ainda mais – diz que 16 milhões deles já ouviram músicas da cantora nos últimos 30 dias. Ainda pediu que ela mude de ideia e se junte ao grupo que está “construindo uma nova economia de música que funciona para todos”. Porém não está funcionando para uma das artistas mais celebradas da atualidade, pelo que se percebe.

Enquanto isso, o álbum continua disponível para compra na iTunes da Apple. Cada faixa custa 1,29 dólar. O pacote inteiro sai por 12,99 dólares.

1989 continua no iTunes

1989 continua no iTunes

Por que é importante saber como Taylor Swift e Spotify vão se acertar? Basicamente, porque cada vez mais gente migra para os serviços de ouvir música pagando uma mensalidade. Ficar sem os grandes lançamentos se tornará um problema no futuro. É bem provável que o álbum 1989 bata a marca de 1,3 milhão de cópias vendidas, um recorde para o setor, ultrapassando o Oops! I did it again de Britney Spears, em 2000. Quer dizer: um marco da indústria que fica de fora do serviço que é um marco da tecnologia.

Há quem diga que só uma gravadora poderosa e uma artista que move multidões poderiam tomar a decisão de retirar todas as canções de um app. Enquanto isso, o jeito que tem é ouvir a Shake it off no YouTube mesmo.

Ao menos a equipe de mídias sociais do Spotify tem uma boa resposta quando é perguntada sobre o sumiço das músicas de Taylor, como você pode ver no reply abaixo. Resta saber qual é a dificuldade em ampliar o acervo do Bob Dylan – um pedido de longa data deste que vos escreve.

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