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Assange pede que América Latina crie seus próprios buscadores e redes sociais

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4 anos atrás

Assange pede que América Latina crie seus próprios buscadores e redes sociais

No Encontro Nacional de Governança na Internet, realizado em Quito, no Equador, Julian Assange pediu que “os países do sul” criem seus próprios buscadores e redes sociais para combater a espionagem dos Estados Unidos sobre suas comunicações. Responsável pelo encerramento do encontro realizado no dia 27 de novembro, o fundador do WikiLeaks afirmou que 98% dos dados de todo o mundo são interceptados pelo governo norte-americano e mudar esse cenário é essencial para a América Latina “alcançar sua soberania”.

Para Assange, a Rússia e a China dão exemplo quando desenvolvem seus próprios buscadores e redes sociais para substituir os estadunidenses Google, Facebook e Twitter. Entre as iniciativas do governo russo está uma lei, válida a partir de janeiro de 2015, que obriga as empresas a armazenarem os dados pessoais dos cidadãos russos em servidores localizados no território nacional.

O jornalista australiano está exilado na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia. Entretanto, as autoridades britânicas não autorizam que ele viaje ao país que lhe concedeu asilo, obrigando que sua participação no debate fosse viabilizada por videoconferência. Recentemente, a Corte Suéca renovou seu pedido de extradição e, como resposta, o governo equatoriano também prolongou sua concessão de asilo.

O evento foi organizado pelo Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina em parceria com outras associações que promovem o software livre. Entre os convidados internacionais, estava o brasileiro Marcelo Branco, representando a Associação Software Livre.

Segundo os organizadores, a pauta dos debates é guiada pela construção de um modelo de governança na internet em que todos tenham acesso à rede de qualidade de forma universal, e que essa rede seja, igualitária, livre e aberta.

Com informações: Prensa Latina

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